CCR Barcas

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CCR Barcas
CCR.BARCAS.jpg
Barcario.JPG
Informações
Local Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Tipo de transporte Transporte Aquaviário
Número de linhas Seis
Número de estações Oito
Chefe executivo Márcio Roberto de Moraes e Silva
Website http://www.grupoccr.com.br/barcas/
Headway 10 a 30 minutos
Estação das barcas em Niterói.

A CCR Barcas é uma concessionária privada brasileira de transporte aquaviário que desde 2 de julho de 2012 opera as linhas de barcas nos municípios de Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis e Mangaratiba.

Histórico do serviço[editar | editar código-fonte]

Antes das barcas[editar | editar código-fonte]

Desde o século 17, pequenas embarcações a remo ou a vela, chamadas de faluas, navegavam o interior da Baía da Guanabara fazendo o transporte de víveres e de pessoas entre os povoados localizados no interior da mesma. Quase sempre, o destino final da produção agrícola daquelas localidades era o Rio de Janeiro, capital e principal cidade da colônia desde 1763, cujos principais portos se localizavam nas águas abrigadas da Baía.

Em 1779, por ordem do vice-rei Marquês do Lavradio, foram contabilizadas 22 lanchas e 10 saveiros que realizavam viagens frequentes entre o então Saco da Boa Viagem (atualmente a região das praias das Flexas, Itapuca e Icaraí) e a capital colonial. De São Domingos à Praia Grande havia mais cinco lanchas e 18 saveiros. Os locais de atracação eram dois em Mata-Porcos (Icaraí), dois em Maruí, sete na Vala (São Lourenço) e três no Barreto. Com o passar do tempo, os locais de partida e de chegada foram se restringindo às praias com águas mais calmas, que acabaram sendo denominadas de "portos": Mata-Porcos, das Faluas (atual Praça Araribóia), Maruí e Barreto. [Revista Marítima, 1919]

No ano de 1817, o governo real concedeu as primeiras permissões para a navegação a vapor (então uma tecnologia recente) na Baía. No entanto, não apareceriam interessados na exploração daquela concessão pelos próximos anos. Em 1819, Dom João VI elevou Praia Grande à categoria de "Vila Real". E a antiga "Rua Direita da Conceição", que desembocava junto ao Porto das Faluas, se tornou o centro comercial da localidade, aumentando a movimentação de embarcações naquele atracadouro e criando uma espécie de ponte marítima entre Praia Grande e o Rio de Janeiro, que cada vez mais consumia produtos oriundos do outro lado da Baía.

Em 1834, a Vila Real de Praia Grande foi elevada à condição de município e passou a ser a capital da Província do Rio de Janeiro com o novo nome de Niterói a partir do ano seguinte. Mesmo ano em que finalmente se inicia a exploração comercial da rota entre a nova capital e a então Corte Imperial por uma empresa particular, de acordo com um novo decreto de concessão de 9 de outubro de 1833. [1]

A Companhia de Navegação de Niterói[editar | editar código-fonte]

A "Companhia de Navegação de Niterói" foi criada em 14 de outubro de 1835. A primeira embarcação a fazer a travessia foi o vapor inglês "Especuladora", que juntamente com as barcas "Nictheroyense" e "Praiagrandense" formavam a totalidade da frota. Cada vapor tinha capacidade para 250 passageiros, que atravessavam a Baía entre o Cais Pharoux (Atual Praça Quinze de Novembro) e a Praça Martim Afonso (atual Praça Araribóia) em 30 minutos de viagem. A tarifa normal custava 100 réis nos dias úteis e 160 réis aos domingos e feriados. Após as 18hs, todas as tarifas subiam para 320 réis. Os escravos pagavam 80 réis nos dias normais e 100 após as 18hs. As cargas eram tarifadas de acordo com o arbítrio do cobrador. João Mourrissy foi o primeiro diretor da Companhia. [Jornal do Commercio, 14/10/1835]

Em 23 de maio de 1844 ocorreu o primeiro acidente grave do sistema. A pioneira "Especuladora" explodiu após um problema com sua caldeira. Cerca de 70 passageiros morreram e outros 50 ficaram feridos.

