Banco PAN

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Banco PAN
Razão social Banco PAN S/A
Capital aberto
Slogan Juntos, a gente vai lá e PAN
Cotação B3BPAN4 - R$ 3,26 (Em 23/03/2019)
Atividade Banco
Gênero Serviços financeiros
Fundação 1963 (como Real Sul S/A)
1969 (como Baú Financeira)
1990 (como Banco PanAmericano)
15 de maio de 2013 (8 anos) (como Banco PAN)
(Banco múltiplo)
Fundador(es) Silvio Santos
Sede São Paulo, SP
Área(s) servida(s) Brasil
Locais Brasil
Proprietário(s) Silvio Santos (1969-2011)
Caixa Econômica Federal (2010-2021)
BTG Pactual (2011-atualmente)
Presidente Carlos Eduardo Guimarães
Empregados 2100 (2017)
976 (2013)
Produtos Crédito direto ao consumidor
Empresa-mãe BTG Pactual
Caixa Econômica Federal
Subsidiárias Brazilian Mortgages
Brazilian Securities Companhia de Securitização
PanAmericano DTVM S/A
Pan Holding S.A.
Panserv Prestadora de Serviços Ltda.
Panamericano Administradora De Cartoes De Credito Ltda
Pan Arrendamento Mercantil
BM Sua Casa Promotora de Vendas Ltda
Brazilian Finance E Real Estate S.A.
Panamericano Administradora de Consórcio Ltda
Acionistas BTG Pactual (71,7%)
Free Float (28,3%)
Valor de mercado R$ 34,2 bi (2021)
Lucro 190 mi (1T 2021)
191 mi (3T 2021)
202 mi (2T 2021)
Antecessora(s) Real Sul S/A
Baú Financeira
Banco PanAmericano
Website oficial www.bancopan.com.br

Banco PAN (até 15 de maio de 2013 era chamado de Banco PanAmericano[1]) é um banco brasileiro, com sede em São Paulo, controlado pelo BTG Pactual. Atua nas áreas de cartões de crédito, crédito consignado, financiamento de veículos, investimentos de renda fixa e banco digital. Também oferece serviço imobiliário e de adquirência, por meio de aquisições de empresas com a Brazilian Mortgages e Brazilian Securities.[2] O banco possui 60 postos de atendimento, abrangendo todas as capitais e principais cidades brasileiras.[3]

Histórico[editar | editar código-fonte]

O Grupo Silvio Santos assumiu o controle acionário da Real Sul S/A, em 21 de fevereiro de 1969, uma empresa que atuava no mercado desde 1963 em São Caetano do Sul, e transformou-se na Baú Financeira S/A.

Em 1990, autorizado para atuar como banco múltiplo passou a ser denominado Banco PanAmericano S/A.

Em dezembro de 2009 a Caixa Econômica Federal (CEF) pagou R$ 739,2 milhões para adquirir parte do banco PanAmericano. O banco estatal, por meio da Caixa Participações S.A. (Caixapar), adquiriu pouco mais de um terço do capital total da instituição financeira. A Caixa comprou 49% das ações preferenciais, mais 20,69% das ações ordinárias do PanAmericano. Considerando os dois tipos de ações, a Caixapar passou a deter 35,54% do capital total do banco.[4]

Venda para o grupo BTG Pactual[editar | editar código-fonte]

Em 29 de janeiro de 2011, o jornal Folha de S. Paulo anunciou que o rombo que o banco tinha era de 4,1 bilhões de reais (1,6 bilhões de reais a mais do que anunciado anteriormente). Em tal situação, Sílvio Santos vendeu o Banco PanAmericano S/A para o grupo BTG Pactual. O empresário não receberia nenhum valor em troca, já que o grupo BTG Pactual assumiu toda a dívida acumulada. Sílvio Santos disse ainda que as demais empresas do Grupo Silvio Santos não estão mais à venda.[5] Contrariando essa afirmação, em 31 de julho de 2011, a Magazine Luiza adquire as Lojas do Baú Crediário.[6]

Em 6 de abril de 2021, o BTG Pactual comprou as ações da Caixa por R$ 3,7 bilhões tornando-se assim, o único acionista do banco.[7]

Surge a marca Banco PAN[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2013, o banco PanAmericano comprou a carteira de cartão de crédito consignado do banco Cruzeiro do Sul por R$351 milhões, com isso passou a ter 237 convênios apenas com órgãos públicos, além de outros sete com empresas do setor privado. A operação foi a última antes da consolidação da marca Banco Pan.[8]

