Barroso

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Barroso
  Município do Brasil  
Pôr do sol em Barroso
Pôr do sol em Barroso
Símbolos
Bandeira de Barroso
Bandeira
Brasão de armas de Barroso
Brasão de armas
Hino
Gentílico barrosense
Localização
Localização de Barroso em Minas Gerais
Localização de Barroso em Minas Gerais
Barroso está localizado em: Brasil
Barroso
Localização de Barroso no Brasil
Mapa de Barroso
Coordenadas 21° 11' 13" S 43° 58' 33" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Municípios limítrofes Barbacena, São João del-Rei, Prados, Dores de Campos e Carandaí
Distância até a capital 197 km
História
Fundação 12 de dezembro de 1953 (68 anos)
Administração
Prefeito(a) Anderson Geraldo de Paula (DEM, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2] 81,726 km²
População total (Estimativa IBGE/2013[3]) 20 484 hab.
Densidade 250,6 hab./km²
Clima tropical de altitudeCwb
Altitude 929 m (sede) m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 36212-000 a 36212-999[1]
Indicadores
IDH (PNUD/2000[4]) 0,745 alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 190 077,005 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 9 459,86
Sítio www.barroso.mg.gov.br (Prefeitura)
www.camarabarroso.mg.gov.br (Câmara)
Heteragrion cyane é uma espécie de libélula que ocorre apenas em Barroso[6]
Vista parcial da cidade. Estrada Barroso - Dores de Campos.
réplica da primeira igreja de Santana
Igreja Matriz de Santana em Barroso
Barroso em 11 de agosto de 1839.[7] A capela de Santana foi demolida

Barroso é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Em julho de 2012 sua população era de 19.787 habitantes.[3] O barrosense mais ilustre foi Basílio de Magalhães, historiador, folclorista e professor.[8][9] A libélula Heteragrion cyane é encontrada apenas neste município, endêmica de uma pequena área de mata ciliar próxima ao Rio das Mortes.[10][11] Conhecido como Mata do Baú, o fragmento florestal abriga uma grande biodiversidade.[12][13][14][15][16][17][18][19][20][21]

História[editar | editar código-fonte]

A história do município de Barroso remonta ao século XVIII e está diretamente ligada aos bandeirantes, que percorriam a área em busca de ouro. Após a abertura do Caminho Novo pelo filho de Fernão Dias, Rodrigo Dias Paes, criou-se um caminho ligando este às Vilas de São José Del Rei (Tiradentes) e São João Del Rei que ficou conhecido como "Caminho de Baixo", passando por Barroso e atravessando o vale do rio Loures na direção da Caveira (distrito de São Sebastião das Campinas), margeando a parte sul da Serra de São José até alcançar a Ponta do Morro (Prados) e de lá as duas grandes vilas na Comarca do Rio das Mortes. Barroso era, naquela época, um entroncamento importante entre o Arraial da Borda do Campo (Barbacena) nas margens do Caminho Novo e as vilas de São José e São João Del Rei, conectando-se com as roças de Alberto Dias (Alfredo Vasconcelos), de Estevão Reis (Ressaquinha) e o Arraial de Calandhay (Carandaí) já no rumo da região das Minas do Ouro onde ficava Vila Rica (Ouro Preto).[22]

O mais antigo registro histórico da cidade, de 1729, é a hipoteca de um terreno pelo português Antônio da Costa Nogueira, que construiu a primeira capela de Sant'Ana do Barroso na freguesia da Borda do Campo (Barbacena). A povoação cresceu em torno dessa capela e foi elevada a freguesia em 1874. O distrito de Barroso foi criado no século XIX. Pertenceu aos municípios de Barbacena, Prados e depois Tiradentes. Em 1938, depois emancipação de Dores de Campos, o distrito de Barroso passou a integrar aquele novo município.[23]

Há registros de um suposto[24] alferes Joaquim Barroso ter sido o fundador da povoação entre o final século XVII e início do século XVIII, mas trata-se de um equívoco porque a região nessa época era ocupada apenas pelos povos indígenas.[25]

No dia 12 de dezembro de 1953, após articulações políticas de representantes do município de Barroso, a localidade transformou-se em Município através da Lei 1.259, emancipando-se de Dores de Campos. No dia 1 de janeiro de 1954 foi instalado o município e a Comissão de Emancipação erigiu um obelisco na Praça Gustavo Meireles, como marco da histórica data.[carece de fontes?]

