Batalha do Ríndaco (74 a.C.)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: "Batalha do Ríndaco" redireciona para este artigo. Para a batalha entre Niceia e os latinos, veja Batalha do Ríndaco (1211).
Batalha do Ríndaco
Terceira Guerra Mitridática
Constantinople area map-pt.svg
Região do mar de Mármara, onde estão Calcedônia e Cízico
Data 74 a.C.
Local Rio Ríndaco, Mísia
Desfecho Vitória romana
Beligerantes
República Romana República Romana   Reino do Ponto
Comandantes
República Romana Lúculo   Mitrídates VI do Ponto
Baixas
6 000 cavalos
15 000 homens[1][2]
Rio Ríndaco está localizado em: Turquia
Rio Ríndaco
Localização do rio Ríndaco no que é hoje a Turquia

A Batalha do rio Ríndaco foi travada entre as forças da República Romana, sob o comando geral de Lúcio Licínio Lúculo, e a cavalaria de Mitrídates VI do Ponto, que seguia de Cízico para a Bitínia, em 74 a.C. perto do rio Ríndaco no contexto da Terceira Guerra Mitridática[3].

Contexto[editar | editar código-fonte]

Em 74 a.C., o exército de Mitrídates VI estava acampado perto da cidade de Cízico, na Mísia, que estava cercada e resistia esperando chegada dos romanos[4].

O general romano Lúcio Licínio Lúculo, chegando perto do acampamento inimigo, soube através de desertores que o exército pôntico contava com mais de 300 000 homens, entre combatentes e não combatentes, e que todos os seus suprimentos chegavam por terra e por mar. Então ele decidiu montar seu acampamento perto do acampamento de Mitrídates, mas sobre uma colina facilmente defensável e de onde poderia, além de receber seus próprios suprimentos, atrapalhar os de Mitrídates[4].

Embora se esperasse que Mitrídates atacasse os romanos aproveitando sua imensa superioridade numérica, o rei pôntico preferiu não fazê-lo para se concentrar na captura de Cízico utilizando todas as suas armas de cerco no assalto à muralha. Seu plano era resolver o problema provocado pela interrupção do aprovisionamento desde a chegada das forças de Lúculo[5]. Como dispunha de muitos soldados, Mitrídates atacou a muralha de todas as formas possíveis, mas preferiu poupar seus cavalos, inúteis na operação do cerco, principalmente pela falta de forragens e dos danos provocados aos seus cascos no terreno pedregoso. Mitrídates decidiu enviar os animais para a Bitínia juntamente com os soldados feridos[2], ignorando o acampamento romano[1].

Batalha[editar | editar código-fonte]

Apiano[1] e Plutarco[2] contam que Lúculo, ao saber da movimentação, retornou ao seu acampamento durante a noite e, na manhã seguinte, a despeito de uma tempestade, saiu com dez coortes de legionários e sua cavalaria para seguir o inimigo enfrentando a neve que caía[2]. Muitos soldados, por causa do frio, foram enviados de volta, mas a maior parte do exército de Lúculo alcançou o inimigo perto do rio Ríndaco e lhes infligiu uma terrível derrota. 6 000 cavalos e 15 000 homens foram capturados além de um número incerto de animais de carga e uma grande quantidade de suprimentos[1], que foram levados de volta ao acampamento de Lúculo perto de Cízico[2].

Consequências[editar | editar código-fonte]

Depois desta primeira vitória de Lúculo, as tropas de Mitrídates reiniciaram o cerco à cidade de Cízico, mas foram cercadas pelas forças romanas.

Referências

  1. a b c d Apiano, História Romana, Guerras Mitridáticas LXXV
  2. a b c d e Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Lúculo, 11.2-3.
  3. Lívio, Periochae Ab Urbe Condita XCIV.1.
  4. a b Apiano, História Romana, Guerras Mitridáticas LXXII.
  5. Apiano, História Romana, Guerras Mitridáticas LXXIII.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Fontes primárias[editar | editar código-fonte]

Fontes secundárias[editar | editar código-fonte]

  • Antonelli, Giuseppe (1992). «Mitridate, il nemico mortale di Roma». Milão. Il Giornale - Biblioteca storica (em italiano) (49) 
  • Brizzi, Giovanni (1997). Storia di Roma. 1. Dalle origini ad Azio (em italiano). Bolonha: [s.n.] 
  • Piganiol, André (1989). Le conquiste dei Romani (em italiano). Milão: [s.n.]