Batalha de Eylau

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Batalha de Eylau
Guerra da Quarta Coligação
Antoine-Jean Gros - Napoleon on the Battlefield of Eylau - Google Art Project.jpg
Napoleão no campo de Eylau, por Antoine-Jean Gros.
Data 78 de fevereiro de 1807
Local Preußisch Eylau, Prússia Oriental
Desfecho Vitória tática francesa
Estrategicamente inconclusiva
Beligerantes
Flag of France (1794-1815).svg Império Francês Rússia Império Russo
Flag of the Kingdom of Prussia (1803-1892).svg Reino da Prússia
Comandantes
Flag of France (1794-1815).svg Napoleão I Rússia Levin August
Flag of the Kingdom of Prussia (1803-1892).svg Anton Wilhelm von L'Estocq
Forças
75 000 soldados:[1]
Napoleão: 45 000
Ney: 14 500
Davout: 15 000
200 canhões
76 000 soldados:[1]
Benningsen: 67 000 russos
Lestoq: 9 000 prussianos
460 canhões
Baixas
10 000 – 15 000 mortos ou feridos[1] 15 000 – 20 000 mortos ou feridos[1]
+ 3 000 prisioneiros

A batalha de Eylau ou Batalha de Preussisch Eylau ocorreu em 7 de fevereiro de 1807, próxima à cidade de Preußisch Eylau, na Prússia Oriental, atualmente no Óblast de Kaliningrado, na Rússia. Nesta batalha sangrenta, opuseram-se, com resultados indefinidos, o exército de Napoleão Bonaparte e o exército russo sob o comando do general Benningsen.[2]

Contexto histórico[editar | editar código-fonte]

Depois de Napoleão derrotar a Prússia, o Czar Alexandre I decidiu confrontá-lo. O exército russo avançou para a Polônia.

A batalha[editar | editar código-fonte]

Franceses e russos se encontraram na Polônia, que fora repartida entre Prússia, Áustria e Rússia, no fim de 1806. Com o tempo frio e chuvoso e o solo lamacento, nenhuma batalha foi travada. Os russos recuaram para o leste. Acostumado a lutar sob condições climáticas extremas, o exército russo retomou a iniciativa no ano seguinte, no auge do Inverno. Como sempre, Napoleão respondeu com um contra-ataque agressivo. Seus planos, no entanto, foram descobertos pelo general russo Benningsen, que decidiu tomar uma posição defensiva a leste do vilarejo de Preußisch Eylau, na Prússia Oriental. Ali, 80 mil russos, com 400 canhões, aguardavam 46 mil franceses e 300 peças de artilharia que rumavam para Eylau.

Na manhã do dia 8 de fevereiro, sob uma tempestade de neve a -15°C, os combates tiveram início. Napoleão confiou seu ataque ao flanco direito, comandado pelo eficiente Davout, enquanto Benningsen tentava cercar o lado esquerdo do exército francês. Às 10 horas, os Russos reagiram. Napoleão respondeu com a infantaria de Augereau, que, com a visibilidade prejudicada, foi massacrada pela artilharia. Bonaparte decidiu então solicitar o avanço de Murat com seus 10 mil cavaleiros. Começava uma das maiores cargas de cavalaria já registradas. Custou a vida de 1,5 mil cavaleiros franceses e 4 mil soldados russos. Às 15 horas, já sem reservas, Napoleão soube da chegada de 8 mil prussianos para socorrer os russos.

As tropas de Davout começaram a ser repelidas. Porém, ao cair da noite e com sete horas de atraso, 8 mil homens sob o comando do marechal Ney reforçaram os franceses, permitindo que Dvout retomasse a ofensiva. Vendo sua principal rota de retirada ameaçada, Benningsen ordenou a retirada dos russos. A batalha custou 20 mil homens aos franceses, mais de um terço do exército, e os russos perderam 30 mil.

Consequência[editar | editar código-fonte]

A batalha foi uma verdadeira carnificina, mas não produziu resultado decisivo algum. A vitória esmagadora de Napoleão teria de esperar a primavera.

Referências

  1. a b c d Chandler, David (1966), The Campaigns of Napoleon., New York: Macmillan, pp. 536, 584, ISBN 0-02-523660-1
  2. Haythornthwaite, Philip J. (1996), «3», Die Hard! Famous Napoleonic Battles, Londres: Cassell 
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