Baião de dois

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Baião-de-dois é um prato oriundo do estado do Ceará, muito apreciado na região Nordeste e partes da região Norte do Brasil, como Rondônia, Acre e Pará. Consiste num preparado de arroz e feijão, de preferência o feijão verde ou feijão novo. É frequente adicionar-se queijo de coalho. Não se adiciona carne-seca (charque) no Ceará. Na Paraíba e Pernambuco, existe uma variante desse prato chamado de rubacão, onde no Sertão é bastante apreciado.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo baião, que deu origem ao nome do prato, designa uma dança típica do nordeste, por sua vez derivada de uma forma de lundu, chamada "baiano".[1] A origem do termo ganhou popularidade com a música Baião de Dois, parceria do compositor cearense Humberto Teixeira com o "Rei do Baião", o pernambucano Luís Gonzaga, na metade do século XX.[2]

A origem cearense do prato é atestada também pelo folclorista Câmara Cascudo, citando como referência a obra de 1940, Liceu Cearense, de Gustavo Barroso.[3]

O baião, por ser uma mistura de dois elementos da culinária brasileira apreciados e de fácil acesso, o arroz e o feijão, é muito comum em áreas rurais. É possível perceber que ele é feito principalmente à noite para que seja aproveitado o restante do feijão cozido durante o dia.

Fazendo parte dos hábitos alimentares da população, o queijo Coalho destaca-se também como ingrediente importante de preparações tipicamente regionais, como o baião-de-dois, uma mistura de feijão verde, arroz e temperos verdes, servido em restaurantes típicos de Fortaleza-CE, que atraem turistas do Brasil e de outros países (5).

Modos de preparo[editar | editar código-fonte]

Para fazê-lo, deve-se cozinhar o arroz cru no feijão com caldo já cozido e demais temperos como cebola, tomate, pimentão e especiarias como o coentro e a cebolinha. Queijo e nata costumam também ser adicionados.[2]

Moro dominicano[editar | editar código-fonte]

Na República Dominicana existe um prato semelhante, chamado de moro, o qual também é preparado cozinhando o arroz e o feijão juntos.[4][5]


Referências

  1. Novo Dicionário Aurélio, verbetes baiano, baião e baião-de-dois.
  2. a b PLÁCIDO, Mariza Receita,de origem e variantes do prato (página acessada em 10 de junho de 2008)
  3. CASCUDO, Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. Ediouro, Rio de Janeiro, 10ª ed., 1998 (ISBN 85-00-80007-0)
  4. «Moro Dominicano». 
  5. «Saborea Nuestro Sabor Dominicano». 

6. CAVALCANTE, José Fernando Mourão. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Viçosa-MG, 2005.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]