Banco Meridional

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Banco Meridional do Brasil
Tipo Sociedade de economia mista
Indústria Banco múltiplo
Gênero Financeiro
Encerramento 4 de dezembro de 1997
Sede Brasil Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Área(s) servida(s) Brasil
Proprietário(s) União
Acionistas Governo Federal, 100% do capital
Antecessora(s) Banco Sulbrasileiro S/A e Banco Habitasul S/A
Sucessora(s) Banco Meridional S/A, Banco Santander Meridional S/A e Banco Santander S/A

O Banco Meridional do Brasil foi uma instituição bancária da Região Sul do Brasil, constituída como uma sociedade de economia mista federal, de direito privado, com capital fechado, tendo a União Federal como sua única acionista. Era um órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.

O Banco foi criado através da Lei nº 7.315, de 24 de maio de 1985, por pressão dos deputados gaúchos, uma vez que os Bancos Habitasul e Sulbrasileiro, estavam sob intervenção do Banco Central do Brasil, por problemas de liquidez, desde o início da década de 80, do século passado, sob enorme risco de liquidação das duas instituições.

O projeto de criação do Banco teve a autoria do deputado federal Irajá Andara Rodrigues (PMDB/RS). Na mesma lei, o Governo Federal desapropria as ações dos bancos (art. 1º) e cria a instituição financeira federal denominada Banco Meridional do Brasil S/A. (art. 4º).

Pela lei, o Banco também passou a controlar todas as empresas constituídas pelos bancos liquidados, passando a condição de serem subsidiárias deste, podendo se dizer que também era um banco múltiplo, concentrando em sua carteira, operações características de instituições financeiras comerciais, de investimento, de crédito imobiliário e de crédito, financiamento e investimento. Tal forma de organização foi autorizada com a publicação da Resolução nº 1.524/88, do Conselho Monetário Nacional.

Seus Estatutos foram aprovados pelo Decreto nº 91.513, de 7 de agosto de 1985, dando todas as características da nova sociedade criada. Seu capital inicial foi de Cr$ 1.600.000.000.000 (um trilhão e seiscentos bilhões de cruzeiros). O Conselho Diretor e de Administração do Banco eram todos nomeado pelo presidente da República.

O Banco Federal teve a sua sede em Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, e tinha a maior parte de suas agências neste estado e no de Santa Catarina.

Inicialmente, o Banco começou com 225 agências no Estado do Rio Grande do Sul e com a nova política implantada através da estatização dos Bancos Sulbrasileiro e Habitasul, em questão de nove meses, já apresentava um resultado positivo em suas contas.

A partir de então, foi um banco estável e lucrativo, abrindo diversas filiais e representações, preferencialmente no sul do Brasil, mas também em outros estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Brasília e Mato Grosso do Sul.

O controle do Banco Meridional vendido num leilão de privatização na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, no dia 4 de dezembro de 1997, cujo preço mínimo era de R$ 171,4 milhões de reais, e adquirido pelo Banco Bozano Simonsen, pelo valor de R$ 265.662.872,62 (duzentos e sessenta e cinco milhões, seiscentos e sessenta e dois mil, oitocentos e setenta e dois reais e sessenta e dois centavos), ou seja, com um ágio de 54,97% do valor original.

Com a venda, a ex-estatal passou a ser a primeira instituição financeira vendida, abrindo precedente para a venda também das estatais federalizadas como o Banco do Estado de São Paulo S/A (BANESPA; privatizada em 20 de novembro de 2000), Banco do Estado de Goiás S/A. (BEG; privatizada em 4 de dezembro de 2001), Banco do Estado do Amazonas S/A (BEA; privatizada em 24 de janeiro de 2002), Banco do Estado do Maranhão S/A (BEM; privatizada em 1 de fevereiro de 2004) e Banco do Estado do Ceará S/A (BEC; privatizada em 21 de dezembro de 2005).

Com a compra, o novo controlador (Banco Bozano Simonsen), resolveu mudar o nome do banco para Banco Meridional S/A, conforme decidido em Assembleia Geral Extraordinária, ocorrida em 30 de dezembro de 1998.

Em 19 de janeiro de 2000, o Banco Santander compra o Banco Meridional S/A e o Banco Bozano Simonsen pelo valor de R$ 1.500.000.000,00 (um bilhão e quinhentos milhões de reais), equivalente a US$ 850 milhões de dólares, na cotação da época.[1]

Através da Assembleia de Acionistas, publicada no Diário Oficial do Rio Grande do Sul de 13 de julho de 2000, o Banco Santander muda a razão social de Banco Meridional S/A para Banco Santander Meridional S/A.

A partir de maio de 2007, numa nova reformulação de sua marca, presente em diversos estados do país e do mundo, seguindo uma tendência internacional, resolve unificar todo o Grupo Santander Brasil numa única marca que é o próprio Banco Santander, visando a consolidação como um banco global.[2]

Presidentes do Conselho de Administração[editar | editar código-fonte]

  • Sinval Sebastião Duarte Guazzelli (1985-1986)
  • Luiz Octavio Bueno Dias Vieira (1986-1987)
  • Carlos Tadeu Agrifoglio Vianna (1987-1990)
  • Leônidas Ribas (1990-1997)
  • Júlio Ferraz (1997-2000)

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]