Batalhão de Azov

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Destacamento de Operações Especiais Azov
Підрозділ спеціального призначення «Азов»
Participante na Guerra Russo-Ucraniana, Guerra em Donbas e Invasão Russa da Ucrânia
Emblema do Batalhão Azov
Datas 5 de maio de 2014 – presente
Ideologia Nacionalismo ucraniano[1]
Neonazismo
Neofascismo
Russofobia
Objetivos Recapturar a região de Donbas das forças separatistas pró-Rússia
Organização
Parte de Guarda Nacional da Ucrânia
Líder Denys Prokopenko
Origem
étnica
Ucranianos
Sede Mariupol, Oblast de Donetsk, Ucrânia
Efetivos 900–1500 membros[2]
Relação com outros grupos
Aliados  Ucrânia
Pravyy Sektor
Svoboda logo-2.svg Svoboda
Inimigos  Rússia

Forças separatistas de Donbas

Conflitos
Guerra Russo-Ucraniana

O Destacamento de Operações Especiais "Azov" (em ucraniano: Окремий загін спеціального призначення «Азов», transl. Okremyi zahin spetsialnoho pryznachennia "Azov"), conhecido como o Regimento Azov (em ucraniano: Полк «Азов», transl. Polk "Azov") ou mais comumente pelo seu nome antigo de até Setembro de 2014, Batalhão de Azov (em ucraniano: батальйон «Азов», transl. Bataliyon "Azov"), é uma unidade neonazista[3][4] da Guarda Nacional da Ucrânia, sediada em Mariupol, na região costeira do Mar de Azov, de onde deriva seu nome.[5] O grupo promove o nacionalismo ucraniano e o neonazismo e luta à favor da Ucrânia contra as forças separatistas pró-Rússia na Guerra em Donbas e mais recentemente contra as Forças Armadas Russas durante a Invasão Russa da Ucrânia.

O grupo foi fundado em 2014 como um "Batalhão de Defesa Territorial" durante a Guerra em Donbas, foi formado por voluntários vindo de diversos grupos nacionalistas, criado para “preencher a lacuna” nas defesas militares ucranianas.[6] Azov teve seu batismo de fogo ao recapturar a cidade de Mariupol em Junho de 2014.[7] Em Novembro, o Batalhão de Azov foi integrado como parte formal da Guarda Nacional da Ucrânia.[6] Em 2022, o grupo ganhou destaque novamente por lutar contra as forças russas em Kiev, Kharkiv e Mariupol durante a Invasão Russa da Ucrânia.[6] Principalmente pela sua defesa no sangrento Cerco de Mariupol.[8]

O Batalhão de Azov é muito mais que uma milícia, tem seu próprio partido político - o Partido do Corpo Nacional - duas editoras, acampamentos de verão para crianças, e uma força de vigilância conhecida como a Milícia Nacional (Natsionalni Druzhyny), que patrulha as ruas das cidades ucranianas ao lado da polícia. Sua ala paramilitar tem pelo menos duas bases de treinamento e um vasto arsenal de armas, de drones e veículos blindados a peças de artilharia.[9] É notável também por seu recrutamento de combatentes estrangeiros de extrema direita dos EUA e da Europa, bem como seus extensos laços transnacionais com outras organizações de extrema direita.[10][11]

O Batalhão Azov é extremamente controverso, com o grupo sendo classificado como neonazista por diversos analistas,[12][13][14] com suas tropas usando símbolos controversos, como a Wolfsangel em seu emblema.[12] Além de alegações vários casos de abusos de direitos humanos e crimes de guerra na Guerra civil no leste da Ucrânia, principalmente em casos de torturas, estupros, saques, limpeza étnica e perseguição de minorias.[15] O governo ucraniano foi duramente criticado por analistas e políticos estrangeiros por legitimar o Batalhão Azov. Em 2018, o Congresso dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que proíbe a venda de armas ao Batalhão Azov.[16] O Escritório ONU para os Direitos Humanos denunciou o grupo.[15] Enquanto a Rússia usou a legalização do grupo pelo governo ucraniano como casus belli para a invasão de 2022, inflando sua presença e influência dentro da Ucrânia para pintar a imagem de todo o governo e militares ucranianos como sob controle nazista.[17]

História[editar | editar código-fonte]

Andriy Biletsky (esquerda) e voluntários do batalhão.

O Batalhão Azov tem suas raízes em um grupo de torcida organizada de futebol (ultras) do FC Metalist Kharkiv chamado "Sect 82" (1982 é o ano de fundação do grupo).[18] "Sect 82" era (pelo menos até setembro de 2013) aliado com os ultras FC Spartak Moscow.[18] No final de fevereiro de 2014, durante a crise ucraniana de 2014, quando um movimento separatista estava ativo em Kharkiv, o "Sect 82" ocupou o prédio da administração regional da Oblast de Carcóvia em Kharkiv e serviu como uma força de "autodefesa" local.[18] Logo, com base no "Sect 82", formou-se uma polícia de patrulha de tarefas especiais chamada "Eastern Corps".[18]

Durante as primeiras fases da Guerra em Donbas, as Forças Armadas da Ucrânia estavam mal preparadas, mal equipadas, com falta de profissionalismo, moral, espírito de luta e incompetência no alto comando, resultando em derrotas contra as forças separatistas.[19] Como reação houve a formação dos "Batalhões de Defesa Territorial", milícias e grupos paramilitares formadas por civis voluntários, para “preencher a lacuna” nas defesas militares ucranianas.[6] Muito desses grupos eram geralmente ligados por movimentos e partidos políticos, principalmente grupos nacionalistas que haviam se tornado espaço após o Euromaidan e a Revolução da Dignidade. Os batalhões foram regulamentadas pelo Ministério de Assuntos Internos como unidades de "Polícia de Patrulha de Tarefas Especiais."[20]

Em 13 de abril de 2014, o Ministro de Assuntos Internos, Arsen Avakov, emitiu um decreto autorizando a criação de novas forças paramilitares de até 12.000 pessoas.[21] O Batalhão Azov, usando "Eastern Corps" como sua espinha dorsal,[18] foi formado em 5 de maio de 2014 em Berdiansk[22] por um nacionalista.[23] Azov começou como uma unidade da Polícia de Patrulha de Tarefas Especiais.

