Batalha de Bilbao

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Batalha de Bilbao
Parte da Guerra Civil Espanhola
Frente del Norte - Spanish Civil War (March-Sept 1937).svg
A Frente Norte. Bilbao está na direita da área vermelha
Data 12 de junho de 1937 - 19 de junho de 1937
Local Biscaia, norte de Espanha
Desfecho Vitória nacionalista
Beligerantes
Espanha Nacionalistas
Flag of Italy (1861-1946).svg Corpo Truppe Volontarie
Espanha Segunda República Espanhola
Forças
60.000 nacionalistas
15.000 italianos
50 mil tropas e milicianos
Baixas
Nacionalistas:desconhecidas

Itália: 105 mortos, 427 feridos e três desaparecidos
desconhecidas

45° 15′ N 2° 55′ W

A batalha de Bilbao ou batalha de Bilbau foi uma batalha que fez parte da Campanha do Norte, durante a Guerra Civil Espanhola, na qual o Exército Nacionalista capturou a cidade de Bilbau e as partes restantes do País Basco ainda sob controle da Segunda República Espanhola.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Bilbau era a capital da região basca autônoma estabelecida pela República após o início da guerra. Esta autonomia fora pelo apoio dos Nacionalistas Bascos à República. O povo basco habita na sua maioria nas províncias espanholas de Navarra, Álava, Gipuzkoa e Biscaia. Os nacionalistas bascos exerciam o controlo destas duas últimas províncias. Navarra e Álava tinham unido-se aos nacionalistas espanhóis contra a República.[1]

As tropas nacionalistas espanhóis assumiram o controle de Gipuzkoa no início da guerra, e com a queda de Irún em agosto e a de San Sebastián em 13 de setembro de 1936,[2] isolaram o País Basco e o território no norte da Espanha sob controle Republicano da fronteira francesa. Em 31 de março, os nacionalistas, liderados pelo general Mola, lançaram uma ofensiva contra a província de Biscaia. As tropas bascas tiveram que se retirar e em junho as tropas nacionalistas chegaram aos arredores de Bilbau.

A batalha[editar | editar código-fonte]

Até 11 de junho de 1937, as forças bascas tinham se retirado para a cidade de Bilbau, a qual era defendida por uma série de fortificações chamadas "Anel de Ferro de Bilbau". Estas eram mal projetadas para a defesa[3] por utilizarem um conceito de defesa antiquado, semelhante ao das fortificações da Primeira Guerra Mundial, e por isso era vulneráveis as armas modernas de guerra, como aviões e artilharia, e dispondo de apenas 30 mil soldados para defendê-las (apesar de ser concebido para ser defendida por 70.000), e portanto, o Anel de Ferro foi facilmente superado pelas forças nacionalistas.[4][5]

O anel foi rompido por um assalto da infantaria apoiada por pesado bombardeio de artilharia e aéreo (150 canhões e 70 bombardeiros). Em 12 de junho, o Exército Republicano espanhol lançou um ataque como manobra de diversão contra Huesca, a fim de interromper a ofensiva, mas os nacionalistas continuaram o seu avanço. Na noite de 13 de junho, os defensores evacuaram a maioria da população civil da cidade, e, em 18 de junho, o general Ulibarri retirou as suas restantes tropas de Bilbau com os nacionalistas a conseguirem ocupar a cidade no dia seguinte.

As pontes da cidade tinham sido destruídas para impedir o avanço dos atacantes, mas a cidade permaneceu quase intacta.[6]

Referências

  1. Jackson, Gabriel (1965). The Spanish Republic and the Civil War, 1931–1939. [S.l.: s.n.] p. 384 
  2. Hugh Thomas (2001). The Spanish Civil War Rev. ed. New York: Modern Library. p. 397. ISBN 0375755152 
  3. Gabriel Jackson, pp. 380-384.
  4. (em basco) Josu CHUECA:«Burdin Gerrikoa puskatuta», 36ko Gerra orain.
  5. (em espanhol) Imanol VILLA:«El Cinturón de Hierro», El Correo, 11 de fevereiro de 2007.
  6. Antony, Beevor (2006). The Battle for Spain. The Spanish Civil War, 1936–1939. Londres: Penguin Books. p. 236. ISBN 014303765X