Em 15 de maio de 2013, o nome do banco muda para Banco PAN,[9] que segundo a diretoria, foi uma mudança estratégica a fim de agilizar os processos e aumentar a eficiência do banco, a divulgação da marca ocorre na final do Campeonato Paulista de futebol em uma decisão entre Corinthians e Santos quando o novo logo aparece estampado nas camisetas do alvinegro paulistano, que foi campeão naquele dia.[10]

No quarto trimestre de 2013, o prejuízo liquido do banco aumentou para R$182,9 milhões, número maior que os 38,4 milhões das perdas no mesmo período de 2012. Esse resultado foi impactado principalmente pela adesão ao Refis, programa de negociação de débitos fiscais.[11]

Já em março de 2014 foi noticiado que os acionistas do banco (BTG Pactual e Caixa Econômica Federal) irão realizar juntos uma injeção de capital da ordem de R$ 1,5 bi, para fortalecer a estrutura patrimonial do banco e ficar em condições de utilizar os mais de 2 bilhões de reais em isenções fiscais que o banco possui em seu patrimônio, com essa injeção o índice de basileia do banco irá se elevar permitindo o aumento da carteira de crédito. Sobre este ponto, o banco possui acordos operacionais de cessão de crédito sem coobrigação, o que o permite operar com níveis baixos deste indicador.[12]

No primeiro trimestre de 2014, o resultado do banco foi negativo em 78,6 milhões de reais em função da decisão estratégica de ceder um menor volume de cessão de crédito sem coobrigação.[13] O aporte a ser realizado pelos acionistas do banco foi aprovado pelo conselho em uma operação que injetou aproximadamente 3 bilhões de reais somados os valores de BTG e Caixapar, além da emissão de mais papéis do banco para a bolsa de valores.[14] O banco fez também a mudança de seu ticker de negociação na Bovespa, tendo suas ações preferenciais BPNM4 alteradas para BPAN4 como parte da operação de reestruturação da marca.[15] Essas mudanças fizeram com que a agencia classificadora de risco Standard & Poor's retirasse a observação negativa do banco, mantendo a sua classificação global como BB/B com perspectiva estável.[carece de fontes?] Apesar dessas mudanças, o banco apresentou resultado consolidado negativo em 70,4 milhões no segundo trimestre e 69,7 milhões no terceiro.[16][17]

Já no quarto trimestre o banco viu o seu resultado negativo ser revertido graças a venda da PAN Seguros e da PAN Corretora para seus acionistas controladores, o BTG Pactual e a Caixa, o negocio foi estruturado de forma que o PAN pudesse utilizar a estrutura da unidade de seguros mesmo não tendo mais o controle acionário das empresas. Essa operação fez o resultado do banco no final de 2014 evoluir para um lucro de 226,5 milhões de reais.[18]

Entre as ações visando o crescimento, em 2014, o Pan firmou acordo junto à Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e à Caixa Econômica Federal para melhorar as condições de financiamentos de veículos. À época, o banco já era o braço direito da Caixa em crédito para aquisição de motocicletas. [19]

Com os desdobramentos da crise econômica que se abateu sobre o Brasil em 2015,[20] o Banco PAN fechou o primeiro trimestre do ano com um prejuízo liquido de 73,5 milhões, apesar de continuar aumentando as carteiras de crédito.[21] A partir do segundo trimestre de 2015, o banco focou no investimento em cessão de crédito a outras instituições a fim de melhorar sua performance financeira. Os resultados apareceram no segundo trimestre do mesmo ano com a obtenção de 3,6 milhões de lucro. No terceiro trimestre esse lucro evoluiu para 44,3 milhões.[22] Segundo o presidente da instituição José Luis Acar, diante das incertezas futuras do mercado de crédido, o banco optou por manter uma carteira reduzida de crédito, concentrando seus esforços no lucro obtido com a cessão dos contratos a outras instituições. Em 30 de novembro de 2015, o então presidente do BTG Pactual, André Esteves renunciou a todos os seus cargos no BTG e nas instituições ligadas ao banco de investimentos que incluía a cadeira de vice presidente do conselho administrativo do Banco PAN,[23] dias antes ele foi preso em um dos desdobramentos da Operação Lava-Jato conduzida pela policia federal, visando investigar irregularidades nos contratos firmados pela Petrobras. Em nota o Banco PAN esclareceu que mesmo com a renuncia de um de seus conselheiros, o banco possui uma exposição de crédito quase nula com as empresas envolvidas na operação Lava Jato.

Em novembro de 2017, o Banco Pan anunciou que José Luiz Acar Pedro deixará a presidência da instituição. O novo presidente do Pan será Luiz Francisco Monteiro de Barros Neto, que hoje ocupa o cargo de subsecretário de governança das Estatais da secretaria-executiva do Ministério da Fazenda.[24]

Em Julho de 2019, o Banco realizou um rebranding e mudou seu logo e cores.

