Banda cambial

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Banda cambial, câmbio deslizante ou crawling peg[1] são denominações para um regime cambial no qual a autoridade monetária se compromete a assegurar um intervalo (geralmente com cotações mínima e máxima) para a variação do câmbio[2]. Para garantir que a taxa fique dentro do limite, o banco central envolvido realiza operações de compra e venda de moedas no mercado. É caracterizando como um regime de forte intervenção. Esse sistema foi utilizado notoriamente no Sistema Monetário Europeu durante a década de 1970, no Brasil, imediatamente após o Plano Real e é o sistema vigente na Argentina desde setembro de 2018[3].

A taxa de câmbio afeta indiretamente a inflação. Daí o fato de alguns bancos centrais serem responsáveis tanto pela política monetária do país como pela política cambial.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

O Banco Central do Brasil (BCB) utilizou o regime de banda cambial no período de março de 1995 até janeiro de 1999 como um procedimento de manutenção da estabilidade dos preços internos. Foi parte de um procedimento de liberalização gradual do mercado de moeda e substituiu o regime de câmbio fixo do início do Plano Real. Ao longo desse período houve uma desvalorização sistemática da moeda brasileira[4] e foram empregadas mais de uma forma de banda (como a banda hexagonal endógena).

Referências

  1. Treviz, João Quero e Karina; G1, o; Paulo, em São (23 de junho de 2016). «Como funciona o câmbio no Brasil?». Mercados. Consultado em 2 de setembro de 2019 
  2. Seabra, Fernando (1998). «O modelo de bandas cambiais e a variabilidade da taxa de câmbio». Estudos Econômicos (São Paulo). Consultado em 2 de setembro de 2019 
  3. «BC argentino anuncia adoção de regime de bandas cambiais». Valor Econômico. 26 de setembro de 2018. Consultado em 2 de setembro de 2019 
  4. «Folha de S.Paulo - BC vai mudar bandas cambiais até fevereiro - 22/11/98». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 2 de setembro de 2019 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Tebchirani, Flávio Ribas . Princípios da economia micro e macro - . Editora: IBPEX 2°Edição, Curitiba, 2008
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