Batalha de Boquerón (1866)

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Batalha de Boquerón
Guerra do Paraguai
ATAQUE de la 3ª DIVISION del 2º CUERPO de EJERCITO á las órdenes del Coronel D. CESÁREO DOMINGUEZ à la TRINCHERA PARAGUAYA del BOQUERON DE PIRIS (Batalle del "Sauce" de los Paraguayos).jpg
Ataque da 3ª Divisão do 2ª Corpo do Exército sob as ordens do Coronel D. Cesáreo Dominguez à trincheira paraguaia de Boquerón
Data 16 de julho de 1866
Local Ñeembucú, Paraguai
Desfecho Vitória paraguaia
Beligerantes

Flag of Brazil (1870–1889).svg Império do Brasil
Argentina República Argentina
Uruguai República Oriental do Uruguai
Paraguai República do Paraguai
Comandantes
Flag of Brazil (1870–1889).svg Gen. Guilherme Souza Paraguai Col. Elizardo Aquino
Forças
3,000[1] 3 batalhões de infantaria[1]
Baixas
285 mortos
1,631 feridos
38 desaparecidos[1]
2,000 baixas[1]

A Batalha de Boquerón travou-se no dia 16 de julho de 1866 e a Batalha do Sauce em 18 de julho de 1866, entre as forças aliadas da Tríplice Aliança e o Paraguai, durante a Guerra do Paraguai. Entre os mortos estavam o oficial hispano-uruguaio León de Pallejas (1816-1866) e o oficial paraguaio Elizardo Aquino.[2][3]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Seguindo a Primeira Batalha de Tuyutí após as forças aliadas invadiram o Paraguai, o Presidente Francisco Solano López tentou atrair os Aliados atacando suas fortificações em Curupayti e Curuzu ao longo do Rio Paraguai. Até junho de 1866, Lopez tinha 20.000 soldados no front.[4]

Batalha de Yataytí-Corá[editar | editar código-fonte]

Em 11 de julho, de 2.500 Paraguaios, sob o comando do Gen. Jose E. Diaz, atacaram as posições argentinas no seu perímetro. O ataque foi interrompido ao anoitecer devido a uma fogueira inciada pelos foguetes de Congreve, mas logo retomado em seguida. Ás 21h00 a batalha terminou com 430 baixas paraguaias, entre mortos, feridos e capturados.Os Argentinos perderam 30 homens mortos, 177 feridos e 51 desaparecidos.[5]

Batalha de Boquerón[editar | editar código-fonte]

Lopez teve duas trincheiras cavadas na noite de 13 de julho, a partir das quais ele planejava atirar com franco-atiradores e artilharia no flanco esquerdo brasileiro.[5] O General brasileiro Guilherme Souza conduziu 3.000 homens da 4ª Divisão do brasil em um ataque no sul da trincheira às 05h00 em 16 de julho, com o apoio de três regimentos de cavalaria.Os paraguaios foram liderados pelo coronel Elizardo Aquino, que foi mortalmente ferido após 16 horas de combates e quatro contra-ataques. Os paraguaios sofreram 2.000 baixas na perda da trincheira meridional, enquanto os brasileiros tiveram 282 homens mortos, 1.579 feridos e 38 desaparecidos, e os argentinos perderam 3 mortos e 52 feridos.[1]

Batalha de Sauce[editar | editar código-fonte]

Os brasileiros atacaram novamente em 18 de julho com um movimento de flanco do general José Luis Mena Barreto, e um ataque frontal do general Victorino J.C. Monteiro. O Gen. Flores mandou o Gen. Souza substituir o Gen. Monteiro quando ele foi ferido. Os aliados perderam os Cels. Palleja, Aguero e Martinez. Os brasileiros tiveram 630 mortos, 2.938 feridos e 54 desaparecidos, os argentinos tiveram 201 mortos, 421 feridos, os uruguaios tiveram 250 baixas, enquanto os paraguaios tiveram 2.500 baixas.[1]

Consequências[editar | editar código-fonte]

A Batalha de Curuzú ocorreu logo em seguida.

Referências

  1. a b c d e f Hooker 2008, p. 60.
  2. O'Leary, Juan E (2007). El Libro de los Héroes. Col: Imaginacíon y Memorias de Paraguay Nº 6. Assuncíon: Servilibro 
  3. Thompson, George (1970). La Guerra del Paraguay. Col: Colección Andador. II. Buenos Aires: Editorial Cántaro. 154 páginas 
  4. Hooker 2008, p. 58.
  5. a b Hooker 2008, p. 59.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]