Foram os seguintes componentes da Comissão Emancipadora: Geraldo Napoleão de Souza (presidente), Epifânio Barbosa, Humberto Carbonaro, José da Silva Pinto, Brasilino dos Reis Melo, Silvano Albertoni, José Augusto de Sousa e José Pio de Sousa. Geraldo Napoleão de Souza foi o primeiro prefeito eleito (1955 — 1959) do município.[26]

A partir das décadas de 1950, 60 e 70, com o advento da indústria de cimento no município, o município observou um expressivo crescimento, atraindo pessoas de diversas áreas a Barroso, que buscavam oportunidades de emprego. O município passou a ter então, um perfil majoritariamente industrial.[carece de fontes?]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Com uma área de 81,726 km², faz divisa com os municípios de Barbacena, São João del-Rei, Prados e Dores de Campos.[carece de fontes?]

Barroso está a cerca de 1000 metros acima do nível do mar, devido a esta altitude o período de calor é relativamente curto, entre os meses de novembro a março.[carece de fontes?]

A localização de Barroso é estratégica; fica a poucos quilômetros dos centros consumidores do Sudeste brasileiro e próximo dos corredores de exportação de Santos, Vitória e Rio de Janeiro. A vegetação predominante são os campos de altitude com manchas de Mata Atlântica e matas de galeria nos vales dos rios das Mortes, Elvas, Loures entre outros, porém iniciando a transição para o Cerrado. O clima é Tropical de altitude.[carece de fontes?]

Conforme a classificação geográfica mais moderna (2017) do IBGE, Barroso é um município da Região Geográfica Imediata de Barbacena, na Região Geográfica Intermediária de Barbacena.[27]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

O município é cortado pela rodovia BR-265.[28]

Estátua de Humberto de Alencar Castelo Branco (Praça Santana, Centro)

Relevo[carece de fontes?][editar | editar código-fonte]

  • Plano: 15%
  • Ondulado: 60%
  • Montanhoso: 25%

Hidrografia[carece de fontes?][editar | editar código-fonte]

Nasce na Serra da Mantiqueira, percorre uma extensão de 278 km e deságua no rio Grande.

  • Córrego Boqueirão.
  • Rio Loures.
  • Rio Elvas.
  • Córrego do Bandeira.
  • Ribeirão Alberto Dias.
  • Rio Ressaquinha.

Demografia[carece de fontes?][editar | editar código-fonte]

A população de Barroso se mantém em crescimento vegetativo, porém quase sempre de maneira constante, com taxas médias de crescimento anual acima de 2%, segundo o resultado do Censo Demográfico de 2000 no qual se verifica taxa de 2,02% por ano.[carece de fontes?]

Ano População
1970 10940
1980 14320
1991 17014
2000 18197
2008 20096
2009 20253

Regiões[carece de fontes?][editar | editar código-fonte]

Barroso está dividida em cinco regionais (regiões). São elas:

  • Região Central
  • Zona Oeste
  • Zona Sul
  • Zona Leste
  • Zona Norte

Distritos[editar | editar código-fonte]

  • Barroso - sede do município
  • Boa Vista - 4 km da sede
  • Caetés - 6 km da sede
  • Invernada
  • Zé Deia
  • Boqueirão
  • Bom Jardim
  • Cantagalo
  • Laranjeira
  • Brejinho
  • Olaria
  • Morro da Telha

Bairros[carece de fontes?][editar | editar código-fonte]

O maior bairro da cidade é o Bairro Jardim Bandeirantes.
  • Rosário
  • São José
  • Praia
  • Dr. José Guimarães
  • Genésio Graçano
  • João Bedeschi
  • Jardim Bandeirantes
  • Alonso
  • Joaquim Gabriel de Souza
  • Josefina Coelho
  • Nilder José de Souza
  • Santa Maria
  • Esplanada
  • Arthur Napoleão
  • Jardim Europa
  • Nova Barroso
  • Irmãos Pinto
  • Centro

