Batalha de Caiboaté

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A Batalha de Caiboaté, ocorrida em 10 de fevereiro de 1756, foi uma das mais sangrentas batalhas da Guerra Guaranítica, na qual cerca de 1.500 índios guaranis perderam a vida confrontando os exércitos espanhol e português, incluido o grande líder Sepé Tiaraju.

A batalha foi travada na localidade de Caiboaté Grande, interior da cidade de São Gabriel. Hoje nessa localidade há um monumento em homenagem as vidas perdidas nessa batalha, há também uma cruz de 5 metros de altura em alvenaria que substituiu uma cruz de toras de madeira cravada no local por padres jesuítas logo após a batalha. Do ponto de vista militar, tratou-se mais de um massacre que de uma batalha propriamente dita. Com duração de pouco mais de uma hora, do lado dos índios missioneiros é de se supor que não havia nenhuma artilharia, e mesmo armas de fogo em profusão. Fala-se na disposição das tropas indígenas em um formato de meia lua, dispostas frontalmente as tropas luso-hispânicas. No entanto, não se retrata tal formação como sendo concôva ou convexa, nem qual sua finalidade, se havia disposição organizada das tropas, pelotões de cavalaria e infantaria distintos. Pela disparidade das baixas, cerca de dez mortes do lado vencedor e mil e quinhentas do lado perdedor, é também de se supor, tratar-se o "exército" missioneiro como uma massa de campônios liderada por alguns indigenas comissionados oficiais pelos jesuítas. Do lado luso-hispânico, havia entre os espanhois, poucos praças regulares, mais voluntários arregimentados junto a fronteira em sua imensa maioria, atraídos por promessas de saque. Pelos portugueses, todos eram soldados e oficiais regulares, servidos por duas centenas e meia de escravos negros, artilhados com nove peças de bronze e três canhoneiras pequenas de ferro. Houve, sempre no campo das pressuposições baseadas nos parcos relatos da campanha, cobertura de artilharia sobre o avanço central da infantaria, e o envolvimento nos dois flancos pela cavalaria aliada, coisa que perpetuou-se ainda mais apenas para dar azo a faina assassina dos muitos irregulares fronteiriços.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Brasil, Assis (general). Batalha de Caiboaté. Porto Alegre. Ed Livraria do Globo 1957.
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Estratégia indigena

A formação de meia lua foi muito usada pelos indígenas do mundo todo, como se fosse uma regra entre os nativos, a princípios todos obtiveram sucesso como as tribos zulus na africa contra o império Inglês, trata-se de uma formação de defesa e contra ataque levando em consideração o exercito adversário ser maior e preparado , concentra-se o grosso dos índios na parte central chamando o fogo inimigo ou a cavalaria pesada para o embate , enquanto ocorre isso duas pequenas partes se deslocam a grande velocidade para os flancos e ao decorrer da batalha fecha-se criando um bolsão indo da meia lua ao circulo fechado usando flechas e lanças , bordunas e poucas armas de fogo levando o inimigo ao embate direto, no caso dos espanhois, portugueses usavam armaduras que limitavam o locomover e a batalha direta com o sabre e lanças os deixando em desvantagem, infelizmente não tinham conhecimento das canhoeiras de longo alcance e fogo pesado e antes que se fechasse o circulo a parte central já havia perdido quase toda sua resistência, os deixando com a cavalaria pesada enquanto se direcionava os canhões para os flancos junto com uma parte da artilharia de bacamartes, desbaratando totalmente os índios que não conseguiram se aproximar suficiente para o uso das flechas e lanças.