Balsas

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Município de Balsas
"Bls"
"Balsinha de Açúcar"
"Princesinha do Sul do Maranhão"
"Capital da Agricultura e da Lavoura Mecanizada"
"Cidade do Agronegócio"
Rio das Balsas, principal ponto turístico da cidade.

Rio das Balsas, principal ponto turístico da cidade.
Bandeira de Balsas
Brasão de Balsas
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 22 de março
Fundação 22 de março de 1918 (99 anos)
Gentílico balsense
Prefeito(a) Erik Augusto Costa e Silva[1] (PDT)
(2017–2020)
Localização
Localização de Balsas
Localização de Balsas no Maranhão
Balsas está localizado em: Brasil
Balsas
Localização de Balsas no Brasil
07° 31' 58" S 46° 02' 09" O07° 31' 58" S 46° 02' 09" O
Unidade federativa  Maranhão
Mesorregião Sul Maranhense IBGE/2008[2]
Microrregião Gerais de Balsas IBGE/2008[2]
Região metropolitana Balsas
Municípios limítrofes Riachão, São Raimundo das Mangabeiras, Fortaleza dos Nogueiras, Tasso Fragoso, Alto Parnaíba, Nova Colinas, Sambaíba, Carolina
Distância até a capital 810 km
Características geográficas
Área 13 141,637 km² [3]
População 94 779 hab. (MA: 10º) –  IBGE/2016[4]
Densidade 7,21 hab./km²
Altitude 283 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,687 (MA: 5º) – médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 2 918 687 mil (MA: 3º) – IBGE/2014[6]
PIB per capita R$ 32 187,03 IBGE/2014[6]
Página oficial
Prefeitura www.balsas.ma.gov.br
Câmara www.cmbalsas.ma.gov.br

Balsas é um município brasileiro do estado do Maranhão. O município se destaca pela agricultura mecanizada, sendo responsável por grande parte dos produtos agrícolas (principalmente a soja) que são levados para Porto Franco (MA) e Uruçuí (PI) para "esmagamento" da soja.

Em 2014, seu PIB foi o 3º maior do estado, equivalente a R$ 2.918,687 bilhões, atrás apenas de São Luis e Imperatriz.

O município possuí a terceira maior cidade do estado em território urbanizado, e o maior município do Maranhão em área total (urbano e rural) com 13 141.637 km² de área localizada no bioma cerrado brasileiro.

A cidade é atravessada pela Rodovia Transamazônica, que liga a Região Nordeste / Região Norte do país.

Faz parte da nova divisa agrícola o MATOPIBA.

É sede da Região de Planejamento dos Gerais de Balsas.

História[editar | editar código-fonte]

O município de Balsas faz parte da região sul do Estado do Maranhão.

A região foi formada por vaqueiros Nordestinos que fugindo da seca cruzaram o Rio Parnaíba. e descobriram as terras do Maranhão, montando uma estrutura na Passagem dos Caraíbas às margens do Rio Balsas.

Os balsenses têm sua historia marcada de extrema beleza e importância, tendo em sua origem, um povo lutador e alegre que revive com orgulho as linhas vivas de suas conquistas.

As terras dessa região eram pertencentes a grandes fazendeiros que residiam na sede do município de Riachão, tendo como proprietários as famílias Coelho e o Tenente – Coronel Daniel Alves Rego. Como a ligação entre as fazendas eram realizadas somente por via fluvial, não tardou que se formasse ao longo do trajeto pequenos povoados.

Sabedor da existência do novo núcleo de população que aqui se formara, para cá se deslocou o baiano Antônio Ferreira Jacobina, mercador de fumo nos sertões. Tornou-se líder da povoação, a qual denominou Vila Nova.

 Este construiu às margens do Rio Balsas um pequeno comercio onde vendia: fumo, cachaça, rapadura, sal e querosene. O local servia de referência para todos os viajantes que ali passavam em embarcações construídas de buritis, denominadas “balsas”. 

Em 1882 Vila Nova recebeu um novo nome, “Santo Antônio de Balsas” que posteriormente foi elevado à categoria de vila e de cidade, com a mesma denominação.

Os Distrito foi criado em 1892, pela Lei Nº 15; e desmembrado do município de Riachão em 22 de Março de 1918 pela Lei Nº 775. Na ocasião figurava como Distrito de Santo Antônio de Balsas que pelo Decreto-Lei Nº 820 de 30 de Dezembro de 1943, passou a denominar-se “BALSAS”.

