Batalha de Rovine

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Batalha de Rovine
Guerras otomanas na Europa
Data 17 de maio de 1395
Local Rovine, Valáquia
Desfecho Vitória tática da Valáquia[1][2][3][4]
Vitória pírrica otomana
Beligerantes
Valáquia Valáquia Império Otomano Império Otomano
Comandantes
Valáquia Mircea I Império Otomano Bajazeto I
[[Imagem:|22x20px|border |alt=]] Príncipe Marco  
Sérvia Constantino Dragases  
Estêvão Lazarević
22x20px Kostadin Balšić
Baixas
Pesadas Pesadas

A Batalha de Rovine foi travada em 17 de maio de 1395[5] entre o exército da Valáquia, liderado pelo voivode Mircea I, e as forças invasoras otomanas lideradas pelo sultão Bajazeto I. O exército otomano enfrentou uma força valáquia muito menor. Diz a lenda que, na véspera da batalha, vestido como um emissário da paz, Mircea conversou com Bajazeto e pediu-lhe que deixasse a Valáquia em troca de permissão para atravessá-la. O sultão teria insistido em lutar.

Batalha[editar | editar código-fonte]

É certo que o combate ocorreu perto do rio Argeș,[6] mas o local exato é tema de disputa, apesar de diversos historiadores confirmarem que ela teria ocorrido em território valáquio.[1][2][3][4] No combate, o papel preponderante foi dos arqueiros valáquios, que devastavam as fileiras otomanas tão logo iniciavam o ataque[7] e há relatos do sol sendo bloqueados pela grande quantidade de flechas atiradas pelos valáquios. Uma carga da cavalaria valáquia então teria sido suficiente para colocar em fuga as tropas otomanas, que tentaram fugir em desordem através do Danúbio, com grandes perdas.

Participaram desta batalha, como vassalos turcos, o déspota Estêvão Lazarević (que ainda era apenas um grão-príncipe) e o rei Marko, o mais poderoso senhor feudal sérvio.

Outra hipótese[editar | editar código-fonte]

Alguns defendem que os combates teriam durado uma semana e não um dia. A batalha, feroz, teria terminado com pesadas perdas para ambos os lados e com o recuo de ambas as forças. Ainda que os valáquios tenham de fato conseguido repelir os otomanos, eles teriam conseguido defender melhor sua retaguarda por causa da guarda pessoa do sultão (os janízaros). Este teria sido o ponto inexpugnável da defesa otomana e que seria colocado em prática com grande sucesso no ano seguinte na famosa Batalha de Nicópolis: um avanço que se tornaria a principal marca das táticas militares otomanas até o século XVIII. O exército de Mircea, depois de sofre pesadas perdas e incapaz de romper a linha defensiva no acampamento otomano, acabou tendo que recuar. Seja como for, esta batalha permanece sendo uma das principais da história da Romênia.[6]

Referências

  1. a b John V. A. Fine. The Late Medieval Balkans: A Critical Survey from the Late Twelfth Century to the Ottoman Conquest. [S.l.]: University of Michigan Press, 1994, ISBN 0-472-08260-4, ISBN 978-0-472-08260-5 
  2. a b Norman Angell. Peace Theories and the Balkan War. [S.l.]: Kessinger Publishing, 2004, ISBN 1-4191-4050-7, ISBN 978-1-4191-4050-1 
  3. a b Jim Bradbury. The Routledge Companion to Medieval Warfare. [S.l.]: Routledge, 2004, ISBN 0-415-22126-9, ISBN 978-0-415-22126-9 
  4. a b Norman L. Forter, Demeter B. Rostovsky. The Roumanian Handbook. [S.l.]: Ayer Publishing, 1971, ISBN 0-405-02747-8, ISBN 978-0-405-02747-5 
  5. Ostrogorsky, George. History of the Byzantine State, p.551. Published by Rutgers University Press, 1969. ISBN 0-8135-1198-4.
  6. a b Dan Ioan Mureşan. «Avant Nicopolis: observations sur la campagne de 1395 pour le contrôle du Bas-Danube» 
  7. Cronica bulgară la I. Bogdan, Ein Beitrag zur bulgarischen und serbischen Geschichtschreibung, în Archiv für slavische Philologie, p. 530.