Bala dundum

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Na ilustração, um projétil dundum de ponta côncava, antes do disparo (1, 2), e depois de retirado do corpo de um animal (3, 4, 5), mostrando a expansão e a fragmentação.

Projétil expansível, popularmente conhecido como Bala dundum é o nome para os projéteis de armas de fogo concebidos para se expandir e fragmentar durante o impacto.

Nem todo projétil dundum refere-se à bala dundum.[carece de fontes?]

Tecnicamente, diz-se que há maior transferência de energia e, consequentemente, o "poder de parada"(conceito equivocado) também é maior, nos projéteis vulgarmente chamados dundum, entretanto referem-se aos projéteis ponta oca. O aumento do diâmetro do projétil limita a sua penetração, e produz, no corpo da pessoa ou animal alvejado, um ferimento mais extenso.

Nomenclatura[editar | editar código-fonte]

As balas em expansão receberam o nome Dum-dum, ou dumdum, após um exemplo britânico inicial produzido no Dum Dum Arsenal, perto de Calcutá, Índia pelo capitão Neville Bertie-Clay.[1][2] Havia várias balas de expansão produzidas por este arsenal para o cartucho .303 britânico, incluindo pontos moles e projetos de pontos vazios. No entanto, estas não foram as primeiras balas em expansão; As balas em expansão do ponto oco foram usadas para caçar o jogo de pele fina em rifle express rifle já em meados da década de 1870.[3] O uso do termo "Dum-dum", aplicado às balas em expansão, além dos projetos .303 adiantados, é considerado pela maioria das fontes de munição e balística.[4][5] Os fabricantes têm muitos termos para descrever a construção particular dos vários tipos de balas em expansão, embora a maioria caia na categoria de pontos moles ou projetos de pontos ocos. A expansão em si é às vezes chamada de "colapso".

Histórico[editar | editar código-fonte]

Inventado no final dos anos 1890 por um oficial do exército britânico, Neville Bertie-Clayno, no arsenal de Dum Dum, cidade próxima de Calcutá, este tipo de projétil foi condenado pela Convenção de Haia de 1899, por motivos humanitários: a bala dundum se estilhaça dentro do corpo do indivíduo atingido, provocando dores lancinantes - o que normalmente não acontece com uma bala comum.

No Brasil, é permitida a utilização da ponta oca, que por vezes é equivocadamente qualificada como a original bala dundum. A utilização da ponta oca por forças policiais também é permitida. Contudo, ainda é proibida a utilização da bala dundum, pois o estilhaçamento aumenta tanto a cavidade como maiores lesões a órgãos internos. Devido ao estilhaçamento, a dundum é de maior dificuldade para tratamento médico. A ponta oca, um princípio originado com a bala dundum, continua a ser usada em vários países. É utilizada, por exemplo, pela Britanica Scotland Yard

Aspectos técnicos[editar | editar código-fonte]

As primeiras versões das balas dundum têm um furo na parte frontal ou um corte em cruz na porção frontal. Atualmente existem versões comerciais como Hydra shok e Silvertip.

Por vezes sua designação é "munição de ponta oca" (hollow point), contudo o projétil ponta oca não foi projetado para estilhaçar, por isto é uma designação equivocada, ou pelo menos incompleta. O princípio de funcionamento da ponta oca baseia-se na dinâmica de fluidos: após penetrar no meio (aquoso ou gelatinoso), é criada uma zona de pressão, no interior da concavidade do projétil, que força as extremidades (bordas) da ogiva para fora, fazendo "aflorar" o projétil. Dessa forma, não ocorre a transfixação, ou seja, a bala não atravessa o corpo, e toda a energia do projétil é transferida imediatamente ao corpo atingido.

Projétil de ponta côncava .40 S&W expandido, junto a um cartucho completo .

Outro tipo de munição muito utilizada e com funcionamento oposto às munições expansivas é o FMJ (full metal jacket), conhecida também como encamisada ou enjaquetada. Esta munição possui projétil de chumbo revestido com uma casca de metal forte (geralmente ligas de cobre) e apesar de ter uma penetração maior, mesmo em alvos blindados, não tem o mesmo poder de parada das expansivas. As munições FMJ também são menos seguras para o uso policial, pois são altamente transfixantes e, após atingir o oponente, podem ferir outras pessoas.

Referências

  1. «Dum Dum». Encyclopædia Britannica. 2009. Consultado em 18 de maio de 2009. 
  2. «DUM-DUM CARTRIDGES.» (PDF). The New York Times. 4 de janeiro de 1886 
  3. Arthur Augustus Thurlow Cunynghame; M. Balkind (1880). My Command in South Africa, 1874–1878. [S.l.]: Macmillan & Co. p. 79 
  4. «The Gun Zone - Dum-dums» 
  5. «Police Firearm Officers Association - Dum-dum Bullets» (PDF) 
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