Barras (Piauí)

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Barras
  Município do Brasil  
Casa Rosada, sede da prefeitura
Casa Rosada, sede da prefeitura
Símbolos
Bandeira de Barras
Bandeira
Brasão de armas de Barras
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Terra dos governadores"
Gentílico barrense
Localização
Localização de Barras no Piauí
Localização de Barras no Piauí
Mapa de Barras
Coordenadas 4° 14' 49" S 42° 17' 45" O
País Brasil
Unidade federativa Piauí
Municípios limítrofes Cabeceiras do Piauí, Boa Hora, Piripiri, Batalha, Esperantina, Campo Largo do Piauí, Nossa Senhora dos Remédios, Miguel Alves.
Distância até a capital 126 km
História
Aniversário 24 de setembro
Administração
Prefeito(a) Carlos Alberto Lages Monte (PTB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 1 722,508 km²
População total (IBGE/2010[2]) 44 850 hab.
Densidade 26 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 88 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 64100-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,595 baixo
PIB (IBGE/2016[4]) R$ 347 271,55 mil
PIB per capita (IBGE/2016[4]) R$ 7 518,49
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição
Sítio http://www.barras.pi.gov.br/ (Prefeitura)

Barras é um município brasileiro do interior do estado de PiauíRegião Nordeste do país. Situa-se na Microrregião do Baixo Parnaíba Piauiense e na Mesorregião do Norte Piauiense, distante 120 km a norte de Teresina, capital estadual. Possui uma extensão territorial de 1.722,508 km². Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2.017 sua população foi estimada em 46.291 habitantes, sendo o sétimo maior município do Piauí e o segundo da microrregião, atrás apenas de Piripiri.

O município tem uma taxa de urbanização de 49,33%. No ano de 2.009 o município possuía 25 estabelecimentos de saúde. Em 2.010, seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) era de 0,595, considerado baixo e abaixo da média piauiense, ocupando o quadragésimo nono lugar no ranking estadual, ao lado dos municípios de São Lourenço do Piauí, Eliseu Martins e São Pedro do Piauí.

Barras foi fundada em meados do século XVIII, pelo coronel baiano Miguel Carvalho de Aguiar, quando este iniciou a construção da primeira capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição.

Décimo terceiro município mais rico do Piauí, Barras conta com 23,6% de coleta de esgoto.

História[editar | editar código-fonte]

Criada no ano de 1.841, a cidade surgiu a partir da fazenda Buritizinho. No local havia uma capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição, que tornou-se sua padroeira. A localidade foi elevada à condição de vila e passou a se chamar Barras do Marataoã, em alusão ao rio que recebe os visitantes na sua entrada e por estar situada entre barras de rios e riachos. Quando foi elevada à categoria de cidade, a vila passou a se chamar apenas Barras. Conhecida também como a Terra dos Governadores.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Barras localiza-se na bacia hidrográfica do Rio Longá e é banhada por este e pelo Rio Marataoã, além de vários riachos. Boa parte da cidade está na margem esquerda do Marataoã.

A cidade está localizada em terrenos da província geotectônica Parnaíba (ou Província Sedimentar do Meio Norte), datados da era paleozoica, do período carbonífero. Possui altitude de cerca de 88 metros.

Predominam na região a vegetação de caatinga e da mata dos cocais na faixa leste do território.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

  • Rio Longá;
  • Rio Marataoã;
  • Riacho D’Anta;
  • Riacho da Porção;
  • Riacho do Baixão;
  • Riacho do Jucá;
  • Riacho Santo Antônio.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Segundo Censo apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no ano de 2.010 a população foi contada em 44.850 habitantes. Ainda segundo os dados, 22.126 habitantes viviam na zona urbana (cerca de 49,30% da população) e 22. 724 habitantes na zona rural (50,70%), sendo a segunda maior população rural do Piauí, perdendo apenas para a capital Teresina. Neste mesmo ano, a taxa de urbanização do município alcançou os 49,33%. Em 2017, o IBGE estimou a população do município em 46.291 habitantes, sendo o sétimo mais populoso município do Piauí.  Em 2010, a densidade populacional era de 26,04 hab./km².

