Barés

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre grupo indígena brasileiro. Para outros significados, veja Baré (desambiguação).
Baré
(Hanera)
Baré people in Cuieiras river.jpg
Barés se banhando no rio
População total

16.516

Regiões com população significativa
 Brasil (AM) 11.472 Siasi/Sesai, 2014[1]
 Venezuela 5.044 XIV Censo Nacional de Poblacion y Viviendas, 2011
Línguas
Nheengatu, língua baré e português
Religiões

Christian cross.svg Catolicismo romano

Golden Christian Cross.svg Protestantismo

Os barés são um grupo indígena que habita o noroeste do estado brasileiro do Amazonas, mais precisamente nas áreas indígenas Içana-Rio Negro, Médio Rio Negro I, Médio Rio Negro II e Xié, além da Venezuela. Durante muitos anos, sofreram exploração violenta por mercadores portugueses e espanhóis, obrigados a trabalhar como escravos por dívida. Eles se moviam com frequência para tentar evitar os mercadores. Hoje, a maioria vive da agricultura, caça, pesca e coleta, e extrai a fibra da piaçava para obter renda para comprar mercadorias dos comerciantes.

Língua e População[editar | editar código-fonte]

Os povos baré e werekena falavam originalmente a língua baré e a língua warekena, ambas línguas arawakan, mas hoje falam a língua nheengatu, uma língua franca difundida pelos carmelitas no período colonial.[2] Algumas comunidades do Alto Xié ainda falam Warekena. De acordo com o Siasi / Sesai, em 2014 havia 11.472 habitantes do povo Baré no Amazonas, Brasil. O censo nacional de 2011 da Venezuela relatou 5.044 pessoas Baré.[2]

História de Contato[editar | editar código-fonte]

Os primeiros contatos dos barés e werekenas com colonos europeus datam provavelmente do início do século XVIII. O jesuíta Ignácio Szentmatonyi escreveu em 1753 que os "verikenas" habitavam o rio "Issié" (Xié) e falavam a sua própria língua. Escritores posteriores disseram que eles adaptaram os nomes hebraicos, usaram cordas com nós para comunicar mensagens, fizeram grandes orifícios nos lóbulos das orelhas e eram canibais. O contato com os comerciantes de produtos extrativos teve início no século XIX. Para os barés e werekenas haveria pouca diferença entre as autoridades e os comerciantes que os obrigavam a trabalhar na extração de produtos como cacau, salsaparilha, piaçaba, puxuri, balata e borracha. Alguns foram forçados a migrar e trabalhar em novas áreas pelos mercadores, e alguns fugiram dos mercadores e se mudaram várias vezes para evitar o contato.[2]

Referências

  1. Instituto Socioambiental. «Quadro Geral dos Povos». Enciclopédia dos Povos Indígenas no Brasil. Consultado em 17 de setembro de 2017 
  2. a b c «Baré - Povos Indígenas no Brasil». pib.socioambiental.org. Consultado em 28 de maio de 2021 
Ícone de esboço Este artigo sobre povos indígenas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.