Bataclan Ilhéus

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Bataclan, 2017

Situado no centro histórico de Ilhéus, mais precisamente na Praça José Marcelino, na Avenida 2 de Julho, o Bataclan foi inaugurado na década de 1920 como casa de prostituição, cabaré e cassino concomitantemente, sendo frequentado e mantido principalmente pelos coronéis de cacau da região. Seu nome homenageia uma sala de espetáculos, o Bataclan, localizada em Paris.[1]

Sua localização foi estrategicamente pensada, próxima ao antigo porto e da antiga feira da cidade, local no qual atracavam saveiros que vinham de toda a região.[2]

Seu apogeu foi durante o período de 1926 a 1938, como ponto de passagem obrigatória para os coronéis do cacau, jagunços, marinheiros, boêmios e intelectuais, atraídos pelas belas mulheres, em grande parte polacas, e pelas atrações de grupos internacionais que apresentavam-se na casa noturna, além de ser funcionar como espaço centro de lazer, negócios, jogos e decisões políticas.[2]

No Bataclan havia apresentações de dois shows por noite, no quais costumavam apresentar-se companhias de dança do sul do país e até do exterior. As dançarinas e “damas de companhia” que ali frequentavam, estavam sempre muito bem vestidas e penteadas para melhor atender as exigências e bom gosto e alto nível dos frequentadores da casa.[2]

Contudo, eram as atividades relacionadas ao cassino que mantinham o funcionamento do estabelecimento. Por isso, assim como outros estabelecimentos que exerciam essa atividade, o Bataclan entrou em decadência, na década de 1950, devido à proibição do jogo no Brasil não conseguindo manter o nível de alto luxo da casa apenas com as outras atividades.[2]

Fechado nos anos de 1950,  o edifício do  Bataclan foi reformado e reaberto por uma equipe do Rio de Janeiro como boate, denominada OK!. Esse empreendimento não obteve o sucesso esperado e, em seguida o espaço foi transformado em pequenos apartamentos.[2]

O edifício foi abandonado chegando ao estado de ruínas mas, mesmo em péssimas condições, continuou sendo visitado pelos turistas, que queriam fotografar o local, pelo fato deste ser tão citado pelas obras de Jorge Amado.[2]

Em 1987, sugerido por uma comissão Pró-memória de Ilhéus, o edifício foi revitalizado com recursos da PETROBRAS, amparado pela Lei Rouanet. As obras começaram no início de 2000 e foram  finalizadas em 2004.[2]

Hoje, reformado e com fachada mantida, o prédio funciona como restaurante.[2]

Referências