De toda população contada em 2010, 13.168 habitantes (29,36%) tinham idade inferior a 15 anos, 28.519 pessoas tinham idade entre 15 e 64 anos (63,59%), 3.163 pessoas tinham mais de 65 anos de idade (7,05%). Ainda em 2.010, a esperança de vida no município era de 71,7 anos e a taxa de fecundidade total era de 2,3 filhos por mulher. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) de Barras era de 0,595, sendo classificado como baixo pela Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ocupando a quadragésima nona colocação entre os municípios do estado, tendo um valor abaixo do estadual. Seu índice ainda apresenta um resultado menor que a média nacional, ocupando a 4.255° colocação no ranking entre os 5.570 municípios que formam a União.

Economia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o levantamento do ano de 2.014 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Barras é o 1.713° maior do Brasil e o 13° maior do Piauí, perdendo para municípios piauienses menos populosos como Uruçuí, Oeiras e Altos. O valor bruto do seu PIB foi de R$ 284.530.000 milhões, sendo R$ 15.061.000 milhões em impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preço de mercado. Ainda nesse mesmo ano, o valor do Produto Interno Bruto per capita foi de R$ 6.193,79 reais.

No ano de 2010, 57,8 % da população com idade igual ou superior a 18 anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação foi de 4,7 %. Em 2015, no Cadastro Central de Empresas constava que havia cerca de 474 unidades locais e 462 empresas atuantes, somando também o número de estabelecimentos comerciais. Um total de 3.191 pessoas foram designadas como pessoal ocupado e 2.702 pessoas foram contadas como pessoal ocupado assalariado. Os salários adicionados a outras remunerações foram somados em R$ 40.882 mil reais e o salário médio do município foi de 1,5 salário mínimo. Em 2010, o IBGE mostrou que 71,83 % dos domicílios sobreviviam com menos de um salário mínimo por morador, 7,88 % dos moradores sobreviviam com um valor entre um e três salários mínimos por pessoa, 0,68 % com um valor entre três e cinco salários, 0,61 % com um valor superior a cinco salários mínimos e 3,40 % não declararam rendimento.

Setor Primário[editar | editar código-fonte]

O setor primário é o que apresenta o segundo menor valor bruto entre os três setores que compõem o PIB, representando R$ 18.478.000 milhões de tudo que é produzido na agricultura e na agropecuária. O Censo Agropecuário de 2006, mostrou que o município detinha um rebanho de 18.584 bovinos, 25.055 caprinos, 738 asininos, 1.914 equinos, 286 muares, 7.087 ovinos e 23.983 suínos. Contou-se também com 120.496 aves, com uma produção de 63.000 mil dúzias de ovos de galinha. Obteve-se, ainda, uma produção de 23.000 litros de leite de vaca cru.

Ainda conforme os dados do levantamento de 2.006, os destaques na produção da lavoura temporária foram as plantações de cana-de-açúcar (2.517 toneladas, valor produzido R$ 448.000 mil); feijão fradinho (360 toneladas, valor produzido R$ 397.000 mil); mandioca (3.010 toneladas, valor produzido R$ 413.000 mil); milho (1.811 toneladas, valor produzido R$ 911.000 mil).

Na lavoura permanente tiveram destaque o cultivo da banana (88 toneladas, valor produzido R$ 40.000 mil); laranja (61 toneladas, valor produzido R$ 50.000 mil).

Setor Secundário[editar | editar código-fonte]

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2.014 o setor da indústria foi o menor produtor de riqueza para o município. Cerca de R$ 13.035.000 milhões do seu Produto Interno Bruto era correspondente a tudo gerado pelo setor secundário.

Setor Terciário[editar | editar código-fonte]

Conforme as Contas Regionais, divulgadas pelo IBGE em 2.014, o setor terciário é o maior produtor de riqueza do município, correspondendo a aproximadamente 35% da economia barrense, equivalendo a um valor bruto de R$ 94.513.000 milhões de reais. Segundo o Atlas do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, 9,06% do pessoal ocupado trabalhava na construção civil, 0,34 % nos setores de utilidade pública, 10,04 % no comércio e 27,51 % no setor de prestação de serviços.

