Beijo AA Força

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Beijo AA Força
Informação geral
Origem Curitiba, PR
País  Brasil
Gênero(s) Punk rock, pós-punk, samba
Período em atividade 1983 a 2007
Integrantes Rodrigo Barros Del Rey (vocal principal, violão e guitarra base)
Luiz Ferreira (baixo, cavaquinho e voz)
Renato Quege (baixo)
Cláudio "Mola" Kobachuk (bateria)
Ex-integrantes Beatriz "Tizzy" Nedeff (teclado e backing vocal)
Endrigo Bettega (bateria)
Foguinho (bateria)
Ghetto (saxofone)
Jeffe Otto (percursão)
Ricardo Rosinha(bateira)
Rosinha (bateria e percursão)
Sérgio Viralobos (vocal)
Therciano Albuquerque (teclados, voz)
Walmor Góes (guitarra solo, violão, craviola e voz)

Beijo AA Força foi uma banda de rock curitibana que esteve em atividade de 1983 a 2007[1][2]. O nome da banda faz referência a um instrumento de tortura, uma espécie de alicate, que os nazistas usavam na língua dos prisioneiros poloneses.[3][4]

Sua formação contou com vários integrantes, tendo como figuras básicas Rodrigo Barros Del Rey e Renato Quege. Sua obra consiste de uma mistura de referências do punk e do hardcore ao samba,[5] sendo considerado um dos mais criativos e importantes nomes da história do rock curitibano. Nos seus quase 25 anos de história, o grupo se tornou referência no cenário underground nacional, especialmente pela sua afinidade com poetas considerados marginais: várias de suas composições foram escritas por personalidades como Paulo Leminski, Marcos Prado, Roberto Prado, Thadeu Wojciechowski e Sérgio Viralobos.[6][7][8][9][10] O trabalho de criação era feito a muitas mãos, quase sempre com mais de um poeta/letrista atuando na parceria.[11]

Além dos shows (foi responsável pelo primeiro festival punk de Curitiba, em 1983)[1] e os discos que a banda lançou, o BAAF também produziu trilhas sonoras dos espetáculos da Sutil Companhia de Teatro e fizeram a trilha sonora da peça “A vida é cheia de som e fúria”, de Felipe Hirsch.[2][12][13][14]

Seu álbum de 1995, Sem Suingue, é considerado por alguns críticos como sendo um dos melhores discos da MPB.[15][16]

História[editar | editar código-fonte]

O Beijo AA Força começou suas atividades em 1983 depois da desintegração da Contrabanda, banda da qual faziam parte Rodrigo Barros, Sérgio Viralobos e Renato Quege.[17] Com o fim do grupo, estes montaram a banda para participar do 1º Festival Punk de Curitiba, que foi por eles organizado, em 13 de novembro de 1983.[1][18][19] Após o festival decidiram continuar com a banda.[19] Em junho de 1984 Sérgio saiu da banda[20]. Durante os anos 1980 promoveram uma série de eventos em Curitiba, trabalharam com trilhas sonoras e participaram de coletâneas. Em 1987 gravam o K7 O que quer o Brasil que me persegue.

Em 1992 lançam seu primeiro disco, Música Ligeira Nos Países Baixos. Gravado no período de agosto a dezembro de 1991, a banda na ocasião era composta por Rodrigo Barros, Luiz Ferreira, Renato Quege, Cláudio Kobachuk, Therciano Albuquerque, Walmor Góes e Jeffe Otto. A produção artística do álbum foi de Fernando Figueiredo e Théo Werneck e contou com participações especiais de André Abujamra, Selvagem Big Abreu, Bob Gallo, Edson X, entre outros.[21] Foi lançado pela gravadora Tinitus.[22]

Entre maio e junho de 1995 entram em estúdio para gravar seu segundo disco, Sem Suingue. Na época a banda era composta por Rodrigo Barros, Luiz Ferreira, Therciano Albuquerque e Rosinha. Contou com produção artística de Antonio Saraiva e as participações de Alexandre Cabral, Aramis Guimarães e Renê Bernunça. A última faixa, Levava Jurando (Pedra Que Rolou), foi executada por Maxixe Machine, banda paralela de Bastos e Ferreira. Foi lançado de forma independente ainda em 1995.[23]

Em 1997 morre Marcos Prado, espécie de letrista oficial e elemento da banda que não subia fisicamente ao palco.[2] Ele seria homenageado em 2006 no CD Aquelas canções do Marcos Prado, lançado pela editora curitibana Travessa do Editores e encartado no livro Ultralyrics, uma compilação de poemas do poeta.[11]

Em 2003 lançam seu disco comemorativo de 20 anos Companhia de Energia Elétrica Beijo AA Força 20 anos. Na ocasião a banda contava com a seguinte formação: Rodrigo Barros, Luiz Ferreira, Renato Quege e Cláudio "Mola" Jones. Foi lançado pelo selo Tratore.[24]