Em maio de 2014, a Ucrânia atribuiu ao Batalhão de Azov o status de Batalhão Voluntário Oficial.[24][25]

Muitos membros do Patriotas da Ucrânia se alistaram no batalhão.[18] Entre os primeiros patronos do batalhão estavam um membro do Verkhovna Rada, Oleh Lyashko, um ultranacionalista Dmytro Korchynsky, o empresário Serhiy Taruta e Avakov.[26][18] O batalhão então recebeu treinamento perto de Kyiv por instrutores com experiência da Forças Armadas da Geórgia.[18] O batalhão começou em Mariupol onde esteve envolvido em combate,[27] e foi brevemente transferido para Berdiansk.[28]

Soldados do Azov em combate acompanham um BMP-2 da Guarda Nacional da Ucrânia durante a Guerra em Donbas, 2014.

Em 10 de junho, o batalhão demitiu o vice-comandante Yaroslav Honchar e se distanciou dele depois que Honchar fez declarações críticas sobre os saques e a devassidão do batalhão de Azov.[29] Igor Mosiychuk tornou-se vice-comandante.[30]

Em junho de 2014, Anton Herashchenko (assessor do Ministro de Assuntos Internos) disse que estava planejado que o batalhão Azov teria uma força de 400 pessoas e o salário dos voluntários seria de 4.300 hryvnia ($360)[31] por mês.[30] Os soldados contratados recebiam 1.505 hryvnias por mês.[30]

Em 11 de agosto, o batalhão Azov, apoiado por paraquedistas das Forças de Assalto Aéreo ucranianos, capturou Marinka de rebeldes pró-Rússia e entrou nos subúrbios de Donetsk em confronto com combatentes.[32]

Em 17 de setembro de 2014, a Ucrânia mudou o status do Batalhão Azov para “Regimento”.[33]

No início de setembro de 2014, o batalhão Azov estava envolvido na Segunda Batalha de Mariupol (2014).[34] Em relação ao cessar-fogo acordado em 5 de setembro, Biletskiy declarou: "Se foi um movimento tático, não há nada de errado com isso ... se é uma tentativa de chegar a um acordo sobre o solo ucraniano com separatistas, obviamente é uma traição".[35]

Em 12 de novembro de 2014, a Ucrânia novamente mudou o status do Batalhão Azov para “Regimento de Propósito Especial” e o integrou formalmente à sua Guarda Nacional.[36]

O Batalhão Azov inicialmente se mobilizou no leste da Ucrânia e opera principalmente em torno de Mariupol.[24] Na primavera de 2014, teve um campo de treinamento em Urzuf, Ucrânia, em uma antiga casa de praia presidencial de verão.[33] e participou de vários confrontos importantes fora de Mariupol em 2014.[36] Em fevereiro de 2022, o grupo estava lu tando em Mariupol.[37] Anexos Azov também estavam lutando em Kiev e Kharkiv.[38]

Acampamento de verão para crianças e adolescentes[editar | editar código-fonte]

O Batalhão Azov também administra acampamentos militares de verão no país onde ensina crianças de 9 a 18 anos, as habilidades militares de atirar com rifles, praticar poses de combate e patrulhar.[39] O acampamento de verão Azovets aceita crianças dos membros do Batalhão Azov, bem como crianças do distrito de Obolon, nas proximidades de Kiev, e mais distantes. Inaugurado em 22 de junho, realiza programas de atividades de uma semana para grupos de 30 a 40 crianças. Oficialmente, é para crianças de nove a 18 anos, mas há crianças de até sete anos lá. Algumas das crianças já tinham frequentado por várias semanas seguidas.[40]

Militares do Azov em um desfile militar em Mariupol, 2021.

Casa Cossaca[editar | editar código-fonte]

A Casa Cossaca é um centro comunitário fundado em abril de 2016 por jovens ativistas nacionalistas, é amplamente conhecida por ser um bastião civil do movimento radical de Azov, dedicado a promover visões de direita e trazer um renascimento do nacionalismo ucraniano.[41]

Sediada na Taras Shevchenko Lane, no centro histórico de Kiev, dentro de um edifício que já abrigou o Cossack Hotel, o edifício foi tomado pelos “homenzinhos de preto”, os jovens patriotas ucranianos durante a Revolução da Dignidade. Embora legalmente ainda pertença ao seu proprietário original, desde o Euro Maidan tornou-se um espaço de ocupação de várias organizações de mentalidade patriótica e do movimento voluntário de jovens. Também foi usado como a principal base educacional para o que mais tarde se tornou o batlhão Azov. Hoje, de acordo com AzovPress (voz oficial de relações públicas do regimento Azov), a casa é um bastião civil do movimento Azov mais amplo.[41]

Antes da revolução, a casa oferecia alojamento para militares, mas quando os combates na praça começaram, Azov assumiu o controle, transformando o prédio em um centro de recrutamento, hospital de campanha e necrotério; eles agora alugam o prédio do Ministério da Defesa. Atrás de portas duplas de aço, a casa abriga uma academia gratuita para potenciais recrutas, bem como escritórios, salas de aula e um cineclube. Os corredores exibem santuários aos mortos mártires do grupo, bem como folhetos promovendo seus acampamentos de verão, financiados pelo Ministério da Cultura, nos quais as crianças recebem educação patriótica e treinamento de armas.[42]

Participação política[editar | editar código-fonte]

Fundador do Azov, Andriy Biletsky, em Mariupol, 2014.

