Batalha de Cerro Corá

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Batalha de Cerro Corá
Guerra do Paraguai
CHICO DIABO atravessando com uma lança Solano López (Semana Illustrada n 485, 27.03.1870).JPG
Chico Diabo atravessando com uma lança Solano López (Semana Illustrada nº 485, 27/03/1870).
Data 01 de março de 1870
Local Cerro Corá, Paraguai
Desfecho Vitória brasileira, morte de Solano López
Beligerantes
Paraguai Paraguai Brasil Império do Brasil
Comandantes
ParaguaiSolano López Brasil José Antônio Correia da Câmara
Forças
450 4.500
Baixas
250 mortos, 3 canhões 155 mortos, 35 feridos, 5 canhões

A Batalha de Cerro Corá foi travada no dia 1 de Março de 1870 sobre uma colina rodeada pelo vale de mesmo nome, no nordeste do Paraguai. Esta foi a última batalha da Guerra do Paraguai.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 1870, uma coluna aliada, sob o comando do Coronel Bento Martins de Menezes, soube que López estava perto de Cerro Corá, e este retransmitiu a informação para o General José Antônio Correia da Câmara  em 18 de fevereiro. O General Bernardino Caballero estava em uma expedição em busca de alimentos com 40 homens, quando, no dia 1 de Março, a vanguarda aliada, sob o comando do Tenente Coronel Francisco Antonio Martins atacou este acampamento às 19 horas ao longo do Rio Aquidaban.[1]

Junto com a guarda pessoal de Francisco Solano López estavam um grupo de mulheres, liderados por sua amante Eliza Lynch. Este grupo era composto por esposas de soldados, filhas, e outros, que apoiaram os soldados chamados de "Las Residentas".

Batalha[editar | editar código-fonte]

A morte de Francisco Solano López sobre o Rio Aquidabán (por Adolfo Methfessel).

O Vice-Presidente Francisco Sánchez, e o Secretário de Estado Luis Caminos foram mortos tentando fugir. López foi cercado por seis membros da cavalaria, e depois de recusar a se entregar, disparando seu revólver, o cabo José Francisco de Lacerda (conhecido como "Chico Diabo") passou a sua lança no abdômen de López , ferindo-o mortalmente. Auxiliado pelo Capt. Francisco Argüello, ele fugiu das tropas brasileiras e chegou a Aquidabán-Niquil, mas não conseguiu subir o barranco por causa de seus ferimentos. Deixado sozinho, ele foi encontrado pelos brasileiros, mas se recusou a se render novamente, quando João Soares lhe deu um tiro por trás.[2]

Resultado[editar | editar código-fonte]

Paisagem de Cerro Corá (Amambai, Paraguai), visto a partir do topo de Cerro Muralla.

Após as forças brasileiras terem dado fim a López, eles se dirigiram aos civis, a fim de capturá-los. O filho mais velho de López e Eliza Lynch, Juan Francisco, que havia sido promovido a Coronel durante a guerra a idade 15 anos, estava com sua mãe. Os oficiais brasileiros disseram-lhe que se rendesse, e após responder "Onu coronel paraguayo nunca se rinde" (Um coronel paraguaio nunca se rende)[3] ele foi baleado e morto. Depois de saltar e cobrir o corpo de seu filho, Lynch exclamou:"¿Ésta es la civilización que han prometido?" (É esta a civilização que prometeram?)[3] (fazendo uma referência a alegação dos aliados de que pretendia libertar o Paraguai de um tirano e oferecer liberdade e civilização ao país). Ela, então, enterrou tanto López como seu filho com as suas próprias mãos, antes de ser levada como prisioneira.

Impacto cultural[editar | editar código-fonte]

Um filme paraguaio chamado Cerro Cora de 1978 foi produzido contando a história dos últimos dias da Guerra do Paraguai.

Referências

  1. Hooker 2008, p. 105-107.
  2. Hooker 2008, p. 107.
  3. a b Frutos & Scavone 2007, p. 106.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Filme Cerro Cora no Internet Movie Database (em inglês)