Batalha de Capetron

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Batalha de Capetron
Guerras bizantino-seljúcidas
Data 10 de setembro de 1048
Local Anatólia, no Thema da Ibéria
Desfecho Vitória seljúcida
Beligerantes
Império Bizantino
Reino da Geórgia Reino da Geórgia
Império Seljúcida Império Seljúcida
Comandantes
Império Bizantino Catacalo Cecaumeno
Reino da Geórgia Liparites IV
Império Seljúcida Ibraim Inal
Império Seljúcida Cutalmixe
Forças
50 000 desconhecida
   

A Batalha de Capetron[1] (Kapetron ou Kapetrou) foi travada entre os exércitos reunidos do Império Bizantino e do Reino da Geórgia contra o Império Seljúcida em 10 (ou 18) de setembro de 1048. Ela foi o ápice da expedição anatólica de Ibraim Inal, um irmão do sultão Togrul.

Contexto[editar | editar código-fonte]

O imperador bizantino Constantino IX Monômaco enviou uma mensagem ao líder militar georgiano Liparites IV, a quem os bizantinos haviam ajudado num confronto contra o rei Bagrate IV, para que se juntasse a ele para conter o avanço seljúcida. Constantino também manteve uma estratégia defensiva para dar tempo dos reforços georgianos chegarem.

Prelúdio e a batalha[editar | editar código-fonte]

A batalha foi precedida pela completa destruição de Arzen (ou Artze), um vibrante centro comercial no Tema da Ibéria (perto da atual cidade de Erzurum, na Turquia) pelas forças turcas. Um exército combinado bizantino-georgiano de 50 000 homens, comandado por Aaronios, Catacalo Cecaumeno e Liparites se encontrou frontalmente com as forças turcas em Capetron (atual Hasan Kale). Numa feroz batalha noturna, os aliados cristãos não conseguiram nenhuma vitória e Ibraim Inal conseguiu deixar o território bizantino em segurança, carregado de espólios e escravos, incluindo o comandante georgiano Liparite. O imperador posteriormente enviou resgates ao sultão seljúcida Togrul, que, contudo, recusou-os e soltou Liparites na condição de que ele jamais lutasse novamente contra os seljúcidas.

Resultado[editar | editar código-fonte]

A devastação que os turcos deixaram para trás foi tão grande que o magnata bizantino Eustácio Boilas descreveu, em 1051-1052, a região como sendo "fétida e intratável... habitada por cobras, escorpiões e feras selvagens". O cronista árabe ibne Alatir relata que Ibraim levou consigo 100 000 escravos e um espólio tão grande que precisou ser carregado por 10 000 camelos[2].

Referências

  1. Williams 1904, p. 12.
  2. Paul A. Blaum (2005). Diplomacy gone to seed: a history of Byzantine foreign relations, A.D. 1047-57. International Journal of Kurdish Studies. (Online version)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Williams, Henry Smith (1904). The Historians' History of the World: The later Roman empire. [S.l.]: Outlook Company