A banda encerrou suas atividades em 2007, lançando conjuntamente o CD e DVD Beijo AA Força Ao Vivo. A partir de 2013 voltaram a se apresentar esporadicamente a partir de 2013, contudo sem compor.[25][6] Em 2014 participaram do projeto Álbum, do Sesc Belenzinho, criou fama por levar ao palco a íntegra de clássicos da música brasileira interpretados por seus próprios autores, tocando na íntegra o disco Sem Suingue.[16][25][26]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

  • 1992 - Música Ligeira Nos Países Baixos
  • 1995 - Sem Suingue
  • 2003 - Companhia de Energia Elétrica Beijo AA Força 20 anos
  • 2006 - Aquelas canções do Marcos Prado

K7[editar | editar código-fonte]

  • 1987 - O que quer o Brasil que me persegue

DVD/CD[editar | editar código-fonte]

  • 2007 - Beijo AA Força Ao Vivo

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

  • 1991 - Cemitério de Elefantes
  • 1992 - Tinitus 1
  • 1993 - Tinitus 2
  • 2001 - Ciclo Jam
  • 2003 - Fogo

Referências

  1. a b c «Beijo Aa Força». www.sescsp.org.br. Consultado em 9 de agosto de 2016 
  2. a b c «Banda morre e finda uma época musical do Paraná». Consultado em 9 de agosto de 2016 
  3. «Pop Cult 93». Consultado em 10 de agosto de 2016 
  4. «Beijo Aa Força - Detalhes do Cantor, Dupla, Grupo e Banda». Melhores Rádios. Consultado em 10 de agosto de 2016 
  5. «Só homens de ferro». Overmundo 
  6. a b «Beijo AA Força, show no Curitiba Rock Carnival mostrou que rock, arte e poesia podem andar juntos». Cwb Live. 3 de março de 2014. Consultado em 9 de agosto de 2016 
  7. «Será mesmo o fim do Beijo AA Força? - Bem Paraná». www.bemparana.com.br. Consultado em 9 de agosto de 2016 
  8. «O fim da era Beijo AA Força - Bem Paraná». www.bemparana.com.br. Consultado em 10 de agosto de 2016 
  9. «Entrevista Roberto Prado». CÂNDIDO - Jornal da Biblioteca Pública do Paraná. Consultado em 15 de agosto de 2016 
  10. «Paulo Leminski». Guia dos Quadrinhos. Consultado em 9 de agosto de 2016 
  11. a b «Cena Literária - CÂNDIDO - Jornal da Biblioteca Pública do Paraná». www.candido.bpp.pr.gov.br. Consultado em 10 de agosto de 2016 
  12. «Beijo AA Força e DeFalla». VEJA São Paulo. Consultado em 9 de agosto de 2016 
  13. «MÚSICA - Show reúne DeFalla e Beijo AA Força». www.brpress.net. Consultado em 9 de agosto de 2016 
  14. «Show celebra maioridade da Sutil Cia. - 08/07/2011 - Ilustrada - Folha de S.Paulo». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 9 de agosto de 2016 
  15. «Curitiba». 16 de maio de 2013. Consultado em 9 de agosto de 2016 
  16. a b «Sem Suíngue, do Beijo AA Força, na íntegra hoje, em São Paulo - Trabalho Sujo». 8 de fevereiro de 2014. Consultado em 9 de agosto de 2016 
  17. «Contrabanda grava disco e lança documentário». Consultado em 10 de agosto de 2016 
  18. «Rodrigão escreve sobre a história do BAAF». Consultado em 9 de agosto de 2016 
  19. a b «MÚSICA - Banda paranaense dá adeus aos palcos - Folha de Londrina - O Jornal do Paraná - Brasil». Consultado em 10 de agosto de 2016 
  20. «Sérgio Viralobos – Brasil – Poesia dos Brasis – Paraná - www.antoniomiranda.com.br». www.antoniomiranda.com.br. Consultado em 9 de agosto de 2016 
  21. «BEIJO AA FORÇA - MÚSICA LIGEIRA NOS PAÍSES BAIXOS». radio.stereotoaster.com.br. Consultado em 10 de agosto de 2016 
  22. «Beijo AA Força - Música Ligeira Nos Países Baixos». Discogs. Consultado em 10 de agosto de 2016 
  23. «BEIJO AA FORÇA - SEM SUÍNGUE». radio.stereotoaster.com.br. Consultado em 10 de agosto de 2016 
  24. «Eu recomendo: Companhia de Energia Elétrica beijo A A força - Beijo A A Força». tratore.com.br. Consultado em 10 de agosto de 2016 
  25. a b «Sobretudo». Sobretudo. Consultado em 9 de agosto de 2016 
  26. «Mano Sinistra e Sagrado Coração da terra tocam no Sesc em fevereiro». UOL Música. Consultado em 9 de agosto de 2016 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • NETO, Manoel J. de Souza; ARANTES, Aimoré Indio do Brasil. A (des)construção da música na cultura paranaense. Editora Aos Quatro Ventos, 2004.
  • PRADO, Marcos; HIRSCH, Felipe. Ultralyrics. Travessa Editores, 2006. ISBN 9788589485548.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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