A Companhia Nictheroy & Inhomerim[editar | editar código-fonte]

Em 1840 foi fundada a "Companhia Inhomerim", que passou a explorar o serviço de transporte marítimo entre o Porto das Caixas, em Itaboraí e o Porto de Estrela (localidade no atual município de Magé). Desejando aumentar a capacidade de transporte entre o Rio e Niterói, o Governo Imperial fez um decreto em 1851 autorizando essa companhia a concorrer com as barcas da "Sociedade Navegação de Niterói". A concorrência não durou muito, e em março de 1852 ambas as empresas se fundiram, sob a nova denominação de "Companhia Nictheroy & Inhomerim" (grafia da época). Com o incremento, foram criadas novas linhas ligando o Largo do Paço até a Praia de Botafogo (na altura da Rua São Clemente) e os bairros da Ilha do Governador, Paquetá, Catete e Inhaúma. Nesta época, havia nove embarcações realizando as travessias: Santa Cruz; Restauração; São Clemente; Botafogo; Petrópolis; Ponta d'Areia; Inhomerim; Nictheroy e São Domingos.

A Companhia Ferry e as Barcas Fluminenses[editar | editar código-fonte]

Em 1853, o empresário norte-americano Clinton Van Tuyl chega ao Rio de Janeiro disposto a trazer embarcações semelhantes às balsas do Rio Mississipi, mais modernas que as utilizadas pela "Companhia Nictheroy & Inhomerim", que detinha o privilégio de exclusividade na exploração do serviço até 1861. Aproveitando-se do clima de insatisfação dos usuários para com a qualidade dos serviços prestados pela "Nictheroy & Inhomerim", Van Tuyl passou a pleitear a quebra do monopólio das barcas através de artigos publicados na imprensa fluminense. Mas seria outro norte-americano, Thomas Rainey, que conquistaria o direito de fundar uma nova empresa de transporte aquaviário na Baía da Guanabara. Rainey, um sulista exilado pela Guerra Civil Americana, alegou que a ideia original de trazer balsas do tipo ferry para a ligação Rio/Niterói era sua, e que Clinton Van Tuyl seria apenas um preposto seu. A polêmica entre os dois compatriotas duraria até 1858, quando ambos se reuniram em Nova York. Van Tuyl vendeu para Rainey a empresa que já havia sido criada no Brasil, e o segundo retornou ao Rio de Janeiro, a fim de esperar o término do privilégio de exclusividade da "Nictheroy & Inhomerim".

Em 29 de junho de 1862 são finalmente inaugurados os serviços da "Companhia Ferry". Com barcas de proa dupla, maquinário mais rápido e mais capacidade de transporte de carros e passageiros, as barcas de Thomas Rainey logo se tornaram as favoritas dos usuários. Com isso, a "Companhia Nictheroy & Inhomerim" não suporta a concorrência e fecha três anos depois. A "Companhia Ferry" também investiu no conforto de seus passageiros, construindo uma moderna estação na Praia de Dom Manoel, no Rio de Janeiro, cujo prédio seria utilizado até a primeira década do século seguinte. À inauguração do serviço compareceram Dom Pedro II, acompanhado de sua Família Imperial e um séquito de 1600 pessoas que incluía ministros e senadores. Também foram construídas novas pontes de atracação em Niterói, uma no bairro de São Domingos e outra em frente à Rua Marquês de Caxias.

No entanto, logo após a falência da "Nictheroy & Inhomerim", a "Ferry" também passou a ser alvo de reclamações da população, por conta dos aumentos tarifários e de sua tabela de horários que cessava às 22hs. E assim como antes, as reclamações propiciaram o surgimento de mais um empreendedor disposto a concorrer pela preferência dos usuários: o alemão Carlos Fleiuss, que em 6 de janeiro de 1870 inaugura os serviços de sua "Companhia Barcas Fluminenses", novamente com a presença de Dom Pedro II, e contando com três embarcações: Côrte, São Domingos e Nictheroy. Graças à concorrência mútua, as tarifas diminuíram de valor, ocasionando um aumento considerável na quantidade de viajantes. Mas a competição também gerou preocupações às autoridades, por conta da rivalidade dos mestres de navegação de ambas as empresas, que apostavam corridas e praticavam todo tipo de manobras imprudentes durante as viagens.

A "Companhia Ferry" existiu até o final do Império, tendo anos antes sido antes vendida ao Comendador Antônio Martins Lage. E em 1877, após dificuldades financeiras, a "Barcas Fluminenses" seria incorporada pela própria "Ferry", que assim recuperou seu monopólio. ["Casa do Rio de Janeiro - História dos serviços públicos urbanos no Rio de Janeiro"]

A Cantareira[editar | editar código-fonte]

