Balsas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Balsas (desambiguação).
Município de Balsas
"Bls"
"Balsinha de Açúcar"
"Princesinha do Sul do Maranhão"
"Capital da Agricultura e da Lavoura Mecanizada"
"Cidade do Agronegócio"
Rio das Balsas, principal ponto turístico da cidade.

Rio das Balsas, principal ponto turístico da cidade.
Bandeira de Balsas
Brasão de Balsas
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 22 de março
Fundação 22 de março de 1918 (100 anos)
Gentílico balsense
Padroeiro(a) Santo Antônio
Prefeito(a) Erik Augusto Costa e Silva[1] (PDT)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Balsas
Localização de Balsas no Maranhão
Balsas está localizado em: Brasil
Balsas
Localização de Balsas no Brasil
07° 31' 58" S 46° 02' 09" O07° 31' 58" S 46° 02' 09" O
Unidade federativa Maranhão
Mesorregião Sul Maranhense IBGE/2008[2]
Microrregião Gerais de Balsas IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Riachão, São Raimundo das Mangabeiras, Fortaleza dos Nogueiras, Tasso Fragoso, Alto Parnaíba, Nova Colinas, Sambaíba, Carolina
Distância até a capital 810 km
Características geográficas
Área 13 141,637 km² [3]
População 94 779 hab. (MA: 10º) –  IBGE/2016[4]
Densidade 7,21 hab./km²
Altitude 283 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,687 (MA: 5º) – médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 2 918 687 mil (MA: 3º) – IBGE/2014[6]
PIB per capita R$ 32 187,03 IBGE/2014[6]
Página oficial
Prefeitura www.balsas.ma.gov.br
Câmara www.cmbalsas.ma.gov.br

Balsas é um município brasileiro do estado do Maranhão. O município se destaca pela agricultura mecanizada, é o terceiro maior município produtor de grãos de soja da região do MATOPIBA, perdendo apenas para Formosa do Rio Preto (BA) e São Desidério (BA). A cidade é atravessada pela Rodovia Transamazônica, que liga as regiões Nordeste e Norte do país. Faz parte da nova divisa agrícola, o MATOPIBA.

Com mais de 90 mil habitantes, Balsas é a terceira maior cidade do estado em território urbanizado e o maior município do Maranhão em área total (urbano e rural), com 13 141,637 km² de área. É cortado pela rodovia Transamazônica. Encontra-se junto ao rio de mesmo nome, único afluente da margem esquerda do rio Parnaíba, com cerca de 510 km.

É um centro sub-regional, com influência sobre o sul do vizinho estado do Piauí. Já teve os nomes de Santo Antônio de Balsas e Vila Nova. É sede de uma comarca do Poder Judiciário do Maranhão, havendo Promotoria de Justiça, bem como a sede da Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Balsas/MA.

História[editar | editar código-fonte]

O povoamento da região foi marcado pela presença do Porto das Caraíbas, no rio das Balsas, considerado um ponto privilegiado para o melhor acesso às fazendas do município de Riachão. Com o crescente fluxo de viajantes, foram surgindo pequenos comércios e casas cobertas de palha. [7]

Ao saber da existência do novo núcleo populacional, o baiano Antônio Ferreira Jacobina, mercador de fumo nos sertões transferiu-se para a região. Ele se tornou líder do povoado que, posteriormente, foi elevado à categoria de vila e à de cidade.[7]

A elevação à categoria de vila ocorreu com a denominaçào de Santo Antônio de Balsas, através da lei estadual nº 15, de 07-10-1892, desmembrado de Riachão. [7]

Foi elevada à condição de cidade com a denominação de Santo Antônio de Balsas, conforme a lei estadual nº 775, de 22-03-1918. Com o decreto-lei nº 820, de 30-12-1943, o município de Santo Antônio de Balsas passou a se chamar simplesmente de Balsas.[7]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Conforme dados do Censo 2010, aproximadamente 81% da população é católica e 12% é evangélica.[8]

Aproximadamente, 67% da população se denomina parda, 22% como branca e 8% como preta.[8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Cerrado em Balsas

Localiza-se em uma Latitude 07º 31' 57" Sul e uma Longitude 46º 02' 08" Oeste.[9]

A vegetação característica da região é o cerrado tropical, subcaducifólio. No entanto, nas áreas próximas aos rios, são encontradas as matas de galeria e vegetação do tipo campos higrófilos de várzea. [9]

