Batalha de Grózni (1994–1995)

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Primeira Batalha de Grózni
Primeira Guerra Chechena
Evstafiev-Chechnya-BURNED.jpg
Em uma foto de Mikhail Evstafiev, um miliciano checheno se abriga atrás de um BMP-2 russo destruído.
Data 31 de dezembro de 1994 - 8 de fevereiro de 1995
Tiroteios em pequena escala continuaram até 6 de março.
Local Grózni, Chechênia, Rússia
Desfecho Vitória pírrica da Rússia
Beligerantes
 Rússia Flag of the Chechen Republic.svg Chechênia
Comandantes
Pavel Grachev
Ivan Babichev
Anatoly Kvashnin
Vadim Orlov
Lev Rokhlin
Vladimir Shamanov
Nikolay Staskov
Viktor Vorobyov
Ivan Savin 
Aslan Maskhadov
Turpal-Ali Atgeriev
Shamil Basayev
Ruslan Gelayev
Salman Raduyev
Akhmed Zakayev
Forças
60.000 (est.)
31 de Dezembro:
38.000 no total (6.000-10.000 entram em Grózni)
2.300 a 12.000
31 de Dezembro:
Até 1.000 (Oficialmente, estimativas Ocidentais vão até 5.000)
Baixas
1.426 mortos
≈500 desaparecidos
4.670 feridos
96 capturados (número oficial)
62 tanques destruídos
163 outros veículos blindados destruídos
6.900 mortos
471 captuados (Alegações Russas)

A Primeira Batalha de Grózni foi a invasão e conquista da capital da Chechênia, Grózni, pelo Exército Russo, nos meses iniciais da Primeira Guerra da Chechênia. O ataque durou de dezembro de 1994 a março de 1995, e uniu boa parte da nação chechena ao redor do governo separatista de Dzhokhar Dudayev.

O avanço inicial resultou em baixas muito pesadas do lado russo, e uma quebra quase total da moral no Exército Russo. Os russos precisaram de mais 2 meses de combates pesados e uma mudança total em suas táticas para conseguirem capturar a cidade. A batalha resultou em enorme destruição e mortes a população civil, e foi cenário do bombardeio mais pesado na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial[1]. Forças separatistas chechenas recapturaram a cidade em agosto de 1996, dando um fim à guerra.

Táticas[editar | editar código-fonte]

Ver também: Guerra urbana

Os combatentes chechenos possuíam a vantagem de conhecerem bem o território, além de estarem altamente motivados. Eles falavam e haviam sido educados em russo, e muitos tinham inclusive servido no exército da União Soviética. Muitos (assim como seus inimigos) portavam uniformes soviéticos. Unidades chechenas estavam divididas em grupos de combate de 15 a 20 integrantes, subdivididos em grupos de tiro com 3 ou 4 homens. Um grupo de tiro era composto por um atirador antitanque, comumente armado com um RPG-7 ou RPG-18 de fabricação russa, além de um metralhador e um infante. Para destruir veículos blindados russos em Grózni, cinco ou seis grupos de tiro eram postados no nível térreo, em segundos e terceiros andares, e em porões. Os franco-atiradores e metralhadores suprimiam a infantaria de suporte, enquanto os atiradores antitanque atacariam os blindados nos lados, topo e traseira[2].

A maioria dos combatentes chechenos, entretanto, eram milicianos indisciplinados ou que obedeciam ordens somente de seus comandantes de campo imediatos (que por vezes eram senhores da guerra informais), o que tornou a coordenação de batalha extremamente difícil para o comandante das tropas chechenas em Grózni, o coronel Aslan Maskhadov. As forças chechenas, que incluíam voluntários estrangeiros, possuíam um número limitado de armas pesadas, incluindo alguns poucos tanques T-62 e T-72. A maior parte das armas e equipamentos bélicos pesados estavam à disposição das tropas regulares.

Inicialmente, as tropas russas foram tomadas de surpresa, e suas colunas de veículos blindados - que deviam ter tomado a cidade sem dificuldades - foram dizimadas em combates semelhantes aos do Cerco de Budapeste, no final de 1944. Como medida de curto-prazo, os russos enviaram armas anti-aéreas autopropulsadas, dos tipos ZSU-23-4 e 9K22 Tunguska para atacar os chechenos, pois os canhões principais dos seus tanques não podiam se elevar o bastante para mirar nos grupos de fogo posicionados no alto de prédios, e as metralhadoras dos veículos não podiam suprimir o fogo de diversas equipes chechenas ao mesmo tempo.

Após fracassos iniciais, as tropas russas reforçaram seus números de infantaria e começaram um avanço sistemático pela cidade, com infantaria a pé dando suporte às colunas de tanques. Os russos também começaram a montar suas próprias emboscadas, movendo colunas de veículos blindados em direção a elas para atrair os combatentes chechenos.[2] Assim como havia sido feito durante a Batalha de Berlim em 1945, os tanques russos foram rapidamente equipados com "gaiolas" de tela de arame, distanciadas de 25 a 30 centímetros da blindagem dos tanques, para impedir as cargas explosivas perfurantes dos RPGs chechenos.[2][3]

Referências

  1. Williams, Brian Glyn (1 de março de 2001). «The Russo-Chechen War: A Threat to Stability in the Middle East and Eurasia?». Middle East Policy (em inglês). 8 (1): 128–148. ISSN 1475-4967. doi:10.1111/1475-4967.00012 
  2. a b c Grau, Lester W. (Janeiro de 1997). «Russian-Manufactured Armored Vehicle Vulnerability in Urban Combat: The Chechnya Experience». Red Thrust Star. Cópia arquivada em 9 de Julho de 2009 
  3. Beevor, Anthony (2002). Berlin: The Downfall 1945. [S.l.]: Penguin Books. pp. 316–319. ISBN 0-670-88695-5 
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