Batalha de Myeongnyang

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Batalha de Myeongnyang
Guerra Imjin
Navalzhugenu2.jpg
Data 26 de outubro de 1597 (16 de setembro, de acordo com o calendário chinês;, 13 de setembro, de acordo com o calendário coreano)
Local Estreito de Myeongnyang, próximo a Ilha de Jindo
Mar Amarelo
Desfecho Vitória coreana decisiva[1][2][3][4]
Beligerantes
Toyotomi mon.png Japão Flag of the king of Joseon.svg Dinastia Joseon (Coreia)
Comandantes
Tōdō Takatora
Katō Yoshiaki
Kurushima Michifusa
Wakizaka Yasuharu
Mōri Takamasa
Kan Michinaga
Kuki Yoshitaka
Yi Sun-sin
Kim Eok-chu
Kim Ung-ham
Ahn Wi
Song Yeo-jong
Forças
330 embarcações (incluindo 130 navios de guerra)
[5][6][7][8][9][10][11][12][13][14]
13 navios de guerra (estimado)
[4][15]
Baixas
30 navios encalhados (segundo o almirante Yi)[16]
30 navios afundados (estimativas modernas)[11][12][13][14]

Metade dos soldados japoneses foram mortos ou feridos[17]
Nenhum navio perdido[11][12][13][14][18]
2 soldados mortos e 3 feridos no navio capitânia de Yi Sun-sin (segundo o almirante Yi)[18]
8 afogados no navio de Ahn Wi

A Batalha de Myeongnyang, travada em 26 de outubro de 1597 (no calendário gregoriano), foi uma importante batalha naval travada entre a marinha do Reino de Joseon (atual Coreia), liderada pelo almirante Yi Sun-sin, e a frota japonesa no estreito de Myeongnyang, na costa da Península Coreana do Mar Amarelo, próximo à Ilha Jindo. Terminou como uma importante vitória para os coreanos.[19]

A batalha[editar | editar código-fonte]

Em 1592, o Japão de Toyotomi Hideyoshi, aproveitando-se das intrigas internas na Dinastia Joseon, havia declarado guerra contra os coreanos, com o intuito inicial de tomar o Mar Amarelo e lançar sua invasão da Península da Coreia e da China. Isso levaria a uma sangrenta guerra, que ceifaria milhares de vidas em ambos os lados.[20] Para lidar com a frota japonesa que se aproximava da costa coreana, o almirante Yi Sun-sin foi apontado como Comandante Supremo da marinha de Joseon.

Com apenas 12 navios de guerra disponíveis, após a derrota de Won Gyun na Batalha de Chilcheollyang (agosto de 1597), o almirante Yi decidiu levar o que sobrou de sua armada para o estreito de Myeongnyang para montar uma "última defesa" contra o avanço da marinha japonesa, que navegava para apoiar o seu exército em terra pelo território coreano, tentando avançar contra Hanyang, a capital da Dinastia Joseon.[19]

O real tamanho da frota japonesa que lutou contra o almirante Yi não é certo; o tamanho da armada japonesa, segundo algumas fontes, varia de 120 a 330 navios, sendo que muitas destas embarcações (talvez a maioria) não eram militares, utilizadas para transporte de tropas e suprimentos.[5][6][7] Independente do real número, todas as fontes indicam que a marinha do Japão superava em números, e muito, a frota coreana, numa vantagem de, pelo menos, dez para um.[13][14][21]

Ciente da sua inferioridade numérica, o almirante Yi Sun-sin preparou uma emboscada, atraindo os navios japoneses para a costa rochosa e estreita, cheia de correntezas repentinas, do estreito de Myeongnyang. Conforme Yi havia previsto, os navios japoneses ficaram desorientados e acabaram colidindo com as rochas e sendo arrastados para as encostas. Encalhados e sem chance de reagir, os japoneses eram presas fáceis para as embarcações coreanas, que abordavam os navios inimigos e chacinavam suas assustadas tripulações. No total, mais de 30 navios japoneses foram perdidos na batalha, ao custo de nenhuma embarcação coreana afundada. Tōdō Takatora, o comandante da frota japonesa, foi ferido e a cadeia de comando ficou prejudicada pois vários de seus oficiais subalternos acabaram sendo mortos ou feridos também. Sem alternativa, os japoneses debandaram da forma como podiam.[22]