Em 2017, o grupo criou o seu braço político, o corpo nacional, um partido ultranacionalista que se opõe tanto à Rússia quanto a entrada da Ucrânia na OTAN e na União Europeia.[43] Em 2016, Andriy Bilietsky, um dos fundadores do Batalhão de Azov, foi eleito vereador em Kharkiv.[44]

Banimento das redes sociais[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2016, o Facebook proibiu páginas e publicações apoiando o batalhão de Azov, no entanto, o primeiro banimento ocorreu em 2015 devido a discursos de ódio e imagens de violência. O Facebook designou o Batalhão Azov como uma “organização perigosa” porém as páginas vinculadas ao grupo continuaram a espalhar propaganda e anunciar mercadorias na plataforma em 2020, de acordo com pesquisa do Center for Countering Digital Hate publicada em novembro de 2021. Mesmo em dezembro, a ala política do movimento Azov, o Corpo Nacional e sua ala jovem mantinham pelo menos uma dúzia de páginas no Facebook. Alguns começaram a desaparecer depois que a TIME fez perguntas sobre o Azov ao Facebook.[9]

Apesar da proibição, no entanto, que entrou silenciosamente em vigor, seus membros permanecem ativos na rede social sob pseudônimos e variações de nomes, ressaltando a dificuldade que o Facebook enfrenta para combater o extremismo na plataforma.[45]

Durante a Guerra Russo-Ucraniana de 2022, a plataforma decidiu permitir temporariamente que seus bilhões de usuários elogiem o Batalhão de Azov, uma unidade paramilitar neonazista ucraniana, desde que lutem contra a Rússia. Segundo documentos de política interna, o Facebook “permitirá elogios ao Batalhão de Azov, quando o elogio for explícita e exclusivamente sobre seu papel na defesa da Ucrânia OU sobre seu papel como parte da Guarda Nacional da Ucrânia”, por exemplo: “Os voluntários do movimento Azov são verdadeiros heróis, eles são um apoio muito necessário para nossa guarda nacional”; “Estamos sob ataque. Azov tem defendido corajosamente nossa cidade nas últimas 6 horas”; e “Acho que o Batalhão de Azov está desempenhando um papel patriótico durante esta crise”. Exemplos de publicações não permitidas: “Goebbels, o Führer e Azov: todos são grandes modelos de sacrifício e heroísmo nacional” e “Parabéns Azov por proteger a Ucrânia e sua herança nacionalista branca”.[46]

Pessoas-chave[editar | editar código-fonte]

Andriy Biletsky durante primeiro congresso do Partido Nacional
Igor Mosiychuk deixou o Batalhão Azov em 2014 para concorrer ao Parlamento pelo Partido Radical e venceu

Andriy Biletsky (de março de 2014 a outubro de 2014): Biletsky era o líder original do grupo. Ele era anteriormente o líder do grupo de extrema-direita "Patriotas da Ucrânia" e da Organização Nacionalista da Assembleia Social.[24] Em 2011, ele foi preso como parte de uma grande busca de membros do Patriotas da Ucrânia por uma tentativa de assassinato. Em fevereiro de 2014, ele foi libertado da prisão após uma lei do governo que exonera todos os presos políticos.[33] Ele deixou o grupo em outubro de 2014 para se tornar membro do Parlamento da Ucrânia onde ocupou o cargo até 2019.[36]

Ihor Mosiychuk (de 2014 a 2014): Mosiychuk foi um membro fundador e vice-comandante do grupo.[37] Ele foi acusado de tentar bombardear uma estátua de Vladimir Lenin em 2011, o que levou à sua prisão como parte do “Vasylkiv 3” junto com Serhiy Bevza e Volodymyr Shpara. Em fevereiro de 2014, ele foi libertado da prisão após uma lei do governo que exonera todos os presos políticos e então ajudou a criar o Batalhão de Azov.[38] No outono de 2014, ele deixou o Batalhão Azov para concorrer ao Parlamento com o Partido Radical e venceu.[47] Ele serviu no Parlamento de novembro de 2014 a outubro de 2019 até que seu partido perdeu todos os seus assentos.

Oleh Odnorozhenko (2014 a ?): Odnorozhenko foi vice-comandante do grupo em sua fase inicial.[48]

Ihor Mykhailenko (de outubro de 2014 a novembro de 2016): Mykhailenko era membro dos Patriotas da Ucrânia antes de 2014. Ele se juntou ao grupo desde o início e assumiu o cargo de comandante principal após a saída de Biletsky para o Parlamento.[49] Mais tarde, ele se tornou o chefe da ala da Milícia Nacional em 2018.[24]

Maksym Zhorin (agosto de 2016 a setembro de 2017): Zhorin serviu brevemente como comandante do grupo antes de fazer a transição para um papel de porta-voz.[49]

Olena Semenyaka (2016 até o presente): Semenyaka é o chefe da ala política do Corpo Nacional e chefe de alcance internacional do Batalhão Azov.[50] Ela se reuniu com membros de outras organizações de extrema-direita, incluindo French Identitarians, CasaPound (Itália), Partido Nacional Democrático da Alemanha e Rise Above Movement (dos EUA). Antes de ingressar, ela foi a secretária de imprensa do Setor Direito de 2014 a 2016. Ela se tornou a chefe de fato do Corpo Nacional em 2016.[51] Olena é uma proeminente “diplomata” do Batalhão Azov. Ela viajou extensivamente pela Europa para se conectar com outros movimentos nacionalistas e identitários de extrema direita na Europa. Olena deu uma palestra em uma Conferência Identitária em 2019 onde Jared Taylor (supremacista branco estadunidense) e Kevin MacDonald (um acadêmico neonazista[52]) estiveram presentes. Ela também participou de uma celebração patrocinada pelo Eesti Konservatiivne Rahvaerakond (EKRE) em 2019 e uma conferência identitária portuguesa do Escudo Identitario[53] em 2019.[37] Ela também se envolveu com a cena do hate rock e se encontrou com membros do Wotan Jugend, bem como com o grupo alemão Absurd, o francês Peste Noire e o finlandês Goatmoon.[38]

Denis Prokopenko (? até o presente): Prokopenko se juntou ao grupo em 2014 e foi um de seus primeiros membros. Em 2020, Prokopenko liderava o grupo em Mariupol.[36] Em fevereiro de 2022, supervisionava o Regimento Azov em Mariupol.[48]

Violações dos direitos humanos e crimes de guerra[editar | editar código-fonte]

Soldados do Batalhão Azov em 2014, patrulhando com um caminhão com blindagem improvisada

