Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais

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Comandos Anfibios.jpg

O Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, conhecido como Batalhão Tonelero, situado na cidade do Rio de Janeiro, é a unidade militar dos Comandos Anfíbios (COMANF), que são uma tropa de Forças Especiais do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil.[1] São eles os Fuzileiros Navais especificamente preparados para a execução e planejamento de operações especiais.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (BtlOpEspFuzNav), foi criado no dia 09 de setembro de 1971 pelo Aviso Ministerial nº 0751, quando o antigo Centro de Recrutas do Corpo de Fuzileiros Navais, que nesta área funcionava, efetivou sua mudança para a Ilha da Marambaia, concluída em 07 de março de 1972, o Batalhão passou a ocupar as instalações remanescentes daquele Centro, o que, na oportunidade, representava o Prédio de Comando de hoje e algumas edificações ainda existentes na OM à esquerda do rio Guandu do Sapê.

Em 1974 é construída a torre de saltos e são iniciadas as construções, hoje existentes do lado direito do citado córrego, as quais foram incorporadas ao Batalhão a partir de 1976 até 1978.

No início de sua criação, o Batalhão fora organizado de acordo com a conjuntura da época, mesclado o interesse do CFN em ter uma Unidade voltada para o emprego em situação de guerra de guerrilha e a idéia de se ter um 4º Batalhão de Infantaria. Disso resultou que o Batalhão de Operações Especiais de então contasse com uma Companhia de Comando e Serviços, até hoje existente, e uma Companhia de Operações Especiais, esta organizada à semelhança de uma Companhia de Fuzileiros Navais. A partir de sua criação, o Batalhão TONELERO começa a incrementar atividades de instrução voltadas para Operações Especiais. Nesse contexto, em 1972 seria formada a primeira turma de Oficiais oriundos da Escola Naval no Curso de Contra-guerrilha (ConGue). Ao longo dos anos, esse curso sofreu modificações em seu conteúdo e estrutura, passando a denominar-se Curso de Adestramento de Comandos Anfíbios, Curso Especial de Comandos Anfíbios (ComAnf) e, posteriormente, dividindo-se em Curso Especial de Comandos Anfíbios (CEsComAnf) e Curso Especial de Operações Especiais (CEsOpEsp). A partir de 1998, a preparação dos Comando Anfíbios passou a ser ministrada em um único curso, o CEsComAnf.

Em 01/01/1991 a Companhia de Reconhecimento Anfíbio (CiaReconAnf), pertence à Tropa de Reforço, foi transferida para o Batalhão. Em 26 de março de 1996, a Companhia de Reconhecimento Terrestre (CiaReconTer), foi transferida da Divisão Anfíbia para o Batalhão Tonelero, reunindo-se no BtlOpEspFuzNav, todas as atividades de operações especiais de fuzileiros navais. Com o vulto e importância dessas novas e tão complexas atribuições, o Batalhão Tonelero, até então pertencente à Tropa de Reforço, passou a partir de 20 de dezembro de 1995, à subordinação direta do Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra.

Hoje, o BtlOpEspFuzNav está organizado em uma Companhia de Comando e Serviços, uma Seção de Instrução de Operações Especiais e três Companhias de Operações Especiais. Tal estrutura permite a organização por tarefas de grupamentos operativos e destacamentos para cumprir qualquer missão de interesse da Marinha, dentro do contexto de operações especiais, inclusive aquelas relacionadas com retomada de instalações e resgate de pessoal de interesse da Marinha.

Finalidade[editar | editar código-fonte]

Esse batalhão tem a finalidade principal, por meio de Comandos Anfíbios, contribuir para a execução do poder naval, efetuando ações de reconhecimento, ações de comandos, ações de resgate de reféns, ações de retomada de instalações e Inteligência.

Organização[editar | editar código-fonte]

O batalhão Tonelero é estruturado em:

  • 1° Companhia de Reconhecimento
  • 2° Companhia de Ação de Comandos
  • 3° Companhia do Grupo Especial de Retomada e Resgate (GERR)
  • Companhia de Comando e Serviços (CCS)
  • Seção de Instrução de Operações Especiais (SIOpE)

Simbolos[editar | editar código-fonte]

Brevê[editar | editar código-fonte]

O símbolo identificativo dos Comandos Anfíbios é o seu brevê de aparência hostil com um crânio trespassado por um raio vermelho; significando a morte do inimigo e a velocidade e violência em suas ações, uma âncora; significando fidelidade à Marinha do Brasil e a capacidade de executar operações aquáticas, um par de asas; significando capacidade de operar por meios aéreos, e uma lápide azul; significando a escuridão, ambiente formidável para as atividades dos Comandos Anfíbios.