Dado a desvantagem numérica demasiada, esta batalha naval é resguardada como um dos maiores sucessos históricos do almirante Yi e uma derrota humilhante para os japoneses. Mesmo assim, a marinha de Joseon ainda se via em menor número, o que forçou Yi a recuar para poder reabastecer suas forças e abrir caminho para defesas mais móveis.[23] Com o recuo dos coreanos, o Japão voltou a fazer incursões na costa coreana, perto da região de Honam.[24][25]

Referências

  1. «Tokyo university's Library» 
  2. «적선 서른 척을 쳐부수자 적선들은 물러나 달아나 버리고 다시는 우리 수군에 감히 가까이 오지 못했다» 
  3. «至右水營前洋, 與統制使接戰, 倭賊爲半死傷» 
  4. a b «The official record of Todo Takatora, 高山公實錄, Tokyo University». Arquivado do original em 12 de janeiro de 2018 
  5. a b Yi, Sun-sin (edited by Sohn, Pow Key) 1977 "Nanjung Ilgi: War Diary of Admiral Yi Sun-Sin." Republic of Korea: Yonsei University Press, p. 312
  6. a b Yi, Sun-sin, (traduzido por Ha, Tae-hung) 1979 "Imjin Changch'o: Admiral Yi Sun-Sin's Memorials to Court." Republic of Korea: Yonsei University Press, p. 226
  7. a b «船數則一百二十餘隻» 
  8. 李舜臣, 李忠武公全書, 金屬活字本(丁酉字),內閣, 正祖 19(1795)
  9. 李舜臣, 李忠武公全書, 朝鮮硏究會,京城 , 大正6(1917)
  10. «Tokyo university's Library». Arquivado do original em 1 de outubro de 2015 
  11. a b c James B. Lewis, The East Asian War, 1592–1598 ; International relations, violence, and memory, Routledge Press, 150p (2014)
  12. a b c «Routledge» 
  13. a b c d Samuel Hawley, The Imjin War, Royal Asiatic Society, Korea Branch ; Institute of East Asian Studies, University of California, 302p (2005)
  14. a b c d «the National Assembly Library of Japan» 
  15. Hawley, Samuel (2005) "The Imjin War: Japan's Sixteenth-Century Invasion of Korea and Attempt to Conquer China", p. 482.
  16. Yi Sun-sin, Nanjung Ilgi, p. 314
  17. «與統制使接戰, 倭賊爲半死傷». Consultado em 12 de janeiro de 2018 
  18. a b Yi Sun-sin, Nanjung Ilgi, p. 315
  19. a b «"The Sea and Civilization: A Maritime History of the World"». books.google.com.br . Página acessada em 13 de janeiro de 2018.
  20. Eikenberry, Karl W. "The Imjin War". Military Review 68:2 (Fevereiro de 1988), pp. 74–82.
  21. «The National Assembly Library of Japan» 
  22. «The official record of Todo Takatora, 高山公實錄, Tokyo University». Arquivado do original em 5 de março de 2016 
  23. Yi Sun-sin, Nanjung Ilgi, 17 de setembro – 2 de outubro de 1597 (calendário lunar chinês)
  24. «Annals of the Joseon Dynasty». Consultado em 9 de dezembro de 2013 
  25. «Annals of the Joseon Dynasty». Consultado em 19 de agosto de 2014 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ha, Tae-hung (traduzido por) 1979, Imjin Changch'o: Admiral Yi Sun-Sin's Memorials to Court. Republic of Korea: Yonsei University Press.
  • Hawley, Samuel 2005, The Imjin War: Japan's Sixteenth-Century Invasion of Korea and Attempt to Conquer China. República da Coreia e EUA: Republicado pela Royal Asiatic Society e Institute of East Asian Studies, Universidade da Califórnia, Berkeley.
  • Turnbull, Stephen, 2002, Samurai Invasion: Japan's Korean War. Great Britain: Cassell & Co.
  • Sŏng-nyong Yu (translated by Byonghyon Choi), 2002, The Book of Corrections: Reflections on the National Crisis During the Japanese Invasion of Korea, 1592–1598: Institute of East Asian Studies, Universidade da Califórnia, 1 de janeiro de 2002;
  • Sohn, Pow Key, 1977, Nanjung Ilgi: War Diary of Admiral Yi Sun-Sin. Republic of Korea: Yonsei University Press.
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