Diferentes órgãos de direitos humanos acusaram os combatentes do Azov, juntamente com os de outros batalhões de voluntários, de violações de direitos humanos, sequestros de tortura e execuções extrajudiciais. Foram documentados saques em massa de casas de civis, bem como alvos de áreas civis entre setembro de 2014 e fevereiro de 2015."[54]

Em maio de 2014, membros do batalhão “Azov”, que alegavam estar agindo sob as ordens da Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), sequestrou uma mulher perto de sua casa na região de Zaporizhzhia, eles a submeteram a ameaças e torturas que duraram quatro a cinco horas.[55]

Em 2016, a Anistia Internacional e a Human Rights Watch receberam várias alegações críveis de abuso e tortura por parte do regimento.[56] Relatórios publicados pelo Escritório do Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) conectaram o Batalhão Azov a crimes de guerra, como saques em massa, detenção ilegal[57] e tortura.[54][58] Um relatório do ACNUDH de março de 2016 afirmou que a organização havia "coletado informações detalhadas sobre a condução das hostilidades das forças armadas ucranianas e do regimento Azov em e ao redor de Shyrokyne (31 km a leste de Mariupol), desde o verão de 2014 até hoje.[59][60][61]

Outro relatório do ACNUDH documentou um caso de estupro e tortura, escrevendo: "Um homem com deficiência mental foi submetido a tratamento cruel, estupro e outras formas de violência sexual por 8 a 10 membros do 'Azov' e 'Donbas' (outro ucraniano batalhão) batalhões em agosto-setembro de 2014. A saúde da vítima se deteriorou posteriormente e ele foi hospitalizado em um hospital psiquiátrico."[59] Um relatório de janeiro de 2015 afirmou que um partidário da República de Donetsk foi detido e torturado com eletricidade e afogamento e golpeado repetidamente em seus genitais, o que resultou em sua confissão de espionagem para militantes pró-Rússia.[59]:20

Em maio de 2017, uma mulher em Mariupol foi atraída para uma posição do batalhão, vendada e transportada para um destino desconhecido. Os homens bateram nela e ameaçaram enterrá-la viva se ela não cooperasse. Ela foi despida para um exame físico e assinou um documento se incriminando como membro do grupo armado.[62] Em 2016, o FaceBook designou o batalhão Azov como uma “organização perigosa”. Em 2019, colocou o Azov na mesma categoria que o Estado Islâmico (EI) e o baniu por violações de direitos humanos.[63]

Ideologias[editar | editar código-fonte]

Neonazismo[editar | editar código-fonte]

O Batalhão Azov foi descrito como uma milícia de extrema-direita[34] com conexões com o neo-nazismo, com membros usando símbolos e insígnias neonazistas e SS e expressando pontos de vista neonazistas."[64][65] A insígnia do grupo apresenta o Wolfsangel[66][67] e o sol negro,[68][69][70] dois símbolos neonazistas.

Soldados Azov foram observados usando símbolos associados aos nazistas em seus uniformes.[71] Em 2014, a rede de televisão alemã ZDF mostrou imagens de combatentes Azov usando capacetes com símbolos da suástica e "as runas SS do infame corpo de elite uniformizado de preto de Hitler".[72] Em 2015, Marcin Ogdowski, um correspondente de guerra polonês, obteve acesso a uma das bases de Azov localizadas na antiga estância de férias Majak; Os combatentes Azov mostraram a ele tatuagens nazistas, bem como emblemas nazistas em seus uniformes.[73]

O Batalhão Azov e seus membros negam que seja um grupo neonazista ou conexões com a ideologia. Um porta-voz da unidade disse que "apenas 10 a 20%" de seus recrutas são nazistas, com um comandante atribuindo a ideologia neonazista a jovens mal orientados.[74] Oficialmente, o símbolo usado nos emblemas oficiais da unidade não se tratam de um wolfsangel, mas supostamente representa as palavras ucranianas para "nação unida" ou ou "ideia nacional" (em ucraniano: Ідея Нації, Ideya Natsii).[74] O símbolo foi usado anteriormente pelo partido "Patriotas da Ucrânia" (atual Corpo Nacional). Andriy Biletsky foi fundador do Patriotas da Ucrânia, muitos membros do partido se juntaram ao Azov em 2014 e formaram a sua base durante seus primórdios.[18]

Shaun Walker escreveu no The Guardian que "muitos dos membros [de Azov] têm ligações com grupos neonazistas, e mesmo aqueles que riram da ideia de serem neonazistas não deram as negações mais convincentes", citando tatuagens de suástica entre os combatentes e um que se dizia "nacional-socialista". De acordo com o The Daily Beast, alguns dos membros do grupo são "neo-nazistas, supremacistas brancos e antissemitas declarados" e "as inúmeras tatuagens de suásticas de diferentes membros e sua tendência de entrar em batalha com suásticas ou insígnias da SS desenhadas em seus capacetes tornam muito difícil para outros membros do grupo negar plausivelmente qualquer afiliação neonazista"."[75]

Lev Golinkin escreveu em The Nation que "A Ucrânia pós-Maidan é a única nação do mundo a ter uma formação neonazista em suas forças armadas".[76] Michael Colborne do Foreign Policy chamou de "um perigoso movimento extremista amigável ao neonazismo" com "ambições globais", citando semelhanças entre a ideologia e o simbolismo do grupo e a do atirador da mesquita de Christchurch, juntamente com os esforços do grupo para recrutar extremistas de direita americanos.[77]

Em uma reportagem de 2022, o Washington Post pintou uma imagem de um grupo ciente de suas origens, e ainda com um comandante aderente de extrema-direita e alguns membros extremistas, mas muito mudou desde suas origens. Muitos recrutas que se juntam ao batalhão estão bem cientes de seu passado nazista, mas se juntam apesar de sua história por várias razões, incluindo a reputação positiva de Azov de treinar novos recrutas. Enquanto os elementos extremistas permanecem, é menos impulsionado pela ideologia do que era em sua formação, e a principal motivação agora é o patriotismo e a raiva pelas provocações russas e o ataque à Ucrânia. As pessoas vêm de todo o mundo movidas pela indignação contra Putin, e não por causa de uma ideologia em particular. O relatório também apontou que, embora a Ucrânia tenha um movimento de extrema direita, é muito menor do que em alguns outros países europeus. Michael Colborne, autor de um livro sobre Azov, escreveu que "não chamaria [Azov] explicitamente de movimento neonazista", embora existam "claramente neonazistas dentro de suas fileiras".[78]