Às vésperas da Proclamação da República, em 1 de outubro de 1889, a "Companhia Ferry" se funde com a "Empresa de Obras Públicas no Brasil" (EOPB), responsável pelo abastecimento de água e pelo serviço de carris em Niterói, formando a "Companhia Cantareira e Viação Fluminense" (CCVF), com onze embarcações: Primeira; Segunda; Terceira; Quarta; Quinta; Sexta; Sábado; Dona Isabel e mais três que pertenciam à antiga EOPB. Em 1894 foi implementada a iluminação elétrica a bordo. Em 1902 a companhia foi remodelada, passando a ser administrada pelo capitalista luso-brasileiro Visconde de Moraes, que em 1908 se associou aos britânicos proprietários da "Leopoldina Railway". Em julho daquele mesmo ano foi inaugurada a nova estação de passageiros em Niterói, e iniciou-se a construção de um novo terminal no Rio de Janeiro, em substituição àquele construído por Thomas Rainey. [REVISTA DA SEMANA, "O Centenário das Barcas de Nictheroy", 13/10/1934.]

Em 6 de janeiro de 1895 ocorreu o segundo grande acidente das barcas, quando uma instalação elétrica mal feita incendiou a "Terceira", matando cerca de 200 pessoas. Em 26 de outubro de 1915 nova tragédia: a barca "Sétima" naufragou nas proximidades de Ponta d'Areia, após se chocar contra uma rocha, matando 28 passageiros, quase todos alunos do Colégio Salesiano de Niterói em excursão que voltavam de um desfile em homenagem ao Cardeal Arcoverde.

As revoltas populares[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 1925 o preço das passagens aumentou para 600 réis (ida e volta). Houve várias revoltas populares, com a vandalização da estação de Niterói e a depredação de embarcações. As barcas "Nichtheroy", "Sétima" e "Gragoatá" foram bastante danificadas na ocasião. Desde o final do século 19 que o serviço era alvo de constantes críticas da imprensa, por conta de atrasos e de problemas nas embarcações. Até que em 1959 houve a maior de todas as revoltas populares contra as barcas. Populares se voltaram contra a família Carreteiro, proprietária da CCVF e também das companhias "Frota Carioca" e "Frota Barreto", incendiando primeiramente a estação de Niterói, e depois atacando as residências dos acionistas da empresa. Nos confrontos com as tropas do Exército que foram acudir a polícia, foram mortas seis pessoas e outras 118 ficaram feridas. A "Revolta das Barcas", como o episódio ficou conhecido, acabou por provocar a estatização do serviço.

A estatização[editar | editar código-fonte]

Nos dias seguintes após a "Revolta das Barcas", o Governo Federal cassou a concessão particular do serviço e disponibilizou embarcações da Marinha para a travessia dos passageiros. Em 1962, através do decreto Nº 825, foi criada a "Serviços de Transporte da Baía da Guanabara" (STBG), vinculada ao Ministério da Viação e Obras Públicas, que encampou as embarcações pertencentes às companhias "Frota Carioca", "CCVF" e "Frota Barreto". Naquele mesmo ano, o Arsenal de Marinha iniciou o projeto de novas lanchas – embarcações monocasco com capacidade para dois mil passageiros e propelidas por dois motores de 745 HP. Até 1965 seriam construídas as barcas "Vital Brazil", "Santa Rosa", "Martim Afonso", "Visconde de Morais", "Paquetá" e "Icaraí". As quatro lanchas oriundas da antiga "Frota Barreto" continuaram em uso por mais alguns anos: "Alcântara", "Itapuca", "Fonseca" e "Ingá". Estas lanchas tinham capacidade para 500 passageiros. As quatro lanchas de mil lugares da antiga "Frota Carioca" também foram utilizadas pela STGB: "Lagoa", "Neves", "Maracanan" e "Itaipu". Da antiga CCVF foram mantidas as velhas barcas a vapor "Terceira" e "Guanabara", com mais de 50 anos de uso, e também as lanchas "Gávea" e "Leblon", com capacidade para 800 passageiros.

A construção da Ponte Rio-Niterói[editar | editar código-fonte]

A partir da década de 1960, as barcas entre Rio e Niterói se tornaram o sistema hidroviário mais carregado do mundo, com mais de 180 mil passageiros transportados todos os dias. Tal situação acelerou a necessidade de uma ligação alternativa entre as duas cidades.

Desde o século anterior já se imaginava a construção de uma ponte cortando a Baía da Guanabara, mas foi somente no final dos anos 60 que se iniciou a construção da via, inaugurada em 4 de março de 1974. A Ponte Rio-Niterói provocou a extinção do sistema de balsas para automóveis e caminhões, que era explorado por companhias particulares que não foram afetadas pela estatização.