Vila Nova[editar | editar código-fonte]

Jacobina, ganhando a simpatia do povo com suas festanças e pagodeiras, tornou-se chefe do povoado, o qual denominou “Vila Nova”. Registra-se também, entre os habitantes de “Vila Nova”, o violeiro Marcos Pia, cantador e repentista, que tinha como mania conversar rimando as palavras.

Em maio de 1879, Vila Nova possuía duas ruas, o largo da pracinha, onde foi edificada uma pequena capela que tinha como santo de devoção Santo Antônio, e a outra que acomodava novos habitantes, algumas famílias cearenses, como Francisco Pedro de Farias, Minervino Satyro de Farias, Domingos Soares de Queirós (tangidos pelo flagelo da seca de 1877) e o negociante ambulante, José Pedro, que em um bote de sua propriedade, vendia sal, estivas, remédios e mercadorias em geral, trazidas do comércio de Teresina (PI) e negociadas com as famílias ribeirinhas, que recebiam, como forma de pagamento, peles de animais silvestres, couro de boi espichado, carnes secas e cereais.

Em 1892, assumindo a liderança política da região de Balsas, o Deputado Estadual, Padre Balduíno Pereira Maya, transforma-se em defensor do povo e de suas aspirações, com grande empenho pela autonomia administrativa de Santo Antônio. 

A ideia de Maya se fixou e, em reunião do Congresso do Estado, em 1892, propôs, na Sessão Ordinária de 09 de Agosto do mesmo ano, o Projeto de nº 06, que elevava à categoria de Vila a Povoação de Santo Antônio de Balsas, e que ficaria sendo o 4º Distrito da Comarca de Riachão e sede do 2º Termo da referida comarca. 

Em tramitação ordinária, o projeto é votado e transformado na Lei nº 15, de 07 de Setembro de 1892, devidamente sancionada pelo então Governador do Estado do Maranhão, Manuel Ignácio Belfort Vieira.

Lavoura de Soja

Em meados de 1815, o Sargento Alencar, viajante comprador de peles de animais na região do Alto Gerais de Balsas, teve todos os seus animais (cavalos e burros), que serviam de meio de transporte de suas mercadorias, acometidos de uma infecção, da qual morreram. Levado pela necessidade de voltar à sua cidade de origem adentrou–se aos brejos do sertão, colheu talos de buritis, construiu uma balsa, que serviu para transportar toda a sua mercadoria adquirida, até o comércio de Floriano e Teresina, ambas as cidades do Piauí.

As balsas serviram, por muito tempo, como meio de transporte para as famílias balsenses, estudantes, pessoas enfermas, e de mercadorias, como: cereais, côco babaçu, couro de boi, porcos, arroz, frutas e peles de animais silvestres. 

Sabedora do grande fluxo de balsas pelas águas do rio, a empresa Oliveira, Pearce e Cia, dirigida pelo Coronel Pedro Tomás de Oliveira, na tentativa de conquistar definitivamente o Rio Balsas, chega a Vila de Santo Antônio de Balsas, no dia 26 de abril de l911.

Balsas-MA

No livro “Subsídios para História de Balsas”, Thucydides Barbosa descreve que foram dezessete dias de trabalho estafante, onde a tripulação, dotada de um poderoso guincho a vapor, ia removendo os tocos de madeira que obstruía o local e também decepando troncos e calharias marginais, que punham em perigo o novo pioneiro. 

O gigante de ferro, com sua máquina a vapor e caldeira à lenha, flutuava sobre as águas do rio, enquanto os homens que faziam parte da expedição, com grandes esforços, sustentavam-se nas velhas gameleiras, para chegar àquela que mais tarde se tornaria a cidade de Balsas.

A partir de 11 de Julho de 1911, a navegação pelo Rio Balsas ficou, de fato, estabelecida. Suprindo de sal o sertão, fez-se deslocar para ali o eixo do comércio sertanejo.

22 de março de 1918[editar | editar código-fonte]

Com o contínuo movimento de balsas a vapor pelo Rio Balsas, o progresso acentuou-se e o deputado, Thucydides Barbosa, representante da Zona Sertaneja no Congresso Estadual, apresentou, na sessão legislativa de 1918, um projeto que foi convertido na Lei nº 775, de 22 de março de 1918, elevando a Vila à categoria de cidade, com a mesma denominação a atual, Vila de Santo Antônio de Balsas. Pela mesma lei, foi permitido o uso da palavra “Balsas”.

