Beatriz Milhazes

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Beatriz Milhazes
Nome completo Beatriz Ferreira Milhazes
Nascimento 1961[1]
Rio de Janeiro
Nacionalidade  brasileira
Ocupação Artista Plástica
Influências
Principais trabalhos Te Quiero, 1992; Paz e Amor, 1995; O Buda, 2000; Beleza Pura, 2006
Movimento estético Contemporâneo; Geração 80

Beatriz Milhazes (Rio de Janeiro, 1961)[1] [2] [3] é uma artista plástica brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em 1961[1] no Rio de Janeiro.

Ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) em 1980, onde estudou até 1983 e atuou como professora de pintura até 1996.

Beatriz Milhazes concluiu a sua graduação em Comunicação Social na Faculdade Hélio Alonso, aos 21 anos no Rio de Janeiro, em 1981.[4]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Sua trajetória nas Artes Plásticas começou em 1980 ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, onde, mais tarde, passou a ser professora e a coordenar atividades culturais.[4]

A artista cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78, com Solange Oliveira e Valério Rodrigues, de 1995 a 1996.[4] Em 1997, participou do livro As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes, de Katia Canton, com suas ilustrações.[4]

A partir dos anos 1990, destaca-se em mostras internacionais nos Estados Unidos e Europa e integra acervos de museus como o Museum of Modern Art (MoMA), Museu Solomon R. Guggenheim e Metropolitan Museum of Art (Met), em Nova York, do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madrid, entre outros.[5]

Já teve obras vendidas em leilão por mais de 2 milhões de dólares [6] , o mais alto valor alcançado em leilão por um artista vivo brasileiro; e foi a primeira a ganhar uma retrospectiva no Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires.[7]

Técnica[editar | editar código-fonte]

A sua obra artística é focada, principalmente, na pintura; mas desenvolve trabalhos no campo da colagem, no da gravura, no da cenografia e em projetos para espaços específicos. Também realizou ilustrações para livros - como as do livro “1001 Noites à Luz do Dia - Sherazade conta histórias árabes", de Katia Canton; e projetos gráficos para editoriais de revistas e jornais.

Sua pintura mescla procedimentos do Pop art com referências ao artesanato brasileiro e ao universo feminino.[8]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • “Paz e Amor” (1992)
  • "Os pares" (1999)
  • "O Mágico" (2001)
  • "O Caipira" (2004)
  • “Beleza Pura" (2006)
  • "Pierrot e Colombina" (2009)
  • "Batucada" (2009) 
  • "Gavião e Passarinhos" (1998), tinta acrílica sobre tela [9]

Exposições[editar | editar código-fonte]

  • 1995 - Carnegie International, Nova Iorque[10]

Referências

  1. a b c Adriano Pedrosa (1/9/2004). «Tropical fusion» (em inglês). TATE. Consultado em 15/7/2016. «Born in Rio de Janeiro in 1961(...)» 
  2. Mondadori Electa (2012). Beatriz Milhazes: Snow in the Tropics. Antique Collectors Club Limited. ISBN 978-88-370-8756-2.
  3. «BEATRIZ MILHAZES» (em inglês). Stephen Friedman Gallery. Consultado em 15/7/2016. 
  4. a b c d Secretaria de Estado de Cultura do Espírito Santo. Maes recebe exposição da artista plástica Beatriz Milhazes, nesta terça, acesso em 2 de junho de 2010
  5. Beatriz Milhazes, Itaú Cultural
  6. Estadão (15 de novembro de 2012). «Tela de Beatriz Milhazes é vendida por US$ 2 milhões». Consultado em 19 de novembro de 2012. 
  7. Milhazes é primeira do país a ganhar retrospectiva no Malba, Folha de S. Paulo, 15/09/2012.
  8. Daniel Piza (2012). Dez anos que encolheram o mundo: 2001-2010. Leya. p. 83. ISBN 85-8044-171-4.
  9. Katia Canton (2001). Brasil, olhar de artista. Editora DCL. p. 62. ISBN 978-85-7338-456-7.
  10. New York Media, LLC (1996). New York Magazine. New York Media, LLC. p. 116.