Batalha de Ilerda

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Batalha de Ilerda
Data 30 de julho 49 a.C. (Mayals)
Local Ilerda (atual Lérida) e zonas adjacentes, Hispânia
Resultado Vitória de César
Combatentes
Cesarianos Pompeianos
Comandantes
Júlio César Lúcio Afrânio Marco Petreio

A batalha de Ilerda enquadra-se na Segunda Guerra Civil da República de Roma. Após entrar em Roma, conquistada Itália, e saber que Pompeu fugira para Grécia, Júlio César ocupou-se das legiões de Pompeu na Hispânia, cobrindo assim a sua retaguarda para poder avançar seguro para Grécia.

Esta batalha foi travada no verão de 49 a.C.; primeiro em Ilerda, a atual Lérida, e depois a sul, entre os exércitos de Júlio César e Pompeu. Os exércitos estavam igualados em número, mas a habilidade de César e a experiência das suas tropas, treinadas nas guerras galas, provocaram que o bando de Pompeu se rendesse a César a 2 de agosto do mesmo ano.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Para selar a vitória nas terras da Hispânia, César devia combater o exército pompeiano situado junto à amuralhada Ilerda; assim, colocou o seu acampamento perto do pompeiano, liderado por Afrânio e Petreio.

Após uma cheia do Segre, quase em finais de junho, somente ficava em pé a ponte de Lérida e a cidade; ambos os exércitos situavam-se à margem direita, pelo qual, quando César procurou isolar o exército pompeiano da cidade e da ponte, foi rejeitado no Puig Bordell e estes conseguiram refugiar-se atrás dos muros de Ilerda.

No fim de junho era César que se encontrava isolado; assim, decidiu remontar o rio para poder cruzá-lo e fornecer-se, recebeu homens aliando-se com povos iberos e com a chegada de tropas da recém pacificada Gália.

Afrânio, temendo o seu assédio em Ilerda, decidiu marchar para Octogesa a sul, provavelmente quer a atual Mequinenza ou Riba-roja d'Ebre. Porém, foi perseguido pela cavalaria cesariana que cortou a passagem enfrentando-se em Mayals (41° 22′ N 0.5° 30′ O) em finais de julho.

César foi atacando com escaramuças o exército leal a Pompeu desmoralizando-o, provocando deserções e deixando-o sem abastecimento.

Afrânio tentou desesperadamente voltar para Ilerda, mas, estando encurralado e sem provisões, decidiu render-se sem quase lutar.

Referências[editar | editar código-fonte]