Pouco antes do Banco PAN ofertar uma quantidade significativa de ações preferenciais ao mercado, Luiz Francisco Monteiro de Barros Neto renunciou ao cargo de presidente. Em 30 de agosto de 2019 o Banco informou ao mercado que aceitou o pedido de renúncia. Foi só então que o antigo CFO, Carlos Eduardo Guimarães, assumiu a posição de CEO da instituição. Posição que a ocupa até o dia de hoje.

Em 2019, iniciou seu processo de digitalização, que permitiu aos usuários, por exemplo, a formalização dos contratos de financiamento sem papel. No mês de agosto, o banco atingiu a marca de R$ 1 bilhão em operações de crédito que foram formalizadas por meios digitais.[25] O banco foi pioneiro no uso de biometria facial para a realização de transações.[26]

Em 2020, o Banco criou o canal unbraded Pra Fazer Mais [27] para criar conteúdo de educação financeira para os brasileiros da classe CDE.

No terceiro trimestre de 2021, o PAN apresentou um lucro líquido de R$ 191 milhões, representando um crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.[28]

Ainda no terceiro trimestre o Banco PAN realizou duas grandes aquisições, a primeira foi da compra de 80% da Mobiauto, a maior plataforma digital independente para comercialização de veículos do país, como forma de ampliar sua participação estratégica no mercado de veículos.[29] A segunda, foi da Mosaico, dona das marcas Buscapé e Zoom, que oferecem cashback e comparação de preços aos usuários.[30]

Premiações e Reconhecimentos[editar | editar código-fonte]

Em 2020, o banco foi considerado pelo Great Place to Work (GPTW) Mulheres como uma das melhores empresas para que mulheres trabalharem no Brasil.[31]

Ainda em 2020, o Banco recebeu a placa de 100 mil inscritos pelo canal Pra Fazer Mais, do Youtube.

Em 2021, o Banco PAN foi o vencedor da categoria “melhor transformação bancária da América Latina” em 2021 na edição anual do “Euromoney Awards for Excellence”. Trata-se de uma das premiações mais importantes do setor bancário.

Irregularidades[editar | editar código-fonte]

Fraude contábil de 2010[editar | editar código-fonte]

Em 2010, é revelado um empréstimo de 2,5 bilhões de reais para cobrir uma fraude contábil nos caixas do banco PanAmericano. O empréstimo, por Fundo Garantidor de Créditos e garantido por bens do patrimônio empresarial do Grupo Silvio Santos, foi necessário para restabelecer o pleno equilíbrio patrimonial porque o banco continuou contabilizando carteiras de crédito que já foram vendidas para outras instituições financeiras, falsificando assim o patrimônio.[32][33]

Operação Conclave de 2017[editar | editar código-fonte]

Em 19 de abril de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação Conclave, com o objetivo de investigar a aquisição fraudulenta de ações do Banco Panamericano pela Caixa Participações S.A. O inquérito instaurado apura a responsabilidade de gestores da Caixa Econômica Federal (CEF) na gestão fraudulenta, além de investigar possíveis prejuízos causados a correntistas e clientes. Uma das linhas de investigação mirou a atuação de agentes públicos responsáveis diretos pela assinatura dos pareceres, contratos e documentos para a compra e venda de ações do Banco Panamericano pela Caixapar, com a posterior negociação do Panamericano pelo Banco BTG Pactual S/A. Estiveram na mira da polícia as consultorias contratadas para legitimar os negócios realizados e os empresários que contribuíram para os crimes apurados. Os investigados responderão por gestão fraudulenta.[34]