A cidade dá sinal de expansão, em face às necessidades e a vasta transação comercial com as Praças de São Luís (MA) e Piauí. Em 1919, estabelece-se a linha telegráfica na cidade, na administração de Enéas Reis.

Neste mesmo ano, criou-se a primeira Associação de futebol, a qual se denominou “Associação Esportiva Balsense”, cuja diretoria ficou assim constituída: Presidente: Thucydides Barbosa; Vice-Presidente: Mário Coelho; Secretário: Acendino Pinto e Tesoureiro: José de Carvalho Borba.

Primeiro Jornal[editar | editar código-fonte]

Com o crescimento da população e a necessidade de se veicular os fatos e as notícias ocorridos na cidade e no sertão, Thucydides Barbosa, em 1925, cria o primeiro jornal impresso, denominado a “Evolução”, sob a direção de Ascendino Pinto, ex-repórter da “Província do Pará”, onde servia com o cargo de Diretor da Recebedoria de Parnaíba-Piauí, tendo como redator chefe, o jovem João Batista Pereira da Silva. O referido jornal teve vida efêmera.

No final de 1931, Thucydides Barbosa organizou a primeira Empresa Tipográfica de Balsas, o “Jornal de Balsas”. 

Em 27 de Janeiro de 1932, era editado o primeiro número do “Jornal de Balsas”, que teve grande aceitação na Zona Sertaneja, com vasto e minucioso serviço telegráfico, que vinha de São Luís (MA) e do Rio de Janeiro (RJ).

Na Década de 1950, idealiza-se a criação do Ginásio Balsense, motivado como instituição de formação educacional e cultural, sobretudo aos menos afortunados. 

Não era propriedade de ninguém, nem se destinava a formar patrimônio econômico, apenas com ideal de formação educacional e cultural. A partir daí, cria-se o primeiro estabelecimento de Ensino Médio na cidade de Balsas, e de toda região sertaneja, inteiramente gratuito.

Neste período, cria-se a Prelazia de Santo Antônio de Balsas, sob a experiência de evangelização na África e em Portugal, a ordem dos Combonianos, que em 1952, vindos do Rio de Janeiro, chegaram a Balsas no dia 12 de junho, véspera do padroeiro Santo Antônio, os primeiros padres: Rino Carlesi, Diogo Parodi, Mário Vian e o Irmão Sebastião Todesco, para início uma missão na vasta região sertaneja.

Em 1959, Monsenhor Diogo Parodi é nomeado pelo Papa João Paulo XXIII, Bispo da Prelazia de Balsas, tendo sua sagração no Rio de Janeiro. 

Muito estimado pelo povo do sertão, pela sua decidida energia e obstinação em resolver os problemas que mais afligiam a população mais sofredora, constrói o Hospital São José de Balsas, Seminário São Pio X, a Escola Normal Dom Daniel Comboni, intensifica programas de obras sociais e assistenciais e lança, em Balsas, a pedra fundamental da Catedral Sagrado Coração de Jesus.

Imigração Gaúcha[editar | editar código-fonte]

Semana farroupilha

Registra-se, na década de 1970, um grande fluxo de migrantes vindos de diversas partes do Brasil, na maioria do Rio de Grande do Sul (gaúchos).

Os primeiros migrantes localizaram-se na região da “Chapada dos Gerais de Balsas”, no extremo sul do município de Balsas, confrontando com o Estado do Goiás (doravante Tocantins). 

Esse processo não contou com o apoio do então Governador do Estado do Goiás, Pedro Neiva de Santana, nem com o do Maranhão, Osvaldo Nunes Freire, que temendo processo de grilagem que se espalhava pelo Centro-Oeste, não deram acolhida ou qualquer outro tipo de apoio a esses migrantes. 

Tal reação não impediu a vinda de mais e mais famílias que, por conta própria, foram adquirindo propriedades de terceiros através de entidades financeiras que aqui se fixaram.

Hoje, Balsas conta com um número expressivo de gaúchos. Vale salientar que um dos primeiros que aqui chegou, o senhor Leonardus Josephus Philipsen, juntamente com seus e seus filhos, muito contribuíram para o desenvolvimento da lavoura mecanizada na região.