O município de Balsas pertence à Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba, que tem como principal afluente o rio das Balsas. Este rio tem suas cabeceiras na Chapada das Mangabeiras, a uma altitude média de 600 m, percorrendo uma extensão total de 525 Km, e desaguando no Rio Parnaíba a altura das cidades de Benedito Leite (MA) e Uruçuí (PI), como uma bacia hidrográfica total de 24.540 Km². O rio tem como principais afluentes o rio Balsinhas, pela margem direita, e os rios Maravilhas e Neves, pela margem esquerda[9]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Balsas é característico do clima do Brasil Central. De acordo com a classificação de Koppen, é definido como AW (tropical chuvoso). Com uma precipitação em torno de 1.232 mm ao ano, distribui-se de forma irregular entre os meses de outubro a abril, apresentando, em média, 5 meses de período seco. O período mais chuvoso ocorre entre dezembro a março. A temperatura apresenta pequena oscilação ao longo do ano, mantendo médias mensais numa faixa entre 24ºC e 28ºC. A umidade relativa estabelece média anual gira em torno de 68%.[10]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde setembro de 1976 a menor temperatura registrada em Balsas foi de 10,2 °C em 19 de novembro de 1990,[11] e a maior atingiu 40,4 °C em outubro de 2017, nos dias 24 e 26.[12] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 168,5 milímetros (mm) em 4 de dezembro de 1983. Outros acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 144 mm em 21 de novembro de 2008, 132,6 mm em 17 de janeiro de 1991, 129 mm em 7 de outubro de 2013, 125,6 mm em 8 de fevereiro de 1978, 118,8 mm em 19 de dezembro de 1999, 107 mm em 11 de novembro de 2013, 106,6 mm em 11 de janeiro de 1988, 105,7 mm em 30 de novembro de 1978, 101,4 mm em 1 de dezembro de 2007, 100,6 mm em 19 de março de 1988 e 100 mm em 5 de outubro de 1987.[13] Janeiro de 2004, com 570,1 mm, foi o mês de maior precipitação.[14]

Dados climatológicos para Balsas
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 36,6 37,6 35,9 36,6 37,6 36,8 36,8 39,2 39,8 40,4 40 39 40,4
Temperatura máxima média (°C) 31 31,2 31,2 31,6 32,4 32,9 33,3 34,8 35,4 33,9 32,2 31 32,6
Temperatura média compensada (°C) 25,8 25,9 25,9 26,4 26,6 26,3 26,2 27,5 28,8 28,1 26,8 26 26,7
Temperatura mínima média (°C) 21,9 22 22,2 22,5 21,8 20,4 19,4 20,2 22,2 22,8 22,3 22 21,6
Temperatura mínima recorde (°C) 19 18 15 16,6 17 15,3 13,2 13,1 12,6 11,8 10,2 16 10,2
Precipitação (mm) 195,9 178,9 206 134,8 46 4 2,3 4,2 27,6 98 133,1 201,7 1 232,5
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 12 12 14 11 4 1 0 1 2 7 9 12 85
Umidade relativa compensada (%) 80,5 80,4 80,9 78 71,4 61,4 52,7 47,9 49,5 62,5 73,6 79,1 68,2
Horas de sol 148,9 137,4 154,9 184,9 238,8 268,5 289,1 294,4 254 191,5 149,6 132 2 444
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[15] recordes de temperatura: 01/09/1976-presente)[11][12]

Economia[editar | editar código-fonte]

Plantação de soja em Balsas

Atualmente, a economia de Balsas é formada pela indústria de grãos e pecuária, tendo como a principal atividade o cultivo de soja, sendo um dos maiores produtores da região Norte e Nordeste do país. Hoje a cidade considerada polo agrícola do Maranhão e dona do terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado, é conhecida como a capital da nova fronteira agrícola (MATOPIBA).

Desde 1992, quando começou a funcionar o Corredor de Exportação Norte, toda a produção agrícola do sul do Maranhão passou a escoar para o Porto do Itaqui e o da Ponta da Madeira, em São Luís, por um longo trecho de estrada de ferro operado pela Vale. O cultivo nessa área é realizado em fazendas altamente mecanizadas, com melhores índices de produtividade agrícola por hectare. Tem ainda como benefício a menor distância em relação ao mercado europeu.[16]

Plantação de algodão em Balsas

Posteriormente, a Ferrovia Norte-Sul integrou a cidade de Anapólis, em Goiás, atravessando o estado do Tocantins e se conectando à ferrovia Carajás, na cidade de Açailândia, ampliando a capacidade de exportação, pelos portos de São Luís, da produção agrícola do Centro-Oeste. Com a construção do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) no porto de Itaqui, ampliou-se a capacidade de armazenamento e exportação de grãos como soja, milho e arroz, utilizando-se da infraestrutura da Ferrovia Carajás e da Ferrovia Norte Sul para escoamento da produção do sul do estado, bem como dos estados de Tocantins e Goiás. No ano de 2017, o porto movimentou em torno de 6 milhões de toneladas de soja.[16]