Gorro preto[editar | editar código-fonte]

Outro símbolo identificativo dos Comandos Anfíbios é o gorro preto que no caso dos militares do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil só os Comandos Anfíbios o utilizam.

Os Cursos Para Ingresso no Batalhão[editar | editar código-fonte]

Equipe do Batalhão Tonelero em treinamento no Campo de Instrução de Formosa, em Goiás.
Integrante do COMANF disparando um lança-granadas M203 através de sua M4A1.

Para Oficiais, Sargentos e Cabos que foram aprovados na prova para o curso de habilitação para promoção a Sargento, é ministrado o Curso Especial de Comandos Anfíbios (CESCOMANF), com duração de 6 meses, que abrange as disciplinas infiltração; exfiltração;ações de comandos; natação utilitária; patrulha; artefatos explosivos; socorrismo avançado; combate em áreas urbanas; combate corpo-a-corpo; alpinismo avançado; rappel; técnicas de sobrevivência no mar e em terra; inteligência e contra-inteligência; reconhecimento avançado; manuseio de VANTS e aeronaves de asa rotativa da MB, dentre outras, além de capacitação e adestramento para operar em regiões ribeirinhas e no Pantanal e montanhas, em clima frio, em regiões semi-áridas, selva e área urbana. Os militares que se formam nesse curso recebem um brevê representado por um crânio atravessado por um raio vermelho, símbolo que os destaca entre os demais fuzileiros navais.

Para Cabos e Soldados é ministrado o Estágio de Qualificação Técnico Especial de Operações Especiais, com duração de 1 mês e 5 dias, vulgarmente chamado de "Comanfinho". Esse estágio visa formar auxiliares de COMANF. Os militares que se formam nesse curso recebem um brevê representado por um punhal atravessado por um raio vermelho, símbolo que os destaca entre os demais fuzileiros navais.

Depois de formados em algum desses cursos os formandos servirão no Batalhão Tonelero, e poderão se aprimorar tecnicamente por meio de outros estágios e cursos, como: Curso Básico de Paraquedista Militar; Curso de Precursor Paraquedista; Curso de DOMPSA; Curso Expedito de Salto Livre e Curso Avançado de Montanhismo.

Treinamentos do Batalhão[editar | editar código-fonte]

Militares do Batalhão Tonelero e do Bope em simulação de contra-terrorismo no MetrôRio para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

Os militares do Batalhão Tonelero fazem todos os anos, treinamentos em diversos estados do Brasil,[2][3] e também no exterior buscando o aperfeiçoamento e exatidão de suas técnicas de combate e a capacitação para operar em diferentes ambientes e climas. E também realizam treinamentos em conjunto com departamentos e tropas especiais como o USSOCOM e Sayeret Matkal.

Todos os anos militares do Batalhão Tonelero realizam cursos e estágios no Exército Brasileiro que complementam sua formação dentre os quais o Curso Básico de Paraquedista Militar, Curso de Precursor Paraquedista, Curso de Guerra na Selva, Estágio de Operações na Caatinga, Estágio de Operações no Pantanal, entre outros. No próprio batalhão realizam o Curso Expedito de Salto Livre (CEXSAL) e o Curso Expedito de Mergulho Autônomo (C-EXP-MAUT).

Alguns militares do batalhão que falam lingua estrangeira costumam ser designados para cursos no exterior, especializando-se em unidades como o "USSOCOM" do (USDOD / USA) , "Sayeret Matkal" do (IDF / Israel), e "GIGN" da (Gendarmerie Nationale / França)

Missão de Paz no Haiti[editar | editar código-fonte]

Sob a égide das Nações Unidas, os Comandos Anfíbios tiveram um importante papel no combate as guerrilhas que assolavam o território haitiano e causavam grande instabilidade política no país. Em todo contingente de Fuzileiros Navais no Haiti há Comandos Anfíbios, isso ocorre desde 2004 quando o Brasil começou a enviar tropas para aquele país.

Armamentos Leves do Batalhão[editar | editar código-fonte]

Nome Origem Tipo
Taurus PT24/7 PRO  Brazil Pistola
Heckler & Koch USP  Alemanha Pistola
AT-4  Suécia Anti-veículo
M4 CQBR  United States Fuzil de assalto
IMBEL IA2  Brazil Fuzil de assalto
Franchi SPAS-15  Italy Espingarda
Benelli  Italy Espingarda
FN Minimi  Belgium Metralhadora
Barrett M82  United States Fuzil de precisão
PGM Ultima Ratio  França Fuzil de precisão
PGM Hécate II  França Fuzil de precisão
Parker Hale M85  Reino Unido Fuzil de precisão
Heckler & Koch UMP  Alemanha Submetralhadora


Notas

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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