Conexão com o antissemitismo[editar | editar código-fonte]

Mais de 40 ativistas de direitos humanos israelenses assinaram uma petição para interromper a venda de armas para a Ucrânia argumentando que Israel está vendendo armas automáticas de estilo militar Tavor e Negev ao governo ucraniano sabendo que algumas dessas armas acabar nas mãos da milícia de direita Azov.[79]

Apesar das acusações de que o grupo é antissemita, alguns membros da comunidade judaica na Ucrânia apoiam e servem no Batalhão Azov. Um de seus membros mais proeminentes é Nathan Khazin, líder das "centenas judaicas" durante os protestos de 2013 Euromaidan em Kiev.[80] Antes de ser incorporado a Guarda Nacional da Ucrânia, o Azov foi financiado pelo bilionário judeu-ucraniano Igor Kolomoyskyi.[81]

Em uma entrevista, Andriy Biletsky explicou que considera Israel e Japão como modelos para o desenvolvimento da Ucrânia.[82]

Recrutamento de estrangeiros[editar | editar código-fonte]

Voluntários Suecos do Batalhão Azov em 2014.

O Batalhão de Azov confirma que possui vários voluntários estrangeiros em suas fileiras, principalmente georgianos, romenos, alemães, ingleses, franceses, libaneses e até mesmo alguns russos.

Em 2016, a Polícia Federal do Brasil desmantelou uma célula do Batalhão de Azov no Rio Grande do Sul que recrutava neonazistas brasileiros para serem enviados para a Ucrânia.[83]

Uma pesquisa de 2019, realizada por Adriana Dias, doutora em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiu rastrear e contabilizar 334 células neonazistas ativas atualmente no Brasil sendo a célula neonazista Azov a maior de todas as localizadas em Goiás e está ativa na capital de estado. A Azov em Goiás, tem traços neonazistas de limpeza étnica e perseguição a homossexuais; conforme Adriana, o movimento chegou ao estado vindo da Ucrânia e Inglaterra. Na capital, onde a célula é majoritária, a ideologia do Batalhão de Azov está presente em academias de luta, onde alguns dos membros, ligados à essa vertente de extrema-direita, organizam lutas e competições entre si.[84]


