Batalha de Al Busayyah

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Batalha de Busayyah
Guerra do Golfo
Abrams in formation.jpg
Tanques americanos avançando pelo Golfo.
Data 26 de Fevereiro de 1991
Local Al Busayyah, Iraque
Desfecho Vitória dos Estados Unidos
Beligerantes
 Estados Unidos  Iraque
Comandantes
Estados Unidos Frederick M. Franks, Jr. Iraque Saddam Hussein
Baixas
Nenhuma 7 tanques destruídos
2 BDRM destruídos
1 BMP destruído
25 veículos destruídos
16 capturados

A Batalha de Al Busayyah foi uma batalha de tanques travada em 26 de Fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo, entre as forças blindadas dos Estados Unidos e as do Exército iraquiano.

Descrição[editar | editar código-fonte]

A batalha recebeu esse nome por causa da cidade iraquiana de Al Busayyah, que situava-se próxima a uma encruzilhada crítica, e era um reduto do exército iraquiano. A cidade consistia de quarenta a cinquenta construções, a maioria localizada ao longo de uma estrada principal de sentido norte-sul. Era defendida por um batalhão de infantaria iraquiano reforçado por tanques, veículos blindados e elementos de um batalhão de comando do Iraque. A cidade foi fortificada com metralhadoras e posições de combate. Onze tanques iraquianos e doze outros veículos blindados foram entrincheirados em posições estratégicas em torno da cidade. Uma linha de tiro de mil e quinhentos metros de alcance foi traçada ao sul da cidade, irradiando-se aos pontos fortes do perímetro.

A 2ª Brigada, conhecida como "Brigada de Ferro", da 1ª Divisão Blindada dos Estados Unidos (1AD), parte da VII Corporação e comandada pelo General Frederick M. Franks, Jr., foi incumbida de tomar a cidade. A armada 2-70 da 2ª Brigada, hoje a Força-Tarefa 2-70, deveria se mover em formação para o norte e tomar a cidade de Al Busayyah, e depois, com o resto da brigada, proceder com o ataque à "posição Python", onde ela atacaria tropas de Saddam Hussein, a Guarda Republicana de elite, ao norte do Kuwait.

Ao amanhecer de 26 de Fevereiro, 06h30, a força-tarefa moveu-se em direção à linha de fase de colisão, próxima à cidade. Linhas de fase são referências em mapas que ocorrem a cada poucos quilômetros, usadas para medir o progresso de uma operação ofensiva. Às 07h40, a força tarefa chegou à linha de fase de colisão. No cruzamento dos 4 quilômetros faltantes para chegar a Al Busayyah, morteiros americanos atiraram bombas de fumaça em cima das posições iraquinas à frente.

Muitos soldados iraquianos renderam-se quase imediatamente após a aproximação da TF 2-70. O pelotão de escolta da TF abriu fogo supressivo na cidade, e os iraquianos pegaram em armas dentro da cidade, mas foi ineficaz. O pelotão de escolta ficou na cidade para render os iraquianos que foram ignorados pela força tarefa.

A companhia "A" que se moveu pelo flanco esquerdo encountrou dois tanques T-55 e muitos outros veículos, e um pelotão de soldados iraquianos desmontados. Tiros foram disparados das posições iraquianas, mas como os tanques continuaram se aproximando, os iraquianos se renderam.

A companhia "B" encontrou tanques e caminhões dentro da cidade, bem como um tanque T-62 ao norte. A companhia B varreu a cidade, usando reconhecimento por fogo. Em retorno ela recebeu fogo de algumas armas inafetivas e encontrou um morteiro iraquiano cerca de 150 metros à frente da linha de seus tanques.

A TF 4-70, os Leões Negros, avançaram pelo flanco direito. Conforme eles moviam-se para o ataque pelas posições de tiro, eles reportaram a presença de dois BRDM (veículos de reconhecimento) e muitos outros soldados iraquianos que se rendiam. Eles não atacaram os veículos por não ter confirmação das posições da infantaria que dava suporte à sua direita. Continuando seu avanço, eles encontraram a pouca distância um T-55 destruído e abandonado. Atrasados pelo que parecia ser um campo minado, eles se esforçaram para alcançar a força-tarefa desviando do obstáculo pela esquerda. "Limpando" a cidade ao norte, os leões negros uniram-se ao resto da força-tarefa e reestabeleceram contato com a equipe de suporte à direita.

As companhias C e D moveram-se lado a lado. Os comandantes das duas companhias foram incumbidos de encontrar cinco T-55. Eles encontraram os tanques 300 metros adiante e abriram fogo. Todos os tanques foram destruídos.

Conforme a força tarefa percorreu o objetivo, a brigada ordenou que o batalhão rapidamente se movesse para o norte a fim de limpar uma área para artilharia MLRS que atacaria a cidade. Persistente resistência de dentro da cidade resultou na barragem do avanço da artilharia. O corpo principal foi capaz de se mover rapidamente, mas os elementos de trilha que levavam os prisioneiros de guerra atrasaram a missão de fogo. Às 08h50 a área estava limpa e a missão da artilharia foi executada. Neste momento a Brigada de ferro continuou a marchar para nordeste.

Durante a batalha de Al Busayyah, a armada 20-70 capturou 16 soldados inimigos e destruiu vários veículos, incluindo sete tanques, 2 BRDMs, um BMP, e outros 25 veículos.

Depois de Al Busayyah, a brigada continuou seu movimento para nordeste, esperando travar ao longo da fase de Linha Novo México. Perto das 12h30 e leste de Python, a força-tarefa deteve a marcha para reabastecimento de veículos e munições. A Brigada de Ferro lutaria na Batalha do cume de Medina no dia seguinte.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]