Basílica de Santa Francesca Romana

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Disambig grey.svg Nota: Para a santa, veja Francisca Romana.
Basílica de Santa Francesca Romana
Santa Francesca Romana / Santa Maria Nova
Santa Francesca Romana da fachada de travertino e o campanário do estilo românico do século XII.
Estilo dominante Românica
Arquiteto Carlo Lombardi (fachada)
Início da construção século IX
Encerramento {{{encerrado}}}
Religião Igreja Católica
Diocese Diocese de Roma
Website Site oficial
Geografia
País Itália
Região Roma
Local Fórum Romano
Coordenadas

Santa Francesca Romana, também conhecida como Santa Maria Nova, é uma das poucas basílicas românicas da cidade de Roma. Fundada no século IX e dedicada Santa Francisca de Roma, está situada entre o Fórum Romano e o Templo de Vênus e Roma. Nesta igreja está sepultado o Papa Gregório XI.

O cardeal-presbítero protetor do título de Santa Maria Nova é Angelo Sodano, o decano do Colégio dos Cardeais.

História[editar | editar código-fonte]

A igreja foi construída na segunda metade do século X e incorporou um antigo oratório do século VIII que o papa Paulo I mandou escavar numa ala do pórtico do Templo de Vênus e Roma. A nova igreja foi batizada de Santa Maria Nova para distingui-la de outra igreja dedicada a Santa Maria localizada no Fórum, Santa Maria Antiqua, que estava em ruínas na época[1]. O edifício foi reconstruído pelo papa Honório III no século XIII, quando ganhou um campanário e a abside foi decorada com uma "Maestà" em mosaico. O interior foi alterado muitas vezes depois disto.

Desde 1352, está sob os cuidados dos olivetanos. No século XVI, foi rededicada a Santa Francisca de Roma, que foi canonizada em 1688 e cujas relíquias estão abrigadas na cripta. O pórtico e a fachada em travertino são de Carlo Lombardi e foram completados em 1615.

O interior, uma nave única com capelas laterais, foi reconstruída por Lombardi alguns anos antes da canonização de Francisca. No meio da nave está a schola cantorum retangular da antiga igreja, totalmente decorada em cosmatesco. Outra característica proeminente é o confessionário projetado por Bernini (1638-49), em mármore multicolorido com quatro colunas revestidas de jaspe.

A igreja abriga a preciosa "Madonna Glycophilousa" ("Nossa Senhora da Ternura"), um ícone do tipo "Hodegetria" do início do século V vindo de Santa Maria Antiqua. A "Madona com o Menino" do século XII que foi pintada sobre ele foi meticulosamente destacada do painel em 1950 e está atualmente na sacristia.

O antigo oratório sobre o qual a igreja foi construída foi localizado pelo papa Paulo I no local onde Simão Mago teria morrido. De acordo com esta lenda, Simão queria provar que seus poderes eram mais fortes que os dos apóstolos e começou a levitar perante São Pedro e São Paulo. Os dois apóstolos caíram de joelhos em oração e Simão caiu, morrendo na queda. As pedras de basalto onde os apóstolos teriam deixado uma impressão de seus joelhos estão incorporadas na parede do transepto sul. O túmulo do papa Gregório XI, que trouxe o papado de Avinhão de volta para Roma, reconstruído com base num projeto de Per Paulo Olivieri (assinado e datado em 1584) está também no transepto sul.

Como Santa Francisca Romana é a padroeira dos motoristas, carros se enfileiram na frente da igreja no dia de sua festa para receber a benção[2].

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Touring Club Italiano, Roma e dintorni 1965:153f.
  2. (TCI) Roma e dintorni 1965:153.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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