Batalha (Alagoas)

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de batalha, veja Batalha.
Município de Batalha
Bandeira de Batalha
Brasão de Batalha
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 22 de dezembro
Fundação 1947
Gentílico batalhense
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Penha
Prefeito(a) Aloísio Rodrigues (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Batalha
Localização de Batalha em Alagoas
Batalha está localizado em: Brasil
Batalha
Localização de Batalha no Brasil
09° 40' 40" S 37° 07' 29" O09° 40' 40" S 37° 07' 29" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Sertão Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Batalha IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Major Isidoro, Belo Monte, Jaramataia, Traipu, Jacaré dos Homens
Distância até a capital 186 km
Características geográficas
Área 321,131 km² [2]
População 17 076 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 53,17 hab./km²
Altitude 120 m
Clima semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,609 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 73 569,929 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 396,17 IBGE/2008[5]
Página oficial

Batalha é um município brasileiro do estado de Alagoas. Localiza-se a uma latitude 09º40'40" sul e a uma longitude 37º07'29" oeste, estando a uma altitude de 120 metros. Sua população estimada em 2004 era de 15 705 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

O município de Batalha era, no início, conhecido por Belo Monte, situado à margem do rio São Francisco. O nome Batalha foi dado, segundo a lenda, por causa de uma luta entre soldados da polícia estadual e fanáticos seguidores de um leigo que dominava o local através da religião.

A freguesia foi criada em 1855 sob as bênçãos de Nossa Senhora do Bom Conselho. Fez parte de Traipu até 1887 quando foi levada à condição de vila. Posteriormente, foi município com nome de Belo Monte. Somente em dezembro de 1947, uma lei estadual transferiu a sede do então município de Belo Monte para a Vila da Batalha.

O Rio Ipanema, que corta toda região, é seu principal acidente geográfico. Batalha é pólo centralizador da chamada Bacia Leiteira. A cidade tem como pontos atrativos a Serrinha Via Sacra, o Monumento ao Cinquentenário e o Parque de Exposições. Seus principais eventos são: a festa da padroeira, Nossa Senhora da Penha (30 de agosto a 8 de setembro) e a Exposição Agropecuária (em outubro).

Praticamente toda a base da economia do município consiste na agropecuária. Situada na bacia leiteira alagoana, Batalha e seus habitantes já tiveram melhores dias. Constantes alterações climáticas interferiram anos seguidos na renda das famílias da região. Vários produtores quebraram - só os pequenos, os grandes conseguiram anistia de grandes valores de empréstimos bancários em tenebrosas transações com bancos públicos.

O maior empregador da cidade é o CAMILA, cooperativa que agrega os produtores rurais da região e de várias cidades vizinhas. Recentemente, após uma longa pendenga jurídica, o CAMILA mudou de direção, assumindo como novo presidente o prefeito de Belo Monte, cidade vizinha. Até aí tudo bem, se não fosse o fato do CAMILA tradicionalmente ser um trunfo na mão dos coronéis locais, que manejam seus empregados e os trocam ou mantém a depender de suas necessidades eleitorais. Sem um braço local na direção da cooperativa, é obscuro o futuro dos empregados desta que votam em Batalha.

Em 23 de janeiro de 2009 o CAMILA fechou as portas, deixando empregados buscando outras atividades para sua sobrevivência.[6]

De setembro a janeiro o clima é notoriamente mais hostil. O intenso calor do dia é contrastado com o frio da noite, lembrando mesmo um clima de deserto. O rio local - "Ipanema" - parece não ser perene, e em épocas de pouca chuva praticamente desaparece. Por ser uma região de sertão, segue a regra das cidades vizinhas: bastam três dias de chuva para a paisagem local mudar completamente, tingindo de verde um cenário muitas vezes seco.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 outubro 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dezembro 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dezembro 2010. 
  6. http://gazetaweb.globo.com/v2/gazetadealagoas/texto_completo.php?cod=141623&ass=59&data=2009-02-01
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