Batalha de Nova Cartago (206 a.C.)

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Batalha de Nova Cartago.
Segunda Batalha de Cartago Nova
Segunda Guerra Púnica
Data Fim de 206 a.C.
Local Cartago Nova, Hispânia (moderna Cartagena)
Casus belli Controle da Península Ibérica
Desfecho Vitória romana
Beligerantes
República Romana República Romana Cartago Cartago
Comandantes
República Romana Desconhecido Cartago Magão Barca
Cartago Nova está localizado em: Espanha
Cartago Nova
Localização do Cartago Nova no que é hoje a Espanha

A Segunda Batalha de Cartago Nova foi travada entre os exércitos cartagineses sob o comando de Magão Barca e as forças da República Romana perto de Cartago Nova em 206 a.C.. Foi uma tentativa cartaginesa de recuperar a cidade depois de sua captura três anos antes.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Depois da derrota cartaginesa na Batalha de Ilipa, os turdetanos desertaram em massa para o lado romano e Asdrúbal Giscão e Magão Barca acabaram confinados com suas tropas em Gadir, inacessível a um assalto romano. Terminado o motim de Sucro e a Revolta de Indíbil e Mandônio, Públio Cipião Africano enviou Caio Lúcio Marco Sétimo por terra e Caio Lélio por mar, que obtiveram, ambos, vitórias na Batalha do Guadalquivir e na Batalha de Carteia, reduzindo as possessões cartaginesas na Península Ibérica à cidade de Gadir.

Batalha[editar | editar código-fonte]

Magão Barca embarcou suas forças, na época composta por uns poucos milhares de homens e alguns poucos barcos, e, seguindo pela costa, chegou até Cartago Nova, onde ancoraram os navios e desembarcaram as tropas, mas a guarnição romana, cujo nome do líder é desconhecido, rechaçou o ataque[1].

Consequências[editar | editar código-fonte]

Magão Barca retornou derrotado a Gadir, onde os cidadãos lhe cerraram as portas e iniciaram as negociações com os romanos para uma rendição, obrigando o general cartaginês a abandonar a cidade[2] e seguir para as Baleares, onde passou o inverno em Porto Magão (moderna Maó), zarpando no ano seguinte para o norte da Itália para tentar sublevar os lígures.

Referências

  1. Lívio, Ab Urbe Condita XVIII 36.7-9
  2. «La conquista bárquida». Revista Cartagena Histórica (em espanhol)