Batalhão da Guarda Presidencial

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Batalhão da Guarda Presidencial
BGPBrasão.png
Estado  Distrito Federal
Subordinação Comando Militar do Planalto
Sigla BGP
Criação 1823
Comando
Comandante Ten Cel Pedro Aires Pereira Junior[1]
Sede
Endereço Av Duque de Caxias S/N, Bairro Setor Militar Urbano, CEP:70630-100


O Batalhão da Guarda Presidencial (BGP), também conhecido como Batalhão Duque de Caxias, é uma Organização Militar do Exército Brasileiro que tem como missão contribuir para a garantia da soberania nacional, dos poderes constitucionais, da lei e da ordem, salvaguardando os interesses nacionais e cooperando com o desenvolvimento nacional e o bem-estar social.

Além das atribuições normais de uma unidade de Infantaria, o BGP possui as seguintes missões específicas, conforme descrito em sua Base Doutrinária:

- Prestar o serviço de guarda da Presidência da República, do Comando do Exército, do Quartel-General do Comando Militar do Planalto e de áreas residenciais de Oficiais-Generais;

- Participar do cerimonial militar da Presidência da República e do Comando do Exército; e

- Prestar honras aos representantes diplomáticos na entrega de credenciais e a outras autoridades, quando determinado.

Sua denominação histórica é uma homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro, que foi o primeiro porta-estandarte do Batalhão.

História[editar | editar código-fonte]

[2]Embora o processo de Independência do Brasil tenha sido aparentemente pacífico, as Províncias do Pará, do Maranhão, do Piauí, da Bahia e da Cisplatina rebelaram-se contra a nova ordem política vigente e declararam-se fiéis à Corte de Lisboa.

Com a finalidade de consolidar a independência do Brasil e apaziguar os revoltosos, em meio às campanhas de pacificação, D. Pedro I criou o  Batalhão do Imperador, em janeiro de 1823 (clique aqui para acessar o Decreto de criação do Batalhão).

O Batalhão do Imperador foi composto por militares de elevado conceito e valor, incluindo o Tenente Luís Alves de Lima e Silva. O batismo de fogo da Unidade, sempre fiel ao Imperador, foi na Província da Bahia, onde haveria a maior resistência. O Coronel José Joaquim de Lima e Silva ─ que comandava o Batalhão do Imperador ─ assumiu o Comando Geral do "Exército Pacificador" e ordenou uma grande ofensiva contra os portugueses. O Exército Brasileiro entrou em Salvador, consolidando a retomada da cidade e o fim da ocupação portuguesa no Brasil. Cabe destacar que nessa campanha o então Tenente Luís Alves combateu ao lado da então 1º Cadete Maria Quitéria de Jesus, célebre por ter-se disfarçado de homem para poder alistar-se e defender a nação que ora surgia (mais tarde, após ser descoberta, Maria Quitéria foi, por sua bravura, autorizada a permanecer na tropa, passando a utilizar um saiote à escocesa para distingui-la dos demais militares).

Com a transferência da Capital Federal para Brasília, essa unidade de elite foi transferida para o Planalto Central, passando a denominar-se BATALHÃO DA GUARDA PRESIDENCIAL.

Nas últimas décadas, o BGP vem cumprindo missões ímpares no âmbito do Exército Brasileiro, em especial ao executar a Guarda e o Cerimonial da Presidência da República, de Chefes de Estado e do Corpo Diplomático, ao ser empregado em Operações de Garantia da Lei e da Ordem e ao representar o Exército e o País em solenidades e eventos diversos, seja com a sua consagrada Banda de Música, seja com frações de tropa em demonstrações de ordem unida sem comando.

Como justo reconhecimento ao seu primeiro Porta Estandarte, que veio a ser relacionado como o Patrono do Exército Brasileiro, a Unidade, em 2001, recebeu a denominação histórica de "BATALHÃO DUQUE DE CAXIAS".

Emprego[editar | editar código-fonte]

Dentre as possibilidades do Batalhão da Guarda Presidencial, destacam-se:

- Proporcionar escoltas e guardas de honra;

- Por determinação do Comando Militar do Planalto, participar como tropa de choque no restabelecimento da ordem pública;

- Fornecer guarda para instalações do Governo Federal, do Comando Militar do Planalto e, quando determinado, para outras instalações de interesse público;

- Defender suas próprias instalações e/ou pontos sensíveis;

- Proporcionar escoltas e guardas de honra;

- Eventualmente, proporcionar a segurança de transporte de suprimentos ou de prisioneiros;

- Participar das ações de Defesa Interna e da Defesa Territorial; e

- Participar de missões subsidiárias em apoio à população ou aos órgãos públicos e/ou entidades privadas, em qualquer parte do território nacional, principalmente na área do CMP, dentro das exigências do Comando da Força Terrestre.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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