Referências

  1. «Panamericano passa a se chamar Banco PAN e muda logotipo». uol economia. 15 de maio de 2013. Consultado em 26 de outubro de 2015 
  2. «Banco PAN - Outras empresas e sites». www.bancopan.com.br. Consultado em 16 de novembro de 2017 
  3. «Lista de Postos de Atendimento do Banco PAN S.A» (PDF). Banco Pan. 18 de Outubro de 2016. Consultado em 16 de Novembro de 2017 
  4. «Agencia Brasil: Caixa Econômica compra 35,5% do Banco PanAmericano por cerca de R$ 740 milhões». agencia-brasil.jusbrasil.com.br. Consultado em 22 de janeiro de 2019 
  5. Folha de S. Paulo (29 de janeiro de 2011). «Silvio Santos aceita vender o PanAmericano». Consultado em 29 de janeiro de 2011 
  6. «Magazine Luiza compra lojas do Baú da Felicidade por R$ 83 milhões». Extra Online. Consultado em 20 de janeiro de 2021 
  7. «BTG firma acordo para comprar participação da Caixa no banco PAN por R$ 3,7 bilhões». G1. Grupo Globo. 6 de abril de 2021. Consultado em 6 de abril de 2021 
  8. «PanAmericano (BPNM4) compra carteira do Cruzeiro do Sul por R$351 milhões». ADVFN. Consultado em 11 de novembro de 2021 
  9. Panamericano muda identidade visual e vira Banco Pan, G1. Vistiado em 22/05/2013.
  10. http://www.corinthians.com.br/site/noticias/2013/05/17/19h23-id19088-com-banco-pan-corinthians-fecha-patrocinio-pontual-para-a-final-do-paulista.shtml
  11. «Adesão ao Refis teve resultado positivo de R$ 29,2 milhões e impacto negativo de R$ 175,2 milhões». iG economia. 18 de fevereiro de 2014. Consultado em 26 de outubro de 2015 
  12. «Banco Pan vai receber 1,5 bilhão dos sócios BTG e Caixa». Exame.com. 5 de abril de 2014. Consultado em 26 de outubro de 2015 
  13. «Banco Pan registra prejuízo de R$78,6 mi no 1º trimestre». Exame.comdata=6 de maio de 2014. Consultado em 26 de outubro de 2015 
  14. «Conselho do Banco PAN aprova até R$3 bi em operações de aumento de capital». Reuters Brasil. 13 de junho de 2014. Consultado em 26 de outubro de 2015 
  15. Paula Barra (1 de agosto de 2014). «Recomendações, novela entre Gávea e Fleury e mais 3 small caps no radar - InfoMoney». InfoMoney. Consultado em 26 de outubro de 2015 
  16. «Banco Pan tem prejuízo líquido de R$ 70,35 milhões». Monitor digital. 6 de agosto de 2014. Consultado em 26 de outubro de 2015 
  17. «Banco Pan tem prejuízo de R$ 70,4 milhões no segundo trimestre». Valor Econômico. 5 de agosto de 2014. Consultado em 26 de outubro de 2015 
  18. «Banco Pan reverte prejuízo e lucra R$ 226,5 milhões no 4º trimestre». Valor Econômico. Consultado em 1 de dezembro de 2015 
  19. «Fenabrave, Caixa e Banco Pan assinam acordo para apoio às concessionárias». Agência Brasil. 29 de outubro de 2014. Consultado em 11 de novembro de 2021 
  20. «Crise econômica no Brasil - Correio de Uberlândia Online». www.correiodeuberlandia.com.br. Consultado em 1 de dezembro de 2015 
  21. «Banco Pan tem prejuízo de R$ 73,5 milhões no 1º trimestre | EXAME.com». Exame. Consultado em 1 de dezembro de 2015 
  22. «Banco Pan tem lucro líquido consolidado de R$ 44,3 milhões no 3º tri». Valor Econômico. Consultado em 1 de dezembro de 2015 
  23. «Esteves renuncia à vice-presidência de conselho do Banco Pan | EXAME.com». Exame. Consultado em 1 de dezembro de 2015 
  24. «José Luiz Acar deixará presidência do Banco Pan». Valor Econômico 
  25. Dinheiro, Seu (31 de agosto de 2019). «Banco Pan chega a R$ 1 bilhão em crédito formalizado de forma digital». Seu Dinheiro. Consultado em 11 de novembro de 2021 
  26. «Transformação digital revoluciona setor bancário». Terra. Consultado em 11 de novembro de 2021 
  27. «Banco PAN fortalece estratégia de conteúdo para classes C, D e E». propmark. 26 de abril de 2021. Consultado em 22 de novembro de 2021 
  28. Lima, Monique (3 de novembro de 2021). «Banco Pan (BPAN4) lucra R$191 milhões no 3T21 e atinge 15,2 milhões de clientes». Suno Notícias. Consultado em 11 de novembro de 2021 
  29. admin_admin (17 de setembro de 2021). «Banco PAN compra parte da Mobiauto e deve investir no financiamento de veículos». FDR. Consultado em 15 de dezembro de 2021 
  30. «Banco PAN faz fusão com a Mosaico | Banco Pan». www.bancopan.com.br. Consultado em 15 de dezembro de 2021 
  31. «Banco Pan está entre as melhores empresas para mulheres trabalharem no Brasil». Money Times. 25 de junho de 2020. Consultado em 11 de novembro de 2021 
  32. «Folha.com - Mercado - Caixa promete ajuda na recuperação do PanAmericano - 19/11/2010». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 20 de novembro de 2010 
  33. «Agência Brasil: Banco PanAmericano recebe aporte de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos». agenciabrasil.ebc.com.br. Consultado em 20 de novembro de 2010 
  34. «Operação da PF investiga venda de ações do Panamericano». Veja. Consultado em 19 de abril de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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