Batalha das Toninhas

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A Batalha das Toninhas foi um evento envolvendo a Marinha do Brasil ao largo de Gibraltar, em novembro de 1918, ao final da Primeira Guerra Mundial.[1] Pensando ter abordado um submarino do Império Alemão, a marinha brasileira atacou e dizimou um bando de toninhas.[2][3]

Contexto[editar | editar código-fonte]

Os navios da Divisão Naval em Operações de Guerra receberam ordens do Almirantado inglês para seguirem para Gibraltar. O Almirante Pedro Max Fernando Frontin fora alertado para tomar cuidado, pois no Estreito de Gibraltar o encouraçado HMS Britannia, designado para acompanhar a flotilha brasileira havia sido afundado por um submarino alemão, e havia um alerta da presença de mais submarinos na área, então com um ataque alemão possível a qualquer momento.[4]

Em uma noite os vigias do cruzador Bahia teriam avistado um periscópio na água. Julgando ser um ataque alemão, então os marinheiros abriram fogo na água às cegas para tentar se defender do suposto submarino. Mas o que foi confundido com um periscópio de um submarino alemão era na verdade um cardume de toninhas.[5][2]

Anedotário à parte, note-se que à época não havia mecanismos de detecção eletrônica de submarinos. E que esse tipo de incidente causado pela tensão e estresse de batalha resultante nesse tipo de dano colateral, não é incomum mesmo no cenário da guerra naval. Um exemplo disso é outro incidente da mesma natureza ocorrido mais de seis décadas depois, em 1982 durante a Guerra das Malvinas, quando a fragata britânica HMS Brilliant, dotada dos mais modernos equipamentos eletrônicos, tomou um grupo de baleias por submarinos argentinos, abrindo fogo contra os animais.[6][7]

Referências

  1. «Grandes Guerras - Os grandes conflitos do século XX». www.grandesguerras.com.br. Consultado em 8 de outubro de 2016 [ligação inativa]
  2. a b «A Batalha das Toninhas - Primeira Guerra». História Brasileira. 14 de maio de 2012 
  3. Marcelo Duarte (1 de dezembro de 2016). «O Brasil na Primeira Guerra – e o ataque a toninhas que entrou para a história». Guia dos Curiosos - UOL. Consultado em 24 de novembro de 2018 
  4. Josikwylkson Costa Brito (19 de setembro de 2015). «Uma participação cômica do Brasil na Primeira Guerra Mundial: A Batalha das Toninhas». Climatologia Geográfica. Consultado em 24 de novembro de 2018 
  5. Daróz, 2016. Págs 167-68.
  6. Ibidem Daróz, 2016.
  7. «Ops…o submarino inimigo era uma baleia!». Defesa Aérea & Naval 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Daróz, Carlos (2016). O Brasil na Primeira Guerra Mundial: A Longa Travessia. São Paulo: Editora Contexto. ISBN 978-85-7244-982-3 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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