Batalha de Öland

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Batalha de Öland
Guerra da Escânia
Slaget vid Öland Claus Møinichen 1676.jpg
Data 1 de Junho de 1676
Local Costa leste de Öland, zona ocidental do mar Báltico
Desfecho Vitória Aliada decisiva, supremacia naval dinamarquesa e invasão da Escânia
Beligerantes
Dinamarca Dinamarca
 Províncias Unidas
Suécia Suécia
Comandantes
República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos Cornelis Tromp
Dinamarca Niels Juel
República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos Philips van Almonde
Suécia Lorentz Creutz
Suécia Claes Uggla
Suécia Johan Bär
Forças
42 navios-de-guerra, incluindo 25 navios de linha 57 navios-de-guerra, incluindo 27 navios de linha; c. 12 000
Baixas
1 navio incendiário, c. 100 mortos 5 navios afundados, 6 navios capturados, c. 1400 mortos

A Batalha de Öland (em sueco: Slaget vid Ölands södra udde ou slaget vid Öland) foi um confronto naval entre uma frota aliada composta pelo Reino da Dinamarca e Noruega e pelas Províncias Unidas, contra a marinha sueca no mar Báltico, ao largo da costa leste de Öland, no dia 1 de Junho de 1676.[1] A batalha foi uma que ocorreu durante a Guerra Nórdica (1675–79), cujo objectivo era conquistar a supremacia sobre a zona sul do Báltico. A Suécia necessitava com urgência de reforços para as suas possessões no norte da Alemanha; a Dinamarca mobilizou um exército para Escânia, na região sul da Suécia, para abrir uma frente em solo sueco.

Logo no início da batalha, o navio-almirante sueco Kronan afundou-se arrastando consigo quase toda a sua tripulação, incluindo o Almirante do Reino e comandante da marinha sueca, Lorentz Creutz. A força aliada, sob o comando do almirante holandês Cornelis Tromp, aproveitou a desordem que se seguiu no lado sueco. O substituto de Creutz, almirante Claes Uggla, foi cercado e o seu navio-almirante Svärdet ficou fora de combate, depois de um longo duelo de fogo de artilharia, e foi incendiado por um navio de fogo. Uggla afogou-se enquanto escapava do navio em chamas e, com a perda do segundo comandante, os restantes navios suecos fugiram de forma desordenada.

O resultado da batalha foi a conquista da supremacia dinamarquesa, que foi mantida durante toda a guerra. O rei dinamarquês Cristiano V conseguiu, assim, enviar tropas para o lado sueco do Öresund, e, a 29 de Junho, uma força de 14 500 homens desembarcou em Råå, a sul de Helsingborg, o ponto mais a sul da Suécian. Scania tornou-se o principal terreno de batalha da guerra, culminando com as sangrentas batalhas de Lund, Halmstad e Landskrona. As forças navais dinamarquesas e os holandesas ficou livres para destruir Öland e a costa leste sueca até Estocolmo. O fracasso sueco em Öland levou à criação de uma comissão, pelo rei Carlos XI, para investigar o porquê da derrota, mas, no fim ninguém foi responsabilizado.

Notas

Referências

  1. 11 de Junho pelo Calendário gregoriano; A Dinamarca e a Suécia ainda utilizam o Calendário juliano, enquanto os Países Baixos mudaram para o gregoriano em 1582–83.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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