Basílica da Penha

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Basílica da Penha
Interior da Basílica da Penha.
Geografia
País  Brasil
Região  Pernambuco
Local Recife

A Basílica da Penha é um templo religioso católico romano situado no município do Recife, capital de Pernambuco, Brasil. Pertence à Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.[1]

A Igreja[editar | editar código-fonte]

A origem da localização da Basílica da Penha remonta a um pequeno oratório situado em “Fora de Porta de Santo Antônio”, correspondendo, com uma pequena diferença, ao terreno onde hoje está erguida a construção contemporânea. O oratório foi instituído em 1655 pelos franciscanos capuchinhos franceses e ampliado em 16 de abril do mesmo ano, em um terreno doado por Belchior Alves Camello e sua mulher Joanna Bezerra. Contudo, o templo atual foi construído entre os anos de 1870 e 1882, sendo a única igreja em estilo coríntio do estado de Pernambuco. É inspirada na arquitetura da Basílica de São Jorge Maior. Em 2 de setembro de 2007 iniciou-se uma obra de restauro que durou até o dia 4 de julho de 2014, data de sua reinauguração. As obras custaram cerca de R$ 6 milhões e ainda não terminaram.[1][2] O trabalho dos restauradores revelou diversos aspectos que estavam perdidos até então pela degeneração causada pelo tempo. A cor original da santa que encima a cúpula externa que é dourada foi restabelecida e foi encontrado um painel de mosaico vitrificado, feito na Itália.[3] A igreja é conhecida pelo tradicional evento da Benção de São Félix onde passou a acontecer em um ambiente próximo da Basílica enquanto durava a reforma.[4]

Diferente do estilo barroco utilizado na maioria das igrejas do Recife, a Basílica da Penha tem arquitetura neorenascentista e uma obra arquitetônica de vasto conjunto artístico tanto no seu interior quanto no exterior. A maioria das obras não tem documentação que indique autoria devida, deixando uma lacuna no levantamento histórico do prédio. Dentre as poucas peças de autoria conhecida encontramos, no altar-mor, as figuras de São Francisco e Santo Antônio entalhadas no mármore em baixo relevo com autoria de Valentino Besarel e baixo relevo no altar-mor. Mas há indícios de que que várias obras são oriundas do mesmo escultor. Também encontra-se no altar-mor afrescos de Murillo La Greca.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Resumo do projeto da Basílica da Penha». CECI. Consultado em 9 de junho de 2016. 
  2. «Basílica da Penha: Patrimônio histórico e religioso reabre as portas neste domingo». 4 Jul 2015. Consultado em 3 de Setembro de 2016. 
  3. «No Recife, Basílica da Penha será reaberta ao público após oito anos». 3 de julho de 2015. Consultado em 3 de Setembro de 2016. 
  4. «Bênção de São Félix volta a acontecer na Basílica da Penha, no Recife». 10 de julho de 2015. Consultado em 3 de Setembro de 2016. 
  5. Barreto Campelo de Melo, Carlos Alberto (2012). «Explorando a basílica Nossa Senhora da Penha, no Recife: incursões arquitetônicas e revelações artísticas» (PDF). Consultado em 3 de Setembro de 2016. 
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