Beirute

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Beirute
Beirut Central District Collage.jpg
Cidade de Beirute
Árabe بيروت
Governo Cidade
Coordenadas 33° 53′ N 35° 30′ E
População 1.812.000 (2007)
Jurisdição 648.000 dunams (648 km²)
Prefeito Abdel Mounim Ariss[1]
Website City of Beirut

Beirute (em árabe: بيروت Bayrūt; Hebrew: ביירות Beirut; em francês: Beyrouth; em turco: Beyrut; em arménio: Պէյրութ Beyrut) é a capital e maior cidade do Líbano. Segundo estimativas de 2007, cerca de 2 milhões de habitantes moram na Grande Beirute. Localizada em uma península no Mediterrâneo, Beirute é o maior e principal porto marítimo do país.

A primeira menção desta metrópole é encontrada nas Cartas de Amarna, feitas pelos egípcios antigos, que datam do século XV a.C. A cidade é habitada continuamente desde então. O rio Beirute percorre toda a cidade.

Beirute é sede do governo libanês e desempenha um papel central na economia local, sendo que muitos bancos e empresas mantém suas sedes no centro da cidade. Após a destrutiva Guerra Civil Libanesa, a paisagem cultural de Beirute sofreu uma grande reconstrução.[2][3][4] Um centro financeiro local, a capital libanesa é classificada como uma cidade global beta.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Uma antiga cidade fenícia, cujas ruínas se erguem perto da atual Beirute, parece ter sido a origem da capital do Líbano, importante centro econômico e cultural do Oriente Médio até a década de 1970, quando a guerra civil começou a modificar a fisionomia da cidade.

Fundada pelos fenícios no século XV A.C., Beirute foi ocupada por gregos, romanos - que a chamaram "Julia Augusta" - e bizantinos. Famosa por sua escola de direito, foi devastada no século VI por violentos terremotos, e entrou em decadência até cair em poder dos árabes em meados do século VII.

Na época das cruzadas, cristãos e muçulmanos disputaram a cidade, que, após um período de dominação egípcia e turca, incorporou-se ao Império Otomano. Em 1830 caiu em poder do paxá egípcio Mehemet Ali. Onze anos depois, uma frota composta por forças coligadas do Reino Unido, da Áustria e da Turquia conseguiu, após violento bombardeio, restituí-la ao império turco.

Fotografia aérea de Beirute.

Embora tenha sido um porto próspero ao longo da Idade Média e no período otomano, sua verdadeira expansão foi fruto da modernização de suas instalações portuárias e da construção da ferrovia Beirute-Damasco. Em 1946, depois de ocupada por ingleses e franceses durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se capital do Líbano. Em 1980, a cidade foi dividida pela "linha verde" em dois setores: o oriental, habitado quase exclusivamente por cristãos, e o ocidental, onde predominam os muçulmanos. A instalação de campos de refugiados palestinos nos arredores de Beirute contribuiu para reforçar seu caráter de cidade dividida e conturbada.[6]

Beirute foi tradicionalmente o maior centro de comércio e comunicações do país. Assentada sobre a baía de São Jorge, no mar Mediterrâneo, ganhou importância graças ao intenso tráfego terrestre e portuário com os países vizinhos, o qual, porém, praticamente cessou com a guerra civil. Sua indústria é pouco desenvolvida, à exceção da alimentícia, da têxtil e da editorial. É sede de três universidades e conta com um museu arqueológico onde se acham expostas as descobertas feitas em Biblos.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Beirute está assentado sobre uma península no sudeste do mar Mediterrâneo, a cerca de 94 km a norte da fronteira entre o Líbano e Israel.

A cidade está ladeada pelo Monte Líbano e possui uma geografia triangular, sendo bastante influenciada pela sua situação em cima de duas colinas: Al-Ashrafieh e Al-Musaytibah. O município de Beirute ocupa 18 km² e a região metropolitana 67 km². A costa apresenta diversos aspectos, com praias rochosas, costa arenosa e rochedos situados um ao lado do outro.

Pigeon's Rock em Beirute.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Beirute está divida em 12 distritos:

  • Achrafieh;
  • Dar el Mreisse;
  • Bachoura;
  • Mazraa;
  • Medawar;
  • Minet el Hosn;
  • Porto;
  • Ras Beirut;
  • Rmeil;
  • Saifi;
  • Zuqaq al-Blat.

Estes distritos são ainda divididos em setores. [7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Word from the President, Beirut.gov.lb
  2. Reconstruction of Beirut, Macalester College
  3. Lebanon's Reconstruction: A Work in Progress, VOA News Arquivado em 29-08-2008 no Wayback Machine
  4. Beirut: Between Memory And Desire, Worldview
  5. «GAWC World Cities - The World's Most Important Cities». Diserio.com. Consultado em 26 de março de 2013. 
  6. «Beirut - Modern Beirut». www.macalester.edu. Consultado em 2016-03-29. 
  7. «Beirut Official Website». www.beirut.gov.lb. Consultado em 2016-03-29. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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