Com a divulgação das terras férteis para o plantio da soja, além dos Gaúchos, Balsas também têm atraído outros migrantes vindos de várias partes do Brasil como: Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Tocantins, Goiás, Piauí entre outros estados.

É notório encontrar-se ainda, pessoas descendentes de outros países, atraídos pelo progresso da agricultura nos cerrados do município de Balsas.

Ponte de Madeira

Ponte de Madeira[editar | editar código-fonte]

O período que compreende de 1954 a 1958, no segundo ano de administração do Prefeito Dr. Roosevelt Moreira Cury, médicomuito conceituado à época, começa a ser construída a Ponte de Madeira, uma grande obra, que veio facilitar a vida dos moradores da Trizidela e das fazendas circunvizinhas. Foi inaugurada ainda no seu governo e entregue à população de Balsas e da Trizidela.

Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

Elevado à categoria de vila com a denominação de Santo Antônio de Balsas, pela lei estadual nº 15, de 07-10-1892, desmembrado de Riachão. Sede na vila de Santo Antônio de Balsas. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1893. 

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Santo Antônio de Balsas, figura no município de Riachão.

 Elevado à condição de cidade com a denominação de Santo Antônio de Balsas, pela lei estadua nº 775, de 22-03-1918. 

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. Pelo decreto-lei nº 820, de 30-12-1943, o município de Santo Antônio de Balsas passou a denominar-se simplesmente Balsas.

Em divisão territoriais datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 

Alteração toponímica municipal 

Santo Antônio de Balsas para Balsas alterado, pela lei nº 820, de 30-12-1943.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

A Bandeira[editar | editar código-fonte]

Bandeira Balsas-MA

Com o decorrer dos anos fez-se necessária a criação dos símbolos representativos do município. Com base nesses princípios, o prefeito Heliodoro Sousa, em 1982, através de concurso público lançou um edital para a criação da bandeira, hino e brasão.

O primeiro símbolo a ser criado foi a bandeira do município, idealizada pela irmã missionária capuchinha Luisa da Silva Rodrigues, que na época trabalhava como secretária da Escola Normal Dom Daniel Comboni. Através de concurso, em 31 de Julho de 1982, a bandeira foi escolhida por um corpo de jurados e levada ao conhecimento da população balsense. Ao longo desses anos, a bandeira de Balsas vem tremulando garbosa com as cores do município, que a sua criadora, ao desenhá-la, a dividiu em três partes: um livro, uma balsa, e os desenhos de cachos de arroz.

Livro e Pena – simbolizam a cultura de Balsas

Balsa – simboliza a origem do seu nome

Arroz – simboliza a sua origem natural e sua riqueza

O Brasão[editar | editar código-fonte]

Brasão Balsas-MA

O Brasão de Balsas foi aprovado dia 18 de março de 1988 no Projeto de Lei Nº 18187. Seu criador é Dr. Alípio de Assunção Lopes Leitão. O Brasão é composto por um escudo heráldico dividido por uma cruz dupla, formando quatro campos. Nos campos divididos pela cruz têm os seguintes símbolos e significação: campo superior direito é dividido diagonalmente em 02(duas) áreas de cores, sendo a superior branca e a inferior azul anil, representando assim as cores da bandeira de Balsas. No campo superior esquerdo, corresponde as cores básicas da bandeira do Maranhão. A parte superior do escudo, topo do Brasão, fica uma Pomba que representa a paz que o povo balsense busca como aspiração vôo rumo a um futuro cada vez melhor. No campo inferior direito é constituído com o fundo verde contendo o desenho de uma balsa sobre o rio, a balsa representa o elemento fundamental na origem da cidade.O campo inferior esquerdo com fundo amarelo, contém no centro um livro aberto, sobre o qual repousa uma pena e circundado por uma coroa de Louros, que representam a vitória pelo saber. A cruz central serve de divisória para os campos e é formada por uma dupla cruz, sendo uma branca sobre uma preta e representa a vitória da luz sobre as trevas através da fé.

Generalidades[editar | editar código-fonte]

Sua população é de 93511 habitantes, segundo a estimativa no site do IBGE em 2016. Balsas é a terceira maior cidade do estado em território urbanizado, e o maior município do Maranhão em área total (urbano e rural) com 13 141.637 km² de área.