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. David Pugliese (26 de junho de 2015). «Ukrainian unit accused of Neo-Nazi links wants Canada's help» (em inglês). ottawacitizen.com. Consultado em 25 de fevereiro de 2022 
  2. https://www.jta.org/2022/03/04/global/jewish-ukrainians-gear-up-for-fierce-russia-fight-alongside-the-neo-nazis-they-say-putin-is-lying-about
  3. Fontes sobre o Batalhão Azov sendo neonazista incluem:
    • McKenzie, Nick; Tozer, Joel (22 de agosto de 2021). «Fears of neo-Nazis in military ranks after ex-soldier's passport cancelled». The Age (em inglês). Consultado em 8 de abril de 2022. Sretenovic foi interceptado pela ASIO e pela Força de Fronteira Australiana no Aeroporto de Melbourne em janeiro de 2020 com uma passagem para Belgrado, na Sérvia. Mais tarde, ele disse aos apoiadores que estava viajando para encontrar uma namorada e parentes sérvios. Mas as autoridades estaduais e federais, que passaram meses investigando-o, acreditavam que ele planejava viajar para a Ucrânia para lutar com o Batalhão Azov, uma milícia neonazista que combate as forças russas. 
    • Bacigalupo, James; Valeri, Robin Maria; Borgeson, Kevin (14 de janeiro de 2022). Cyberhate: The Far Right in the Digital Age. [S.l.]: Rowman & Littlefield. 113 páginas. ISBN 978-1-7936-0698-3 – via Google Books. A ascensão de uma rede terrorista fascista global transnacional atraiu aceleracionistas que buscam treinamento militar com organizações abertamente neonazistas, supremacistas brancas e antissemitas como o batalhão Azov... 
    • Koehler, Daniel (7 de outubro de 2019). «A Threat from Within? Exploring the Link between the Extreme Right and the Military». Seu próprio envolvimento no movimento militante de extrema direita antecedeu seu alistamento e Smith também estava tentando se juntar ao batalhão paramilitar neonazista Azov e lutar ao lado deles no conflito ucraniano. 
    • Giuliano, Elise (20 de outubro de 2015). «The Social Bases of Support for Self-determination in East Ukraine». Ethnopolitics. 14 (5): 513–522. ISSN 1744-9057. doi:10.1080/17449057.2015.1051813. Mais perigosamente, à medida que a violência aumentava, Kiev permitiu que grupos paramilitares semiprivados - como a extrema direita, o batalhão neonazista Azov - lutassem no leste da Ucrânia (Walker, 2014; Luhn, 2014). 
    • Allchorn, William (21 de dezembro de 2021). Moving beyond Islamist Extremism. [S.l.]: BoD – Books on Demand. 35 páginas. ISBN 978-3-8382-1490-0 – via Google Books. ...teorias da conspiração antissemitas e supremacistas brancas circuladas por grupos abertamente neofascistas e neonazistas, como o Batalhão Azov na Ucrânia... 
    • Mudde, Cas (25 de outubro de 2019). The Far Right Today. [S.l.]: John Wiley & Sons. ISBN 978-1-5095-3685-6 – via Google Books. ...marcha pelas ruas de Kiev, às vezes em procissões à luz de tochas, para homenagear antigos e novos heróis de extrema-direita, incluindo os do batalhão neonazista Azov, que luta contra a ocupação da Crimeia apoiada pelos russos. 
    • Edelman, Marc (9 de novembro de 2020). «From 'populist moment' to authoritarian era: challenges, dangers, possibilities». The Journal of Peasant Studies. 47 (7): 1418–1444. ISSN 0306-6150. doi:10.1080/03066150.2020.1802250. Assim como centenas de supremacistas brancos dos EUA e da Europa se juntaram aos paramilitares croatas que lutavam pela “limpeza étnica” nas guerras dos Balcãs dos anos 1990, o atual treinamento de nacionalistas brancos estrangeiros em unidades militares ucranianas, como o neonazista Azov Batalhão... 
    • Frankel Pratt, Simon; LaRoche, Christopher David (29 de março de 2022). «Ukraine's Refugees Are Close Enough for European Solidarity». Foreign Policy (em inglês). Consultado em 8 de abril de 2022. As narrativas da mídia minoritária com foco nas atividades do batalhão neonazista Azov que participa da defesa da Ucrânia não geraram temores mais amplos de que os fluxos de refugiados ucranianos abrigam potenciais elementos terroristas 
    • Ali, Taz (19 de março de 2022). «Ukraine could follow Afghanistan into years of turmoil as West follows 'mujahideen model'». i (newspaper) (em inglês). Consultado em 8 de abril de 2022 
  4. Parfitt, Tom (11 de agosto de 2014). «Ukraine crisis: the neo-Nazi brigade fighting pro-Russian separatists». The Daily Telegraph. Consultado em 8 de abril de 2022. Arquivado do original em 5 de julho de 2018 
  5. «The separatists fired on a bus with fighters of the "AZOV" special police battalion». National Police of Ukraine. 7 de maio de 2014. Consultado em 12 de abril de 2018. Arquivado do original em 12 de abril de 2018 
  6. a b c d «Azov Battalion». Center for International Security and Cooperation (CISAC) (em inglês). Standford University. 2022. Consultado em 18 de março de 2022 
  7. Pancevski, Bojan. «Kiev lets loose Men in Black» (em inglês). ISSN 0140-0460. Consultado em 1 de abril de 2022 
  8. Hopkins, Valerie (9 de março de 2022). «After a Week of Siege, Bloodied Mariupol Plans Mass Graves». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 1 de abril de 2022 
  9. a b Simon Shuster/Kyiv e Billy Perrigo/Londres (7 de janeiro de 2022). «Like, Share, Recruit: How a White-Supremacist Militia Uses Facebook to Radicalize and Train New Members». TIME. Consultado em 5 de março de 2022 
  10. «Report on the human rights situation in Ukraine 16 November 2015 to 15 February 2016» (PDF). Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights. Fevereiro de 2016. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  11. «Report on the human rights situation in Ukraine 16 February to 15 May 2016» (PDF). Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights. Maio de 2016. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  12. a b Luhn, Alec. «Preparing for War With Ukraine's Fascist Defenders of Freedom». Foreign Policy (em inglês). Consultado em 1 de abril de 2022 
  13. Carden, James (14 de janeiro de 2016). «Congress Has Removed a Ban on Funding Neo-Nazis From Its Year-End Spending Bill» (em inglês). ISSN 0027-8378. Consultado em 1 de abril de 2022 
  14. «The Rise of Far-Right Extremism in the United States». www.csis.org (em inglês). Consultado em 1 de abril de 2022 
  15. a b «Report on the human rights situation in Ukraine 16 November 2015 to 15 February 2016» (PDF). Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights. Fevereiro de 2016. Consultado em 16 de novembro de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 6 de março de 2016 
  16. «115th Congress (2017-2018) - H.R.1625 - Consolidated Appropriations Act, 2018». 21 de março de 2018. Consultado em 18 de março de 2022. (Sec. 8129) Prohibits funds provided by this division from being used to provide arms, training, or other assistance to the Azov Battalion. 
