Banda de Ipanema

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Banda de Ipanema é um dos mais conhecidos blocos de carnaval do Rio de Janeiro.

Origem[editar | editar código-fonte]

Banda-de-ipanema2.jpg

Em 1959, Albino Pinheiro já pensava em criar a banda de Ipanema. Surgiu de um gesto de desabafo e protesto, criada por Ferdy Carneiro e liderada por Albino, junto com Jaguar, Ziraldo e a turma toda de O Pasquim e outros, inovando nas tradições populares do carnaval. A banda foi fundada em 1964 na casa do Glaudir , fruto das experiências carnavalescas de Ferdy, mineiro de Ubá e que trouxe, da terra de Ary Barroso, a ideia, inspirado na "Banda da Mula Manca - Em Boca Dura", criada pelos jovens das famílias Carneiro e De Filippo. Eles usavam ternos, fingiam tocar instrumentos estragados e contratavam uma "banda de verdade" para tocar, o que acontece até hoje,`nos sábados de carnaval da capital carioca. A primeira concentração saiu do bar Jangadeiros - Vavá - o garçon, era o tesoureiro da banda. Jangadeiros não era só um bar. Era um estado de espírito, uma filosofia de vida. Foi palco do cinema novo, da bossa nova e da banda. As primeiras porta-bandeiras da banda foram Maria Vasco, Chico Buarque, Leila Diniz entre muitos outros . As gêmeas Laura e Delia Carvalho, senhoras de oitenta anos e conhecidas no bairro, chegaram a ser madrinhas da banda. Passando depois para a rua Teixeira de Melo, em frente ao restaurante Rio-Nápoles, junto à praça General Osório. Os componentes de honra saíam de terno branco e chapéu de palha na cabeça. Durante a ditadura, Albino e companhia faziam um desagravo satírico a inúmeras proibições à cultura feitas pelo governo dos militares. Tudo era proibido, menos futebol e carnaval. A banda de Ipanema soube usar a irreverência e o maravilhoso deboche e ironia fina carioca para fazer críticas políticas.

Seu lema é Yolhesman Crisbelles!, tirado da pregação de um desajustado, que vendia bíblias na Central do Brasil, e que seria a frase que identificaria o verdadeiro anjo do juízo final. Os agentes militares do Exército pensavam que era crítica à ditadura, mas a frase não significava absolutamente nada.

Citação[editar | editar código-fonte]

Sérgio Cabral em seu livro O abc de Sergio Cabral de 1979, faz uma citação sobre a Banda de Ipanema:

Ser padrinho ou madrinha da Banda de Ipanema é uma grande honra, como se vê pelos nomes escolhidos: Clementina de Jesus, Nássara, Eneida de Moraes, Bibi Ferreira, Lúcio Rangel, João de Barro, Leila Diniz, Aracy de Almeida, Clara Nunes, João Nogueira, Grande Otelo, Martinho da Vila, Nelson Cavaquinho e Cartola.

Características[editar | editar código-fonte]

Atualmente, a Banda de Ipanema continua arrastando multidões pelas ruas de Ipanema. Claudio Pinheiro, irmão de Albino, J Rui, Margolo e Marcio fazem todos os esforços para manter a Banda irreverente e muito animada.

A Banda de Ipanema é um espaço que reúne democraticamente jovens, velhos, ricos, pobres, gays, heterossexuais, famosos, anônimos, travestis, senhoras de família, crianças, "bebuns", convivendo amigavelmente, todos os tipos brincado juntos o carnaval.

Local e Data[editar | editar código-fonte]

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  • Local: concentração na Praça General Osório em Ipanema. A banda segue pela Avenida Vieira Souto em direção ao Leblon, na Rua Joana Angélica retorna à Rua Visconde de Pirajá seguindo de volta à Pça General Osório onde termina.
  • Data: Concentração a partir das 15 horas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]