O comércio de Barras é muito diversificado e descentralizado, tendo a região central da cidade como o principal polo comercial da cidade, concentrando pelo menos uma loja de rede nacional (Cacau Show) e várias lojas de rede regional, como o Comercial Carvalho, Armazém Paraíba e Macavi. Nas avenidas que circundam o perímetro urbano, é perceptível a presença do comércio de alimentos em geral, materiais de construção, peças e serviços automotivos. Os bairros barrenses dispõem de estruturas de baixa/média complexidades de comércio. Barras é considerada uma cidade-polo para pelo menos sete municípios vizinhos (Cabeceiras do Piauí, Boa Hora, Batalha, Matias Olímpio, Campo Largo do Piauí, Porto e Nossa Senhora dos Remédios), o que faz da cidade um centro atacadista de alimentos e serviços.

Estrutura Urbana[editar | editar código-fonte]

Habitação, serviços e comunicação[editar | editar código-fonte]

Barras contava, em 2.010, com 13.385 domicílios. Do total de domicílios, 9.514 eram próprios, 529 eram alugados, 1.249 enquadravam-se em imóveis cedidos e 13 ocupados de outra forma. O serviço de abastecimento de energia elétrica é feito pela Eletrobras Distribuição Piauí, e, em 2.010, segundo o IBGE, 10.857 domicílios (81,1% do total) possuíam acesso à rede elétrica, cuja voltagem, em Barras, é de 220 V.

O fornecimento de água e a coleta de esgoto da cidade são feitos pela Águas e Esgotos do Piauí, e, em 2008, havia 8.763 unidades consumidoras na cidade, nas quais eram distribuídos em média 2.860 m³ de água tratada por dia. Segundo o IBGE, em 2.010, 4.613 domicílios eram atendidos pela rede geral da companhia (34,46% do total), embora 77,46% possuísse água encanada e 5.053 domicílios (37,75% do total) contavam com escoadouro sanitário de uso exclusivo das residências. A coleta de lixo naquele ano abrangia 4.612 (34,45% do total) domicílios.

Na área de telefonia, a cidade é reconhecida pelo código de área (DDD) 86. Seu Código de Endereçamento Postal (CEP) é o 64.100-000. O setor de comunicação em Barras tem como atuantes vários blogs e sites locais, mas já contou com algumas rádios a nível local, dentre elas Rádio Maratoã FM, Rádio Popular FM e Difusora AM.

Segurança pública e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Polícia Militar do Piauí conta com uma companhia na cidade. Além disso, a cidade conta com uma delegacia da Polícia Civil, que abrange também os municípios de Cabeceiras do Piauí e Boa Hora.

Barras tradicionalmente é uma cidade tranquila quando o assunto é homicídios. Sua taxa de homicídios entre os anos de 2.012 a 2.014, conforme o Mapa da Violência realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, foi de 2,2 homicídios por 100 mil habitantes, colocando o município apenas no quadragésimo lugar entre as cidades piauienses com população acima de 10.000 mil habitantes. O índice de acidentes de trânsito em 2.010 foi de 15,6 ocorrências para cada 100 mil residentes, ocupando a 1.265ª colocação a nível nacional.

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cidade é sede da Academia de Letras do Vale do Longá.[5]

Baú de livros da Academia de Letras do Vale do Longá.
Palácio onde funciona a Biblioteca Municipal Davi Caldas.

Imagens[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. IBGE (junho 2017). «Área territorial oficial». Resolução Nº 02, de 29 de junho de 2017, publicado no DOU nº 124 de 30/06/2017. Consultado em 25 de outubro de 2017 
  2. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. «Atlas do desenvolvimento no Brasil, perfil do muncípio de Barras-PI». Atlas do desenvolvimento no Brasil. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2014. Consultado em 25 de outubro de 2017 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 9 de março de 2019 
  5. BASTOS, Cláudio de Albuquerque. Dicionário Histórico e Geográfico do Estado do Piauí. Teresina; Fundação Cultural Monsenhor Chaves, 1994
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