Em 1977, como parte do processo de fusão entre os Estados do Rio de Janeiro e a antiga Guanabara, o Governo Federal transfere o serviço de barcas para a esfera estadual. A STBG passa a se chamar "Companhia de Navegação do Estado do Rio de Janeiro" (CONERJ). Com viagens superlotadas e sucateamento das embarcações, a CONERJ recebia constantes críticas da população e da imprensa pelos serviços prestados.

A privatização[editar | editar código-fonte]

Barcas S/A[editar | editar código-fonte]

Em 1998, em meio ao processo de reformas econômicas de liberalização e desestatização empreendido pelo então governador Marcello Alencar, a CONERJ foi privatizada. Assumiu um consórcio de empresas de transporte rodoviário que renomeou a empresa com o nome de "Barcas S/A". Foram feitos investimentos imediatos na melhoria do serviço e na reforma das oito embarcações legadas pela antiga CONERJ. Ao longo do ano seguinte cerca de 70% da frota passou por revisões e reformas, e a operação na linha Rio/Niterói passou a contar com oito embarcações ao invés das três anteriores.

Em 2000, dando continuidade às reformas e reestruturação da empresa, foi reformado o terminal da Praça XV, o que incluiu a restauração completa do prédio histórico, além da recuperação das áreas marítimas da estação, pontes, flutuantes e estacas. Neste mesmo ano a Barcas S/A foi certificada segundo normas da ISO 9001. Em 2001, a concessionária adaptou e destinou uma embarcação para recolher, diariamente, o lixo flutuante nos arredores das pontes de atracação e nas rotas náuticas das embarcações. A barca "Cata-Lixo", como foi nomeada, recolhia em média 500 kg de lixo por dia e se tornou um projeto ambiental de referência. Em 2002 foi reformada a estação de Paquetá.

Em 2003, o estaleiro Barcas-Rodriquez foi inaugurado, marcando o processo de reativação da indústria naval fluminense. Para atender à fabricação das novas embarcações foi feita a reforma do antigo Estaleiro Cruzeiro do Sul. A tradicional cerimônia do batimento de quilha deu início aos trabalhos e à construção do catamarã "Zeus" no local. Naquele mesmo ano também se inaugurou o "Centro de Tecnologia Aplicada Cecília de Souza Antunes" (CTA), a fim de treinar e formar mão-de-obra qualificada destinada à construção das novas embarcações da empresa.

O ano de 2004 foi marcado pela inauguração de uma nova linha seletiva: Rio/Charitas. Nos primeiros dois meses de operação, cerca de cinco mil usuários já eram transportados por dia. O primeiro catamarã construído no estaleiro Barcas-Rodriquez, o "Zeus", com capacidade para 238 pessoas, era equipado com ar-condicionado. Ao "Zeus" se seguiram as lanchas "Apolo" e "Netuno" O novo terminal hidroviário construído na Praia de Charitas foi projetado por Oscar Niemeyer e se tornou uma atração turística. Com dois mil metros quadrados e 700 m² de vidro para compor o salão panorâmico de embarque de passageiros, o espaço abriga lojas de conveniência, restaurante, com vista panorâmica da enseada e da Baía de Guanabara. Um dos destaques de Charitas é o recuo da estação em relação à linha d’água e a construção de um píer sobre estacas com o objetivo de minimizar o impacto ambiental. Em 2005, teve início a integração entre modais na cidade de Niterói. As empresas Ingá, Miramar e 1001 participaram da iniciativa que visa oferecer mais conforto e economia aos passageiros da linha seletiva Rio/Charitas.

Em 2006, a linha Praça XV/Cocotá substituiu a antiga linha Rio/Ribeira, com o objetivo de facilitar o acesso aos usuários da Ilha do Governador, por estar estrategicamente posicionada no centro da ilha. A integração entre modais, com uma tarifa promocional entre barcas e ônibus que operam na Ilha também foi oferecida aos usuários no início da operação em Cocotá. A inauguração de dois catamarãs sociais, o "Gávea I" e o "Ingá II", também ocorreu naquele ano. Com tecnologia e design italianos, as embarcações que possuem dupla proa, eliminaram a necessidade de manobra e reduziram o tempo de viagem na linha Rio/Niterói para 12 minutos. Com capacidade para 1300 passageiros (900 sentados e 400 em pé), o catamarã social possui circuito interno de televisão, poltronas acolchoadas e um moderno sistema computadorizado de monitoramento e navegação. Em 2007 foi inaugurado o terceiro catamarã social, "Urca III", que seguiu os mesmos padrões de conforto e segurança dos anteriores. Nesse mesmo ano foi contratada uma empresa especializada em gestão para impulsionar o desenvolvimento da concessionária e implantar um novo modelo de gestão com foco no cliente.

