Batalha de Jericó

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Batalha de Jericó
Parte da(o) Conquista israelita de Canaã
Prise de Jéricho.jpg
A Tomada de Jericó, por Jean Fouquet
Data Era do Bronze
Local Jericó
Desfecho Vitória israelita decisiva.
Combatentes
Israelitas Cananeus
Principais líderes
Josué Reino de Jericó
Forças
8000 homens 500
Vítimas
Desconhecido Quase 2500

A Batalha de Jericó, representa uma das mais gloriosas vitórias dos israelitas quando conquistaram a terra de Canaã. A cidade de Jericó, localizada na margem oeste do rio Jordão, era uma cidade fortificada com altos e largos muros.

Na Bíblia, no Antigo Testamento, no livro de Josué 5:13-6:27, é relatado que após os israelitas atravessarem o rio Jordão, cercaram a cidade por 7 dias, e as muralhas desmoronaram com o poder divino e então a cidade foi invadida e totalmente destruída, sob a liderança de Josué. Segundo o livro judaico que narra a história da campanha, a população de Jericó foi completamente chacinada (homens, mulheres, crianças e animais). Apenas a família de Raabe foi poupada. Seguindo ordens de Deus, Josué amaldiçoou qualquer homem que tentasse reconstruir a cidade e depois partiu para novas conquistas.[1]

Em 2000, uma equipe de escavação italiana sob a supervisão de Lorenzo Nigro datou duas amostras que foram tomadas de um edifício de Jericó onde havia restos da destruição final da Idade do Bronze. As datas indicadas para as duas amostras foram 1.347 BC + / -85 e 1597 aC + / -91 , dando um quadro total entre 1688 e 1262 aC.[2] Estas datas permitem matematicamente uma possível destruição em 1400 aC, como evidencia a cronologia bíblica.

Essa narrativa tem sido alvo de muita crítica, obviamente em virtude do importante papel do elemento sobrenatural nessa narrativa. A pergunta é: Qual história a arqueologia nos conta? A cidade de Jericó é um dos ajuntamentos mais antigos do mundo. Os registros humanos ali encontrados fornecem informações sobre quase todos os períodos do início da história. 

Entre os objetos mais antigos ali encontrados, temos machados, picaretas e foices, feitos de pedra, madeira e osso. Além disso, foram encontradas ali também uma muralha de quase seis metros e uma torre de 7,7 metros de altura com 8,5 metros de diâmetro. Construções que se destacam como obras muito a frente do seu tempo, mostrando que, provavelmente, já havia na cidade uma organização social capaz de mobilizar pessoas e recursos.

Desse período de Jerico em diante, as muralhas foram os elementos construtivos mais facilmente descobertos nas antigas cidades da terra de Israel, principalmente na chamada Idade do Bronze (3.300 a.C. até 1.200 a.C.). A presença dessas estruturas aponta para uma situação em que conflitos eram comuns, possivelmente entre cidades, tornando a proteção uma necessidade.

Através da escavação de Tell es-Sultan, local da antiga cidade de Jericó, e outros sítios, arqueólogos perceberam que o apogeu da civilização cananita teve lugar, provavelmente, entre 1.800 a.C. e 1.500 a.C. Tempo em que essas cidades floresciam cultural e tecnologicamente. Para o leitor da Bíblia, cabe lembrar que esse período corresponde, aproximadamente, à época em que os descendentes de Jacó moraram no nordeste do Egito. O curioso é que no fim desse período, século 18 a.C., as muralhas de Jericó alcançaram o apogeu de sua estrutura, tornando-se mais altas e com uma inclinação artificial na parte inferior, recurso que impedia o inimigo de atacar a cidade utilizando aríetes e escadas.

O mais interessante é que aproximadamente no período correspondente ao início da conquista israelita, os vestígios da cidade mostram que ela estava destruída e sem habitantes. Como aquelas poderosas muralhas foram derrubadas? John Garstang, que estudou a cidade entre 1930 e 1936, observou que as muralhas foram derrubadas não de fora para dentro, como se esperaria em uma invasão, mas de dentro para fora. 

A primeira explicação é de que um terremoto poderia ter feito isso. Mas existe outro elemento incomum: a cidade possui marcas de ter sido incendiada nesse período. Como é possível haver terremoto e incêndios associados nesse caso? Uma explicação seria um vulcão, mas não há vulcões ali. A possibilidade que resta, portanto, é de o incêndio foi causado por um exército invasor.

Vamos recapitular os fatos: as ruínas da cidade mostram que o período em que suas muralhas estiveram mais fortificadas é a época em que o povo de Israel esteve no Egito; após essa época, os vestígios apontam para uma cidade destruída e desabitada; as muralhas não ruíram em virtude de um ataque, de fora para dentro, mas de dentro para fora e; a cidade foi incendiada. Ora, todos esses fatos parecem confirmar o relato bíblico.

Referências

  1. Carbon 14 Dating at Jericho
  2. Marchetti , Nicolo e Nigro , Lorenzo , eds. Quaderni di Jericó 2 de 2000 , 206-207 , 330, 332
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