Banda Black Rio

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Banda Black Rio
Informação geral
Origem Rio de Janeiro
País  Brasil
Gênero(s) Funk - samba-funk - soul - jazz fusion [1] - samba jazz[2]
Período em atividade 1976 - 1984
1999 - presente
Gravadora(s) Atlantic/WEA
RCA Victor
BMG
Afiliação(ões) Dom Salvador
Abolição
Tim Maia
Caetano Veloso
Genival Cassiano
Integrantes
Guitarrista e Arranjador Cláudio Stevenson, Baterista Luiz Carlos dos Santos, William Magalhães[3]
Página oficial Website oficial

Banda Black Rio é um grupo carioca formado em 1976 pelo saxofonista Oberdan Magalhães, sobrinho do sambista Silas de Oliveira,[4] [5]

A ideia surgiu a partir do produtor Don Filó, na época contratado pela WEA Discos (Warner/Elektra/Atlantic) que pilotava o sucesso fonográfico das equipes de som com os parceiros Alcione Magalhães (irmão de Oberdan Magalhães) e Nirto Promoções (primo de Don Filó). A equipe Soul Grand Prix, que liderava as vendas de disco pelo movimento black resolveu inovar no lançamento do seu segundo LP pela WEA, criando em 1976 uma surpresa. Don Filó convenceu a cúpula da gravadora (Andre Midani e Mazola) a incluir uma faixa instrumental da música "Juju Man" do grupo alemão "Passport" no novo LP da Soul Grand Prix. Oberdan Magalhães foi arregimentado para montar o grupo que teve como base o grupo "Azymuth", além de Oberdan Magalhães, Barrosinho e Marcio Montarroyos. A canção foi um sucesso nas pistas de dança black. Estava aberto o caminho para a criação da Banda Black Rio, que envolveu Luis Carlos (bateria e percussão), Barrosinho (trumpete), Lucio (trombone), Claudio Stevenson (guitarra), Jamil Joanes (baixo), Cristovão Bastos (piano). A produção do primeiro álbum foi do produtor Mazola, cabendo a Don Filó a coordenação artística e concepção de repertório, juntamente com Oberdan Magalhães.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Oberdan Magalhães e Barrosinho integraram, entre o final da década de 60 e início da década de 70, o grupo Abolição, grupo esse que acompanhava o pianista Dom Salvador, e com quem, em 1971, gravaram o álbum "Som, Sangue e Raça".[4]

Ainda na década de 70, Salvador resolve morar em Nova York; com isso, Barrosinho e Oberdan resolvem criar um nova banda, a "Banda Black Rio".

A banda gravou 6 discos: Maria Fumaça, produzido por Mazola, foi o primeiro álbum, originalmente lançado em 1977,[1] e no mesmo ano a canção que da nome ao álbum foi o tema de abertura da telenovela Locomotivas da Rede Globo.[6] Gafieira Universal, o segundo, foi produzido por Durval Ferreira e lançado em 1978: Gafieira Universal. Esse álbum marcou a estréia do grupo na RCA.

O terceiro álbum, Saci Pererê, foi lançado em 1980. O quarto foi com o cantor Caetano Veloso, show gravado ao vivo no Teatro Carlos Gomes no Rio,em 1978 . Mas so foi lancado pela Universal em 2002. O grupo foi desfeito em 1985,1 ano apos a morte de Oberdan Magalhaes. Anos depois a BBR foi reeditada e hoje tem sido uma grande referência para o mundo da musica; artistas renomados como MosDef e a banda Incognito têm gravado suas músicas. Ao longo dos anos, BBR teve varias formações e competentes músicos fizeram respeitosamente parte dessa continuidade. Em 2011, BBR apresenta Super Nova Samba Funk, lançada pelo Selo Inglês Far Out Recordings que já está sendo distribuído no Brasil. O álbum mostra que é mais do que um conceito musical, é a unificação da musica negra numa variedade de rimos desde jazz ao rap. É a união dos estilos, artistas e gerações. O álbum está mostrando ao seu público que o conceito original está vivo, e, além disso, modernizado. O álbum tem a honra de contar com importantes ícones da música negra como Gilberto Gil, Elza Soares e muitos outros.[7]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Discografia - Formações[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Silvio Essinger. Editora Record, ed. Batidão: uma história do funk. 2005. [S.l.: s.n.] ISBN 9788501071651 
  2. a b «Banda Black Rio». CliqueMusic 
  3. Marco Antonio Barbosa (3 de dezembro de 2001). «Cultuado grupo, reformado por William - filho do fundador Oberdan Magalhães - lança agora o álbum Movimento». CliqueMusic 
  4. a b Tárik de Souza. «Som, Sangue E Raça- Dom Salvador e Abolição». CliqueMusic 
  5. Zan, José Roberto (2005). A Sonoridade da Banda Black Rio (PDF). Campinas: Unicamp 
  6. «Samba». Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira 
  7. Black Rio prepara trilogia 'SuperNovaSambaFunk'
  8. Raul Seixas, Kika Seixas, Silvio Essinger. Ediouro Publicações, ed. O baú do Raul revirado. 2005. [S.l.: s.n.] 116 páginas. ISBN 9788500017872 
  9. (28/11/2001) "Tim Maia Disco Club, Tim Maia (WEA)" (ISSN 0100-7122). Revista Veja. Editora Abril.
  10. «40 lições de como querer caetanear». O Estado de S. Paulo. 19 de Dezembro de 2002 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]