Em 2008, a "Barcas S/A" inaugurou seu Centro de Controle Operacional (CCO), que permitiu precisar, em tempo real, os horários de partida e chegada das embarcações, a localização das barcas e catamarãs, sua velocidade, destino e o número de passageiros presentes em cada uma delas. Neste mesmo ano foi lançado o quarto catamarã social, o "Neves V", completando todas as ações projetadas para os primeiros dez anos da concessionária. No mês de maio deste ano a barca "Boa Viagem" também foi completamente reformada.

2009 começou com a entrada da embarcação "Pégasus" na operação. O catamarã com capacidade para 174 passageiros inaugurou uma nova fase no serviço prestado nas linhas Praça XV/Cocotá e Praça XV/Paquetá, reduzindo o tempo do percurso em cerca de 20 minutos e oferecendo mais conforto aos usuários. Em agosto, o catamarã "Express Macaé", originalmente construído para navegação em alto mar, readaptado no estaleiro da concessionária para trabalho em baía, foi incluído na malha de viagens. Ao longo de todo o período também foram feitas melhorias nas instalações das estações Praça XV e Praça Araribóia. A adaptação das estações e embarcações às necessidades de pessoas com deficiência, realizada no mesmo ano, recebeu um prêmio da Prefeitura de Niterói.

CCR Barcas[editar | editar código-fonte]

Em 2012 80% do capital da Barcas S/A foram adquiridos pelo Grupo CCR, que rebatizou a empresa com o nome de "CCR Barcas".

Tabela do Sistema[editar | editar código-fonte]

Linha Terminais Inauguração Comprimento (m) Duração das viagens (min) Funcionamento
Rio de Janeiro x Niterói Praça XV ↔ Praça Araribóia A partir de 1998 5 000 20 Diariamente, das 06:15 às 23:30
Rio de Janeiro x Paquetá Praça XV ↔ Paquetá A partir de 1998 19 180 70 Diariamente, das 04:45 às 23:50
Mangaratiba x Ilha Grande Mangaratiba ↔ Abraão A partir de 1998 24 100 80 Dias úteis, das 07:30 às 22:00: Finais de semana e feriados, das 8:00 às 17:30
Angra dos Reis x Ilha Grande Angra dos Reis ↔ Abraão A partir de 1998 23 890 80 Dias úteis, das 11:15 às 16:00; Finais de semana e feriados, das 10:00 às 13:30
Rio de Janeiro x Cocotá Praça XV ↔ Cocotá A partir de 2006 13 700 55 Dias úteis, das 06:30 às 20:00 (exceto sextas, das 6:30 às 22:00)
Rio de Janeiro x Charitas Praça XV ↔ Charitas A partir de 2004 8 140 20 Dias úteis, das 06:00 às 21:30

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Barcas[editar | editar código-fonte]

Em fins de 2008, antes do grupo CCR assumir o controle acionário da concessionária Barcas S/A, quando adquiriu 80% das ações da empresa, foi instaurada na Alerj a CPI das Barcas, deflagrada por um acidente ocorrido na estação Paquetá, onde 25 pessoas ficaram feridas devido à queda de uma rampa de acesso às embarcações.[1] Presidida pelo deputado Gilberto Palmares, a CPI teve como principal objetivo averiguar não apenas as causas deste e de outros acidentes, mas também o descumprimento de alguns pontos do contrato de concessão, como a disponibilização de um número de vagas inferior ao previsto em horários de pico.[2]

No relatório final da CPI, aprovado em 9 de junho de 2009 (e votado em agosto), foram apresentadas 64 propostas, dentre as quais o retorno da barca nos horários da madrugada, a redução da tarifa em certos trechos e a construção de estações no porto do Rio de Janeiro e em São Gonçalo[3] (que representa aproximadamente 40% dos passageiros que fazem a travessia Praça XV-Niterói[4]). Além dessas recomendações, o relatório apresentou ainda regras para que em futuros contratos de concessão seja proibido o controle acionário por parte de investidores de modais concorrentes,[3] numa referência ao fato de o principal acionista da Barcas S/A (com 53% das ações da concessionária) ser o Grupo JCA.[2]

No dia 2 de julho de 2012, o Grupo CCR assumiu o controle acionário da concessionária Barcas S/A, adquirindo 80% das ações da empresa. Com a chegada da CCR, um dos maiores grupos privados de concessões de infraestrutura da América Latina, a concessionária passou a se chamar CCR Barcas, com a promessa de iniciar uma série de melhorias para o início de uma nova fase na prestação do serviço.

Interior da Barca 
Bar e Cadeiras no Piso Superior 

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]