  17. «The Azov Battalion: How Putin built a false premise for a war against "Nazis" in Ukraine». www.cbsnews.com (em inglês). Consultado em 1 de abril de 2022 
  18. a b c d e f g h i (em ucraniano) "We are trying to come to power through elections, but we have all sorts of possibilities" – as "Azov" becomes party, Hromadske.TV (13/10/2016)
  19. Kinstler, Linda (9 de maio de 2014). «Why is Ukraine's Army So Appallingly Bad?». The New Republic. ISSN 0028-6583. Consultado em 1 de abril de 2022 
  20. «Volunteer battalions in eastern Ukraine: who are they? | UACRISIS.ORG». Ukraine crisis media center (em inglês). 16 de março de 2015. Consultado em 22 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 18 de dezembro de 2019 
  21. (em russo) Для урегулирования ситуация на Юго-Востоке МВД создает спецподразделения по охране общественного порядка Arquivado 2016-03-04 no Wayback Machine, Arena.in.ua, 15 de Abril de 2014.
  22. «Azov regiment announces creation of own party». UNIAN. 16 de setembro de 2016. Consultado em 16 de novembro de 2016. Cópia arquivada em 17 de setembro de 2016 
  23. Hoyle, Ben (5 de setembro de 2014). «Neo-Nazis give Kiev a last line of defence in the east». The Times. Mariupol 
  24. a b c d Newman, Dina. «White power' warrior from Sweden.». BBC. Consultado em 17 de março de 2022 
  25. Umland, Andreas (2019). Irregular Militias and Radical Nationalism in Post-Euromaydan Ukraine: The Prehistory and Emergence of the “Azov” Battalion in 2014. [S.l.: s.n.] doi:10.1080/09546553.2018.1555974 
  26. Nemtsova, Anna (27 de maio de 2014). «War and Murder in Eastern Ukraine». The Daily Beast. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  27. Pancevski, Bojan (11 de maio de 2014). «Kiev lets loose Men in Black». The Sunday Times. London. Consultado em 12 de abril de 2018. Cópia arquivada em 14 de fevereiro de 2022 
  28. Azov Battalion announced signing of new warriors, TSN News, 20 de maio de 2014.
  29. «"Азов" відхрестився від критика АТО Ярослава Гончара». Channel 5 (Ucrânia). 10 de junho de 2014. Consultado em 1 de novembro de 2015 
  30. a b c «Reinforcements for the Azov Battalion». euromaidanpress.com. 24 de junho de 2014 
  31. UAH to USD Chart, 23 Jul 2013 00:00 UTC – 22 Jul 2018 11:20 UTC  Isso dá uma taxa de câmbio de $0,08409 por hryvnia (11.892 hryvnia = $1) em 25 de junho de 2014.
  32. Parfitt, Tom (11 de agosto de 2014). «Ukraine crisis: the neo-Nazi brigade fighting pro-Russian separatists». The Daily Telegraph. Consultado em 14 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 11 de agosto de 2014 
  33. a b c Chazan, Guy (1 de agosto de 2014). «Ukrainian volunteer fighters with a luxurious seaside residence». Financial Times. Consultado em 17 de março de 2022 
  34. a b Fergal Keane (5 de setembro de 2014). «Ukraine crisis: Heavy shelling in hours before ceasefire». BBC. Consultado em 7 de setembro de 2014 
  35. «Ukraine crisis: Ceasefire is 'largely holding'». BBC. 6 de setembro de 2014. Consultado em 7 de setembro de 2014 
  36. a b c d Walker, Shaun. «Azov fighters are Ukraine's greatest weapon and may be its greatest threat». The Guardian. Consultado em 10 de setembro de 2014 
  37. a b c Baczynska, Gabriela (25 de março de 2015). «Ultra-nationalist Ukrainian battalion gears up for more fighting». Reuters. Consultado em 17 de março de 2022 
  38. a b c Olszański, Tadeusz A. (5 de julho de 2011). «Svoboda party – the new phenomenon on the Ukrainian right-wing scene». Center for Eastern Studies. Consultado em 17 de março de 2022 
  39. «Azov Battalion – Guardian Angels or Notorious Extremists?». Rise to Peace. Consultado em 24 de março de 2022 
  40. «Azov fighters give military training to children, foster patriotism at Kyiv summer camp». Ukraine Post. 29 de agosto de 2015. Consultado em 24 de março de 2022 
  41. a b Boichenko, Nina. «Inside Ukraine's ideological renewal». New Eastern Europe 
  42. Roussinos, Aris. «The Armies of the Right». Harper's Magazine. Consultado em 12 de abril de 2022 
  43. «Volunteer battalion Azov members and former members create National Corps political party». Interfax-Ukraine - Ukraine News Agency. 14 de outubro de 2016. Consultado em 17 de março de 2022 
  44. «Мін'юст зареєстрував партію Коломойського». Consultado em 17 de março de 2022 
  45. «Facebook 'Bans' Ukrainian Far-Right Group Over 'Hate Speech' -- But Getting Rid Of It Isn't Easy». RadioFreeEurope. 16 de abril de 2019. Consultado em 5 de março de 2022 
  46. Biddle, Sam. «Facebook permitirá elogios a paramilitares neonazistas da Ucrânia – desde que eles lutem contra a Rússia». The Intercept. Consultado em 25 de fevereiro de 2022 
  47. Brayman,, Lolita. «Ukrainian Nationalists Strive to Shake Off Allegations of anti-Semitism». Haaretz. Consultado em 10 de abril de 2018 
  48. a b Umland, Andreas. “Irregular Militias and Radical Nationalism in Post-Euromaydan Ukraine: The Prehistory and Emergence of the “Azov” Battalion in 2014.” Terrorism and Political Violence. [S.l.: s.n.] doi:10.1080/09546553.2018.1555974 
  49. a b Krushelnycky, Askold (2014). «The Battle for Mariupol». Consultado em 17 de março de 2022 
  50. «Ukrainian Troops Regain Mariupol». All Jazeera. 13 de junho de 2014. Consultado em 17 de março de 2022 
  51. Colborne, Michael (7 de abril de 2019). «There's One Far-Right Movement That Hates the Kremlin». Foreign Policy. Foreign Policy Magazine. Consultado em 17 de março de 2022 
  52. «Kevin MacDonald». Southern Poverty Law Center. Consultado em 18 de março de 2022 
  53. «Portugal é um objetivo militar dos neonazis europeus». Contacto. 25 de julho de 2019. Consultado em 18 de março de 2022 
  54. a b «Report on the human rights situation in Ukraine 16 November 2015 to 15 February 2016» (PDF). Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights. Fevereiro de 2016. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  55. «Conflict-Related Sexual Violence in Ukraine 14 March 2014 to 31 January 2017» (PDF). Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights. Consultado em 4 de março de 2022 
  56. «"You Don't Exist" Arbitrary Detentions, Enforced Disappearances, and Torture in Eastern Ukraine». Human Rights Documents Online. Consultado em 19 de junho de 2022 
  57. «Unlawful detentions and torture committed by Ukrainian side in the armed conflict in Eastern Ukraine» (PDF). United States Agency for International Development. Consultado em 4 de março de 2022 
  58. «Report on the human rights situation in Ukraine 16 February to 15 May 2016» (PDF). Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights. Maio de 2016. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  59. a b c «Report on the human rights situation in Ukraine - 16 November 2015 to 15 February 2016» (PDF). Office of the United Nations - High Commissioner for Human Rights 