É cortado pela Rodovia Transamazônica. Encontra-se junto ao rio de mesmo nome, único afluente da margem esquerda do rio Parnaíba, com cerca de 510 km. É um centro sub-regional, com influência sobre o sul do vizinho estado do Piauí. Já teve os nomes de Santo Antônio de Balsas e Vila Nova.

É sede de Comarca do Poder Judiciário, havendo Promotoria de Justiça, bem como a sede da Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Balsas/MA.

Turísmo[editar | editar código-fonte]

Rio Balsas[editar | editar código-fonte]

Rio Balsas

O Rio Balsas é o maior objeto de turismo de Balsas. Além da beleza límpida de suas águas que encanta os olhos, é um local de lazer, esporte e encontros das pessoas que vivem em Balsas.

Temos também um conjunto de três belíssimas quedas d'água que formam a cachoeira das Três Marias e servem de colírio para os olhos de seus visitantes.

A Cachoeira do Macapá é outro grande atrativo de nossa cidade, com seu belíssimo salto de 600 metros, que impressiona os visitantes pelo seu deslumbrante cenário. A cachoeira ainda guarda uma surpresa: o revoar das andorinhas ao amanhecer e anoitecer.

Quem chega a Balsas é recebido com carinho pelos balsenses, representados pela estátua de Santo Antônio, o santo padroeiro da cidade, que por sua vez dá a benção e proteção a todos.

o santo padroeiro da cidade, que por sua vez dá a benção e proteção a todos.

Festejo de Santo Antônio[editar | editar código-fonte]

Festejo de Santo Antônio

De todas as festas religiosas esta é a principal no município, por se tratar da festa do padroeiro da cidade. Começa no dia primeiro e se prolonga até o dia treze de Junho, na igreja Matriz localizada na praça Getúlio Vargas, no centro da cidade. Durante os 13 dias, As missas são celebradas ao ar livre, no patamar da Igreja, por padres da Paróquia de Balsas e cidades circunvizinhas.

O arraial inicia-se logo após a santa missa com leilão, confraternização e apresentações culturais.

Cada dia a celebração é baseada em um tema religioso e cabe a organização da noite dar um seguimento da sociedade ou bairro. Durante os treze dias de festejo a imagem de Santo Antônio visita todos os estabelecimentos locais retornando ao meio dia para a Igreja onde se realiza o terço. Inclui-se também a carreata com a imagem pelas ruas da cidade no primeiro dia de festejo e procissão pelo Rio Balsas no primeiro domingo do mês de Junho com encerramento no Porto das Caraíbas.

A imagem desce em uma balsa confeccionada de talos de buriti, é acompanhada por barcos e bóias.

O arraial se dá no largo da Igreja Matriz. E todos os dias conta com a participação de orgãos instalados no município, onde são apresentadas as manifestações culturais das escolas e grupos.

Na barraquinha central, como em todas As outras são servidas comidas e bebidas típicas, durante os treze dias de festejo. No mês de maio, é com grande fervor que se festeja o mês de Maria, a Mãe de Jesus, que segue de 01 a 31 em todo o município.

O evento é organizado pelas devotas do sagrado coração de Jesus e Romeiras. Em oratório, a virgem Maria sai em peregrinação às famílias balsenses.

No primeiro dia do mês de maio, onde se passa o dia e pernoita, é rezado o terço e feita a leitura do evangelho com comentário e reflexão.

No dia seguinte, na saída da Nossa Senhora, a dona de casa contribui com donativos destinados aos mais necessitados.

No dia 31 os oratórios destinam-se à igreja matriz onde é celebrada uma missa campal e Nossa Senhora é coroada pelos alunos do Colégio Marista. Em seguida é servido o chá da tia Maria com bolos e refrigerantes.

Economia[editar | editar código-fonte]

Atualmente, a economia de Balsas é formada pela indústria de grãos, sendo um dos maiores produtores da região Norte e Nordeste do país. Hoje a cidade considerada pólo agrícola do Maranhão e dona do terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

Safra de Soja 2013/2014[editar | editar código-fonte]

Na safra de 2013/2014, a produção de grãos de soja atingiu 1,6 milhão de toneladas, a área plantada alcançou 580 mil hectares, e a produtividade média foi de 2.752 kg/ha (CONAB, 2015). Entre 2000-2014, o crescimento da produção foi de 430% e a da área plantada foi de 360% (CONAB, 2015). Somente no município de Balsas, polo regional, a produção da soja cresceu de 152 mil toneladas, em 2000, para 457 mil toneladas, em 2014 (IBGE, 2015), o que coloca Balsas como terceiro maior município produtor de grãos de soja da região do MATOPIBA, perdendo apenas para Formosa do Rio Preto (BA) e São Desidério (BA), com quantidade produzida de soja em 2014, respectivamente, de 959 mil e de 720 mil toneladas (IBGE, 2015).

