Batalha de Isandhlwana

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Batalha de Isandhlwana. Óleo sobre tela de Charles Edwin Fripp (1885)

Batalha de Isandlwana (grafia alternativa: Isandhlwana), em 22 de janeiro de 1879, foi o primeiro grande combate da Guerra Anglo-Zulu, entre o Império Britânico e o Reino Zulu. Onze dias depois que os britânicos começaram a invasão da Zululândia na África do Sul, uma força zulu de cerca de 20 mil guerreiros atacou uma parte da coluna principal britânica constituída por cerca de 1.800 soldados (coloniais e nativos) e talvez cerca de 400 civis.[1] Os zulus estavam equipados principalmente com lanças de ferro (azagaias) e escudos tradicionais,[2] mas também tinham um número significativo de espingardas e rifles antigos,[3] embora eles não tivessem sido formalmente treinados para utilizar este tipo de armamento.[4]

As tropas britânicas e coloniais dispunham das armas mais modernas da época:[5] rifles Martini-Henry e uma artilharia de montanha composta por dois canhões de 76 mm implantados como canhões de campanha,[6][7] bem como uma bateria de foguetes. No entanto, apesar da grande desvantagem tecnológica,[8] os zulus dominaram o inimigo, graças à sua superioridade numérica e falhas de liderança e táctica do lado dos soldados britânicos.[9] O exército britânico perdeu mais de 1.300 soldados e o exército Zulu perdeu cerca de mil homens.[10]

A batalha foi uma vitória decisiva para os zulus e causou a derrota da primeira invasão britânica da Zululândia.[11] O exército britânico sofreu sua pior derrota contra um inimigo indígena e com uma tecnologia muito inferior. A Batalha de Isandlwana acabou por fazer com que os britânicos tomassem uma abordagem muito mais agressiva na Guerra Anglo-Zulu, o que culminou em uma segunda invasão fortemente armada[12] e na destruição das esperanças do rei Cetshwayo de uma paz negociada com os europeus.[13]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Knight (2002), p. 49, Knight gives a total of 1,768 combat troops, not including wagon drivers and other civilians, of which there were some 350, Colenso, p. 263
  2. Christon I. Archer World History of Warfare, Univ of Nebraska Pr, 2008, ISBN 0-8032-1941-5, p.462 "They had a national army of twenty-five thousand men equipped with cowhide shields, assegais and clubs."
  3. Smith-Dorrien, Chapter 1B "It was a marvellous sight, line upon line of men in slightly extended order, one behind the other, firing as they came along, for a few of them had firearms, bearing all before them." eyewitness account, emphasis added
  4. Ian Knight, Angus McBride Zulu 1816–1906, Osprey Publishing, 1995, ISBN 1-85532-474-1, p. 25
  5. Lock, p. 40
  6. «Major D.D. Hall, "ARTILLERY IN THE ZULU WAR - 1879", in The South African Military History Society Military History Journal, Vol 4 No 4 - Zulu War Centenary Issue - January 1979». Consultado em 11 de outubro de 2014 
  7. John McAdam, FRGS, "The Role of the Royal Artillery during the Anglo Zulu War"
  8. Doyle, p. 118: "It was here ... the British Army suffered it worst ever defeat at the hands of a technologically inferior indigenous force." (emphasis added)
  9. Morris, pp. 366–367
  10. Ian Knight Rorke's Drift 1879 Osprey Publishing, 1996, ISBN 1-85532-506-3.
  11. Thompson, p.75 "Thus ended the first British invasion of Zululand." Knight (2003), p. 27 Map titled: "First invasion of Zululand".
  12. Morris, pp. 498–511, Chapter 'The Second Invasion'
  13. Spiers, p. 42, "... reports of the annihilation ... prompted the Cabinet to send reinforcements and galvanized interest in the war." Ian Knight, Zulu War, Osprey, 2004, p. 11, "The home government, embarrassed by Isandlwana, sought to restore British honour by despatching more reinforcements ..."

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Colenso, Frances E.; (assisted in those portions of the work that touch on military matters by Lieut.-Colonel Edward Durnford) (1880). History of the Zulu War and Its Origin. London: Chapman and Hall. ISBN 1-152-31729-6  Google books
  • Doyle, Peter; Bennett, Matthew R.. Fields of Battle, Kluwer Academic Publishers, 2002, ISBN 1-4020-0433-8, essay by Tony Pollard The Mountain is their Monument, pp. 118 ff
  • Gump, James O. (1996). The Dust Rose Like Smoke: The Subjugation of the Zulu and the Sioux. [S.l.]: Bison Books. ISBN 0-8032-7059-3 
  • Knight, Ian; Castle, Ian (1992). Zulu War 1879, Twilight of a Warrior Nation. [S.l.]: Osprey. ISBN 1-85532-165-3 
  • Knight, Ian (2002). Isandlwana 1879: The Great Zulu Victory. [S.l.]: Osprey. ISBN 1-84176-511-2 
  • Knight, Ian (2003). The Anglo-Zulu War. [S.l.]: Osprey. ISBN 1-84176-612-7 
  • Knight, Ian; Castle, Ian (2004). Zulu War. [S.l.]: Osprey. ISBN 1-84176-858-8 
  • Laband, John (2009). Historical Dictionary of the Zulu Wars. [S.l.]: Scarecrow Press. ISBN 0-8108-6078-3 
  • Lock, Ron; Quantrill, Peter (2002). Zulu Victory: The Epic of Isandlwana and the Cover-up. Johannesburg & Cape Town: Jonathan Ball Publishers. ISBN 1-86842-214-3 
  • Mitford, Bertrand (1883). Through the Zulu Country. London: Kegan Paul, Trench & Co. [1]
  • Morris, Donald R. The Washing of the Spears: A History of the Rise of the Zulu Nation under Shaka and Its Fall in the Zulu War of 1879 Da Capo Press, 1998, ISBN 0-306-80866-8.
  • Smith-Dorrien, Horace. Memories of Forty-eight Years Service, London, 1925.
  • Spiers, Edward M. . The Scottish Soldier and Empire, 1854–1902, Edinburgh University Press, 2006.
  • Thompson, Paul Singer (2006). Black soldiers of the queen: the Natal native contingent in the Anglo-Zulu War. [S.l.]: University of Alabama Press. ISBN 0-8173-5368-2 
Ícone de esboço Este artigo sobre a África do Sul é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.