O sul do estado é um dos maiores polos de produção de grãos do país. A região a cada ano alcança novos recordes de produtividade. O principal produto agrícola é a soja, que chegou a 2 milhões de toneladas na última safra, em 2015.[16]

Rio das Balsas

Tal produção coloca o Maranhão como o segundo maior produtor da região, atrás da Bahia. A região sul do Estado concentra a produção de soja, com destaque ao município de Balsas que em 2015 produziu 501.668 toneladas, com 181.764 de área plantada e 181.764 de área colhida, rendimento médio 2.760 kg/ha. Outros municípios que se destacam na produção de soja são: Tasso Fragoso, Sambaíba, Riachão, Alto Paraíba e Carolina. [16]

Além da soja, também são produzidos em larga escala na região sul: feijão, milho, algodão e arroz.[16]

Em Balsas encontram-se instaladas grandes empresas do agronegócio como a Bunge, Cargill, Algar Agro, Multigrain, SLC Agrícola, Insolo Agroindustrial, Agrex do Brasil, Risa S/A, entre outras que tem grande participação no desenvolvimento da cidade. Além do destaque na soja, Balsas também possuem um forte centro comercial varejista e atacadista da região sul maranhense, atendendo consumidores em um raio de 250 km.

Rede bancária:

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

  • UBS - Unidade Básica de saúde
  • UPA - Unidade de Pronto Atendimento 

Hospitais:

  • Público: HRB - Hospital Regional de Balsas (atende pelo menos 14 municípios na região)
  • Público: HBU - Hospital Balsas Urgente (atende pelo menos 14 municípios na região)
  • Privado: Hospital São Camilo (São José)

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade de Balsas hoje conta com várias Faculdades e Universidades públicas e privadas, dentre elas destacam-se a Universidade Federal do Maranhão - UFMA, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA, Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA, Faculdade Balsas - UNIBALSAS, Faculdade do Maranhão - FACAM, UNOPAR.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

A cidade possui as principais operadores de telefonia, móvel e fixa; provedores de internet banda larga; diversas emissoras de rádio; 6 canais abertos de televisão.

Cultura[editar | editar código-fonte]

O município possui o Estádio Cazuza Ribeiro, com capacidade para 2 mil espectadores, onde são disputados jogos de futebol. Dentro desse esporte, destaca-se na cidade o time do Balsas Esporte Clube. Também com alguns CT's e Campos para disputa de jogos amadores.

Em se tratando de música, predomina o reggae (influenciado pela cultura da capital do estado), e o Forró (predominantemente nordestino), porém o leque é grande de vários outros ritmos devido à vinda de imigrantes e influência da mídia. No final dos anos 80 e início dos anos 90, muitas pessoas dançavam os famosos "passinhos", isto é, duplas ou grupos de pessoas se juntavam em boates ou festas e faziam movimentos iguais no ritmo das músicas, na sua maioria das vezes eletrônicas. No ano 2000, as pessoas começaram a fazer coreografias de Axé (ritmo baiano).[carece de fontes?]

O primeiro grupo de dança foi o "100% Axé", onde o professor Madison criava, ensinava e apresentava várias coreografias de lambaeróbica em diversos locais, juntamente com algumas de suas alunas. As apresentações eram mais frequentes em época de carnaval, porém, também apareciam em festas juninas, durante as férias de julho na beira rio e também em festas privadas. Além da 100% Axé, também havia grupos de dança de rua. Na atualidade, existe vários professores de dança, academias, assim como diversos outros ritmos. As pessoas procuram manter a forma e ao mesmo tempo se divertir.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1]. Página visitada em 14/01/2017.
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  4. Brasil / Maranhão / Balsas
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2016. 
  6. a b «Pib dos municípios maranhenses». IBGE. 2014. Consultado em 19 de janeiro de 2014. 
  7. a b c d «https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ma/balsas/historico». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 19 de junho de 2018.  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  8. a b «https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ma/balsas/pesquisa/23/22107?detalhes=true». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 19 de junho de 2018.  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  9. a b c «V-002 - CARACTERIZAÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO BALSAS NO MARANHÃO» (PDF) 
  10. «RELATÓRIO DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO DE BALSAS» (PDF) 
  11. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Balsas». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 16 de junho de 2018. 
  12. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Balsas». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 16 de junho de 2018. 
  13. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Balsas». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 16 de junho de 2018. 
  14. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Balsas». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 16 de junho de 2018. 
  15. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 16 de junho de 2018. 
  16. a b c d e «PRODUTO INTERNO BRUTO DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO MARANHÃO 2015» (PDF)  line feed character character in |titulo= at position 26 (ajuda)
  17. do Cerrado, Galinho (4 de fevereiro de 2018). «JORNAL FOLHA DO CERRADO». FOLHA DO CERRADO 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado do Maranhão é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.