Batalha de Tejucupapo

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Em 1646, o ano do acontecimento, o distrito possuía apenas uma rua larga, quase uma praça, ladeada por casas simples, destacando-se ao final dela a Igreja de São Lourenço de Tejucupapo, de arquitetura jesuítica, como acontecia com as igrejas erguidas no início da colonização. Mesmo não se conhecendo com exatidão a data real de sua construção, os indícios existentes remontam a meados do século XVII, sabendo-se, com segurança, que em 1630 ela já existia.

Naquele ano os holandeses já haviam praticamente perdido o domínio que durante algum tempo mantiveram sobre quase todo o território pernambucano, e como se encontravam cercados e necessitando desesperadamente de alimentos, cerca de 600 deles, saídos por mar do forte Orange, na ilha de Itamaracá, sob o comandado do almirante Lichthant, tentaram ocupar Tejucupapo, onde esperavam encontrar a farinha de mandioca e o caju que as circunstâncias do momento haviam transformado em produtos pelo qual valia a pena arriscar-se em combate. Segundo os historiadores, eles escolheram justamente o domingo para realizar a investida porque era nesse dia que os homens do vilarejo costumavam ir ao Recife, a cavalo, para vender nas feiras da capital os produtos da pesca. Sendo assim, a localidade estaria menos protegida, acreditavam os holandeses.

Mas foram frustrados em sua intenção porque, segundo alguns relatos, a informação de que se aproximavam iniciou a reação da pequena e valente população local, que tendo à frente quatro mulheres - Maria Camarão, Maria Quitéria, Maria Clara e Joaquina - lutou bravamente contra os invasores, enquanto os poucos homens que haviam permanecido na localidade ocupavam-se em emboscar os assaltantes, atacando-os à bala e não lhes dando sossego. Os registros informam que elas ferveram água em tachos e panelas de barro, acrescentaram pimenta, e escondidas nas trincheiras que haviam cavado, atacavam os holandeses com a mistura jamais esperada por eles. Seus olhos eram os principais alvos, e a surpresa o melhor ataque. Como saldo da escaramuça, mais de 300 cadáveres ficaram espalhados pelo vilarejo, sobretudo flamengos. A batalha durou horas, mas naquele 23 de abril de 1646 as mulheres guerreiras do Tejucopapo saíram vitoriosas..

A pesquisa arqueológica permitiu a recuperação do perímetro do fosso e a identificação da localização da paliçada que o cercava. No local do confronto há um obelisco (na ilustração, vestígio de um baluarte e de trecho do fosso que circundava a fortificação) implantado pelo Instituto Arqueológico, no qual foram assentadas 3 placas com os seguintes dizeres:

1º - Aqui, em 1646; as mulheres de Tejucupapo conquistaram o tratamento de heroínas por terem com as armas, ao lado dos maridos, filhos e irmãos, repelido 600 holandeses que recuaram derrotados. Memória do Instituto Arqueológico em 1931.

2º - A Polícia Militar homenageia os trezentos e cinquenta anos do feito memorável das Heroinas do Tejucupapo, patenteando a bravura do povo pernambucano. 23 de abril de 1996.

3º - Os poderes Executivo e Legislativo de Goiana celebram solenemente os 350 anos da batalha do Monte das Trincheiras, conhecida pela epopéia das Heroinas de Tejucupapo, realizada no dia 24 de abril de 1646. Goiana, abril de 1996. José Roberto Tavares Gadelha - Prefeito João José Monteiro de Souza - Vice-Prefeito Vereador Pau-lo Geraldo dos Santos Veigas - Presidente".

Sobre o fato histórico foi feito o filme "Epopéia da Heroínas de Tejucopapo" e é realizado anualmente o teatro das "Heroínas de Tejucopapo. Em 2011, Helena Gomes e Kathia Brienza lançaram o livro Olhos de fogo, misturando um enredo ficcional de assassinatos ao ataque dos holandeses.

Fontes: Governo do Estado de Pernambuco e Prefeitura de Goiana

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