Cultura[editar | editar código-fonte]

Dialeto local[editar | editar código-fonte]

Segundo o Esboço de um Atlas Linguístico de Minas Gerais (EALMG), realizado pela UFJF em 1977, o dialeto local é o mineiro.[29][30]

Administração[editar | editar código-fonte]

  • Prefeito: Anderson Geraldo de Paula (2021/2024)
  • Vice-prefeito: Eduardo Ferreira Pinto (2021/2024)
  • Presidente da câmara: Eduardo Ferreira Pinto (2019)
  • Vereadores: Baldonedo Arthur Napoleão, Anderson Geraldo de Paula, Leone Wagner do Nascimento, Marco Antonio da Silva, João Campos, Giovani Graçano, Vera Aparecida Pereira, Allan Carlos de Campos e Eduardo Ferreira Pinto.[31]

Referências

  1. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1 de julho de 2012» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 31 de agosto de 2012. Consultado em 4 de outubro de 2012 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. Machado, Angelo B. M.; Souza, Marcos M. de (2014). «A remarkable new species of Heteragrion from Brazil (Odonata: Megapodagrionidae)» (requer pagamento). International Journal of Odonatology. 17 (2-3): 95–99. ISSN 1388-7890. doi:10.1080/13887890.2014.925514 
  7. Alves, Débora Bendocchi. (org.) 2015. Ernst Hasenclever e sua viagem às províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro. p.234. ISBN 978-85-85-930-691
  8. Verbete Basílio de Magalhães, in: Luís da Câmara Cascudo (2000). Dicionário do Folclore Brasileiro 10ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro. p. 146. ISBN 8500800070. Consultado em 1 de março de 2015 
  9. Jacqueline das Mercês Silva Pinto (2005). Basílio de Magalhães - Trajetória e estratégia de mobilidade social (1874-1957) (PDF) (Tese de Especialização em História de Minas). Universidade Federal de São João del Rei. 46 páginas. Consultado em 28 de fevereiro de 2015 
  10. Bueno, José Valmei (2014). «Descoberta científica: Grupo coordenado por professor do IFSULDEMINAS - Câmpus Inconfidentes descobre espécie de libélula». Instituto Federal do Sul de Minas - Campus Inconfidentes. Cópia arquivada em 5 de maio de 2020 
  11. Machado, Angelo B. M.; Souza, Marcos M. de (2014). «A remarkable new species of Heteragrion from Brazil (Odonata: Megapodagrionidae)» (requer pagamento). International Journal of Odonatology. 17 (2-3): 95–99. ISSN 1388-7890. doi:10.1080/13887890.2014.925514 
  12. Souza, Marcos Magalhães de; Souza, Brígida; Pereira, Matheus Carvalho Soares de Aguiar; Machado, Angelo Barbosa Monteiro (2013). «List of Odonates from Mata do Baú, Barroso, Minas Gerais, Brazil». Check List (em inglês). 9 (6): 1367–1370. ISSN 1809-127X. doi:10.15560/9.6.1367 
  13. Souza, Marcos Magalhães de; Pires, Epifânio Porfiro; Prezoto, Fábio (2014). «Seasonal richness and composition of social wasps (Hymenoptera, vespidae) in areas of cerrado biome in Barroso, Minas Gerais, Brazil [Riqueza sazonal e composição de vespas sociais (Hymenoptera, vespidae) em áreas de cerrado em Barroso, Minas Gerais, Brasil]». Bioscience Journal (em inglês). 30 (2): 539-545. ISSN 1981-3163 
  14. Silva, Marise; Lara, Rogéria Inês Rosa; Souza, Brígida (2015). «Primeiro registro de ocorrência de Hemerobius gaitoi Monserrat, 1996 e Hemerobius hernandezi Monserrat, 1996 (Neuroptera: Hemerobiidae) para o estado de Minas Gerais, Brasil». Arquivos do Instituto Biológico. 82: 1–3. ISSN 1808-1657. doi:10.1590/1808-1657000212013 