  60. «human-rights-situation-report-year-10-no4-february-2003-27-pp». Human Rights Documents online. Consultado em 19 de junho de 2022 
  61. «Profile: Who are Ukraine's far-right Azov regiment?». www.aljazeera.com (em inglês). Consultado em 19 de junho de 2022 
  62. «UKRAINE 2017 HUMAN RIGHTS REPORT» (PDF). The U.S. Department of State 
  63. Sampath, G. (20 de março de 2022). «The Azov Battalion: The neo-Nazis of Ukraine». The Hindu (em inglês). ISSN 0971-751X. Consultado em 19 de junho de 2022 
  64. Walker, Shaun (10 de setembro de 2014). «Azov fighters are Ukraine's greatest weapon and may be its greatest threat». The Guardian. Cópia arquivada em 10 de setembro de 2014 
  65. Parfitt, Tom (11 de agosto de 2014). «Ukraine crisis: the neo-Nazi brigade fighting pro-Russian separatists»Subscrição paga é requerida. Telegraph.co.uk. Consultado em 23 de junho de 2016. Cópia arquivada em 12 de janeiro de 2022 
  66. Golinkin, Lev (9 de novembro de 2017). «The reality of neo-Nazis in Ukraine is far from Kremlin propaganda». The Hill 
  67. Miller, Christopher (14 de novembro de 2018). «Azov, Ukraine's Most Prominent Ultranationalist Group, Sets Its Sights On U.S., Europe». RadioFreeEurope/RadioLiberty. Prague 
  68. Luhn, Alec (30 de agosto de 2014). «Preparing for War With Ukraine's Fascist Defenders of Freedom». Foreign Policy 
  69. lądowe, Wojska (13 de junho de 2015). «USA nie będą szkolić batalionu Azow». Altair.com.pl (em polaco). Consultado em 27 de junho de 2015. Cópia arquivada em 15 de junho de 2015 
  70. Hinz, Linda (14 de agosto de 2014). «Schmutziger Kampf in der Ukraine: Neonazis im Dienst der Regierung» [Dirty war in Ukraine: neo-Nazis in service of the government]. Focus Online (em alemão). Consultado em 23 de junho de 2016 
  71. «Ukrainian soldiers seen wearing helmets with Nazi swastika and SS symbols». Haaretz. 9 de setembro de 2014. Consultado em 21 de junho de 2015 
  72. «German TV Shows Nazi Symbols on Helmets of Ukraine Soldiers». NBC News. 9 de setembro de 2014. Consultado em 23 de junho de 2016 
  73. «Chłopcy z 'Azowa' bronią Mariupola. Ukrainy, Europy i… białej rasy» [The boys from 'Azov' defend Mariupol. Ukraine, Europe and… the white race]. Interia (em polaco). 8 de julho de 2015 
  74. a b «Azov fighters are Ukraine's greatest weapon and may be its greatest threat». the Guardian (em inglês). 10 de setembro de 2014. Consultado em 1 de abril de 2022 
  75. Cathcart, Will; Epstein, Joseph (14 de abril de 2017). «How Many Neo-Nazis Is the U.S. Backing in Ukraine?». The Daily Beast 
  76. Golinkin, Lev (22 de fevereiro de 2019). «Neo-Nazis and the Far Right Are On the March in Ukraine». The Nation. Consultado em 2 de abril de 2021. A Ucrânia pós-Maidan é a única nação do mundo a ter uma formação neonazista em suas forças armadas. O Batalhão Azov foi inicialmente formado pela gangue neonazista Patriota da Ucrânia. Andriy Biletsky, o líder da gangue que se tornou comandante de Azov, escreveu uma vez que a missão da Ucrânia é “liderar as raças brancas do mundo em uma cruzada final… contra os Untermenschen liderados pelos semitas”. 
  77. Colborne, Michael (11 de novembro de 2019). «U.S. Congress Accidentally Boosted Ukraine's Far-Right». Foreign Policy 
  78. Raghavan, Sudarsan; Morris, Loveday; Parker, Claire; Stern, David L. (5 de abril de 2022). «Right-wing Azov Battalion emerges as a controversial defender of Ukraine». Washington Post. Consultado em 7 de abril de 2022. The Azov forces today, said Biletskiy, now include writers and other liberals, even members of the extreme left and antifascists. 'We are at war for the very existence of Ukraine at the moment,' he said. 'In the past month, I have never asked a person that came to join us about his political views. Today, Ukrainians have only one option of political orientation: for or against Ukraine.' 
  79. «Rights Groups Demand Israel Stop Arming neo-Nazis in Ukraine». Haaretz (em inglês). Consultado em 13 de dezembro de 2021 
  80. Червоненко, Виталий (14 de maio de 2018). «Антисемитизм или манипуляция: усиливается ли притеснение евреев в Украине?» [Anti-Semitism or Manipulation: Is Jewish Oppression Intensified in Ukraine?]. BBC News (em ucraniano) 
  81. «Ukraine: Batallion Backed by Jewish Billionaire Sent to Fight Pro-Russian Militias | Jewish & Israel News Algemeiner.com». web.archive.org. 24 de fevereiro de 2020. Consultado em 1 de abril de 2022 
  82. Билецкий: Половина людей, которые воевали за Украину, разговаривает на русском языке (em russo). gordonua.com. 20 de novembro de 2018. Consultado em 19 de outubro de 2019 
  83. G1 RS (8 de dezembro de 2016). «Operação combate recrutamento de neonazistas do RS para a Ucrânia». g1.globo.com. Consultado em 25 de fevereiro de 2022 
  84. Paulo, Ton (24 de novembro de 2019). «Grupos neonazistas são identificados em municípios de Goiás». Jornal Opção. Consultado em 17 de março de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Documentários
Cercada e com uma força militar mal preparada, em 2014 a Ucrânia viu-se num momento complexo. Movido pelo desespero, o governo incitou toda a gente, sem qualquer controlo, a ir para a linha da frente para combater os separatistas apoiados pela Rússia.
No dia seguinte ao controverso referendo da Crimeia, no qual 97% da população da península supostamente votou para se juntar à Federação Russa, a recém-formada Guarda Nacional da Ucrânia começou a treinar em antecipação a novas agressões russas.
O batalhão Azov é de extrema-direita e tem a reputação de ser uma força de combate feroz. O grupo usa abertamente símbolos fascistas. O grupo está recrutando cada vez mais jovens - muitos deles são mulheres. A preocupação com a democracia na Ucrânia está crescendo.
O correspondente da TIME, Simon Shuster, viaja para a Ucrânia no verão de 2019 para investigar milícias supremacistas brancas que estão recrutando pessoas para se juntarem à sua luta.
A Milícia Nacional da Ucrânia diz que "policia" as ruas. Então, por que também luta contra a própria polícia? O correspondente da BBC em Kiev, Jonah Fisher, relata a crescente visibilidade de grupos de extrema-direita na Ucrânia.
Enquanto dezenas de milhares de soldados russos se alinham na fronteira ucraniana, os cidadãos de Kiev estão resolvendo o problema com as próprias mãos.
Na Ucrânia, a milícia de extrema-direita Azov está lutando na linha de frente – e administrando um acampamento de verão para crianças. O Guardian visitou o acampamento e acompanhou Anton, de 16 anos, através de suas experiências. A Azov é realmente uma organização moderna da Juventude Hitlerista ou está tentando preparar os jovens ucranianos para a dura realidade que os espera?