Beco

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Beco ou Béco pode referir-se a:

Típico beco na cidade de Lisboa

Beco (ou viela) - rua estreita e curta, às vezes sem saída, pouco própria para o trânsito

Os becos de Lisboa são espaços estreitos de acesso pedonal que surgiram antes de se estabelecer regulamentação urbanística, para a largura mínima para uma rua. Estes espaços serviam apenas para a passagem de pessoas. Aqui as habitações e comércio local desempenham um factor importante naquela que é a vivência de uma população próxima e diversificada. Devido às reduzidas dimensões das habitações típicas de Lisboa no século XIV, o espaço exterior é vivido como um prolongamento do interior. Na obra “Lisboa Manuelina e a formação de modelos urbanísticos da época moderna (1495-1521)”, Helder Carita escreve sobre as primeiras legislações urbanísticas em Portugal. No século XIV estabelece-se o conceito de “Ruas direitas”. O conceito fala-nos sobre uma tendência para ortogonalidade, mas que ainda assim se adapta à topografia da cidade, de forma orgânica.

"Embora não se observando uma ortogonalidade absoluta na sua formalização urbana, estas ruas direitas expressam, de forma evidente, um modelo abstrato de tendência ortogonal. Ao adaptar-se às circunstâncias naturais da geografia e topografia, o modelo de rua direita-travessa vai sofrendo alterações que revela qualidades de organicidade e capacidade de adaptação." [1]

Helder Carita in “Lisboa Manuelina e a formação de modelos urbanísticos da época moderna (1495-1521)”

Os espaços podem ser lidos como partes igualmente importantes, integradas numa rede. Se compararmos as ruas de Lisboa com as típicas habitações da cidade, poderíamos considerar os becos, as ruas mais estreitas, como híbrido entre os dois conceitos. Isto é, os becos servem de prolongamento da vivência interior. A vivência humana é o factor de aglutinação entre os espaços.

Pessoas[editar | editar código-fonte]

Localidades[editar | editar código-fonte]

Portugal Portugal

  • Carita, Helder (1999). Lisboa manuelina: E a formação de modelos urbanísticos da época moderna (1495-1521). Lisboa: Livros Horizonte. 41 páginas