Educação[editar | editar código-fonte]

Polo universitário[editar | editar código-fonte]

A cidade de Balsas hoje conta com várias Faculdades e Universidades públicas e privadas, dentre elas destacam-se a Universidade Federal do Maranhão - UFMA, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA, Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA, Faculdade Balsas - UNIBALSAS, Faculdade do Maranhão - FACAM.

Primeira Escola Pública[editar | editar código-fonte]

Em 11 de maio de 1896, o Governo Estadual publicou o Orçamento Estadual para uma Escola Mista, exercício de 1897, com a importância de 840,00 réis anuais.

Na época, por intermédio do Governo do Estado do Maranhão, funcionava no Município a primeira escola pública, que recebia orientação e direção da educadora, professora Maria Justina Serrão, oriunda de São Luís (MA) e formada na Escola Normal do Estado.

A instrução pública toma novo impulso com a dedicação da mestra. Nasce a Escola Agrupada “Arthur de Azevedo”, que mais tarde transforma-se em Grupo Escolar Luiz Rêgo, onde se contava com grande empenho do Padre Clóvis Vidigal, vigário, e de seu auxiliar, Padre Cincinato Ribeiro, ambos à frente da Paróquia de Balsas.

Em 1926, o período econômico que vivia Balsas motivou a presença de sírios e libaneses na cidade, formando a colônia, através dos irmãos Bucar, Mamede Abdom e Salim, Elias Boabaid, José e Elias Kury e depois, Elias Alfredo Kury, libanês, Felipe Bucar, José Salim, Salomão Auad, José Vicente, Francisco Naisser e Elias Bonaisser, professor, que falava corretamente francês.

A colônia Sírio-Libanesa convida o talentoso professor, João Joca Rêgo, que, à época, iniciara com distinção os seus estudos no colégio Pedro II, no Rio de Janeiro (RJ). 

Chegando a Balsas, fundou o “Instituto Sírio Brasileiro”. Com uma visão ampla a respeito dos métodos de ensino, associa-se ao professor Melquíades Moreira Ferraz e funda o Instituto “Gil Pires“. Mais tarde, com a colaboração de vários professores, surge o “Educandário Coelho Neto”.

Rede Bancária[editar | editar código-fonte]

Esporte[editar | editar código-fonte]

O município possui o Estádio Cazuza Ribeiro, com capacidade para 2 mil espectadores, onde são disputados jogos de futebol. Dentro desse esporte, destaca-se na cidade o time do Balsas Esporte Clube. Também com alguns CT's e Campos para disputa de jogos amadores.

Música e Dança[editar | editar código-fonte]

Em se tratando de música, predomina o Regue ( influenciado pela cultura da capital do Estado ) e o Forró ( Predominantemente Nordestino ), porém o leque é grande de vários outros ritmos devido à vinda de imigrantes e influência da mídia. No final dos anos 80 e início dos anos 90, muitas pessoas dançavam os famosos "passinhos", isto é, duplas ou grupos de pessoas se juntavam em boates ou festas e faziam movimentos iguais no ritmo das músicas, na sua maioria das vezes eletrônicas. No ano 2000, as pessoas começaram a fazer coreografias de Axé ( ritmo baiano ). O primeiro grupo de dança foi o "100% Axé", onde o professor Madison criava, ensinava e apresentava várias coreografias de lambaeróbica em diversos locais, juntamente com algumas de suas alunas. As apresentações eram mais frequentes em época de carnaval, porém, também apareciam em festas juninas, durante as férias de julho na beira rio e também em festas privadas. Além da 100% Axé, também havia grupos de dança de rua. Na atualidade, existe vários professores de dança, academias, assim como diversos outros ritmos. As pessoas procuram manter a forma e ao mesmo tempo se divertir.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1]. Página visitada em 14/01/2017.
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  4. http://cidades.ibge.gov.br/v3  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2016 
  6. a b «Pib dos municípios maranhenses». IBGE. 2014. Consultado em 19 de janeiro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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