  15. Pires, EP.; Morgado, LN.; Souza, B.; Carvalho, CF.; Nemésio, A. (2013). «Community of orchid bees (Hymenoptera: Apidae) in transitional vegetation between Cerrado and Atlantic Forest in southeastern Brazil [Comunidade de Euglossina (Hymenoptera: Apidae) em área de transição entre Cerrado e Mata Atlântica no sudeste do Brasil]». Brazilian Journal of Biology (em inglês). 73 (3): 507–513. ISSN 1519-6984. doi:10.1590/S1519-69842013000300007 
  16. Silva, Marise da (2012). Diversidade de Neuroptera (Insecta) na Mata do Baú, Barroso, MG (Mestrado em Entomologia). Lavras: Universidade Federal de Lavras 
  17. Prezoto, Fábio; Souza, Marcos M. de; Elpino-Campos, Abner; Del-Claro, Kleber (2009). «New Records of Social Wasps (Hymenoptera, Vespidae) in the Brazilian Tropical Savanna» (PDF). Sociobiology (em inglês). 54 (3): 759-764 
  18. Neto, Luiz Menini; Forzza, Rafaela Campostrini; Zappi, Daniela (2009). «Angiosperm epiphytes as conservation indicators in forest fragments: A case study from southeastern Minas Gerais, Brazil». Biodiversity and Conservation (em inglês). 18 (14): 3785–3807. ISSN 0960-3115. doi:10.1007/s10531-009-9679-2. (pede subscrição (ajuda)) 
  19. Neto, Luiz Menini; Assis, Leandro C. de S.; Forzza, Rafaela C. (2004). «A família Orchidaceae em um fragmento de floresta estacional semidecidual, no município de Barroso, Minas Gerais, Brasil» (PDF). Lundiana. 4 (1): 19–27. ISSN 1676-6180 
  20. Silva, Marise; Souza, Brígida; Freire Carvalho, César (2015). «First record of Argentoleon irrigatus (Neuroptera: Myrmeleontidae) from Minas Gerais, Brazil». Revista Colombiana de Entomología. 41 (2): 278–279. ISSN 0120-0488 
  21. «Biodiversidade do Campo das Vertentes em discussão». Instituto Brasileiro de Museus – Ibram. 7 de junho de 2011. Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2015 
  22. COSTA, Antônio Gilberto (2005). Os Caminhos do Ouro e a Estrada Real. Belo Horizonte: Ed. UFMG/Kapa Editora 
  23. Silva, 2019. p. 27
  24. Souza, 1979
  25. Silva, 2019, p.15-16. "É portanto tudo o que se sabe da histórica figura, cujo nome jamais constou nas fontes documentais das quais se servem os historiadores para produção do conhecimento histórico. A informação de que o alferes teria vivido por volta do século XVII, é um equívoco, visto que à época a região era povoada pelos índios e somente no princípio do século seguinte passaria então a ser pisoteada pelo colono ávido pelas riquezas minerais."
  26. José Venâncio de Resende (13 de Março de 2012). «Em Barroso, trajetórias política e industrial se misturam». Jornal das Lajes. Consultado em 3 de Dezembro de 2013 
  27. «Divisões Regionais do Brasil | IBGE». www.ibge.gov.br. Consultado em 15 de junho de 2022 
  28. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2009). «Mapa Político do Estado de Minas Gerais» (PDF). Consultado em 12 de dezembro de 2014 
  29. «Esboço de um Atlas Linguístico de Minas Gerais (EALMG) | Projeto Atlas Linguí­stico do Brasil». alib.ufba.br. Consultado em 15 de junho de 2022  soft hyphen character character in |titulo= at position 78 (ajuda)
  30. «Pseudolinguista: Mapa dos sotaques em Minas Gerais». Pseudolinguista. Consultado em 15 de junho de 2022 
  31. «Prefeitura Municipal de Barroso». www.barroso.mg.gov.br. Consultado em 11 de novembro de 2019 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]