Benjamín Arellano Félix

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Benjamín Arellano Félix
Benjamin Arrellano-Felix.jpg
Benjamín Arellano Félix
Data de nascimento 12/03/1952
Local de nascimento Culiacán, Sinaloa, México
Apelido(s) El Min
Ocupação Líder do Cartel de Tijuana
Crime(s) Tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e assassinato.
Pena 25 anos de reclusão em uma prisão federal nos Estados Unidos.
Situação Preso em Março de 2002.
Soltura prevista para Março de 2027.

Benjamín Arellano Félix (nascido em 12 de março de 1952[1]) é um traficante mexicano e ex-líder da organização criminosa mexicana conhecida como Cartel de Tijuana ou "Organização Arellano-Félix"[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Benjamín Arellano Félix, que trabalhou em estreita colaboração com seus irmãos, era um dos traficantes mais poderosos do México, além de fornecedor de um terço da cocaína do USA.[3] Benjamín tinha seis irmãos:

Ele também possui quatro irmãs. Duas delas, Alicia e Enedina, são as mais ativas nos assuntos do Cartel.

A primeira prisão de Benjamín ocorreu em 18 de junho de 1982 em Downey, Califórnia, por ter recebido 100 quilos de cocaína contrabandeada pela fronteira de San Ysidro. No entanto, ele escapou da custódia.[5]

O Arellano Félix irmãos obtiveram sua primeira grande chance em 1989, quando eles herdaram a organização de Os irmãos Arellano obtiveram sua primeira grande chance em 1989, quando herdaram a organização de Miguel Ángel Félix Gallardo, após terem demonstrado um antiquado método de contrabando de eletrônicos pela fronteira dos EUA e México. Em 1998, os irmãos Arellano haviam sido indiciados nos EUA por tráfico de drogas, e Ramón havia sido colocado na lista dos 10 criminosos mais procurados pelo FBI.

Apesar da audácia dos irmãos, eles permaneceram intocáveis por 13 anos. Isto foi realizado, em parte, através de generosos subornos pagos à políticos mexicanos e comandantes da polícia, no custo de USD 1 milhão de dólares por semana.[6]

Benjamín Arellano tentou limpar seu nome em 1993 após o assassinato do cardeal Juan Jesus Posadas Ocampo, no qual Benjamín estava sendo ligado. Esse assassinato de alta importância trouxe atenção internacional para sua organização e, embora isso tenha forçado Benjamín a mentir e adotar diversos nomes falsos, ele continuou a viver normalmente sua vida, aparentemente sem medo de captura. Após a prisão de outro dos irmãos de Benjamín, Francisco (por tráfico), Benjamín, Ramón e Javier se tornaram oficialmente fugitivos.

Indiciamento Lei Kingpin[editar | editar código-fonte]

Em 1 de junho de 2000, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos indiciou Benjamín sob a Lei Kingpin (Lei para Designação de Chefes do Narcotráfico Estrangeiro) por seu envolvimento no tráfico de drogas, juntamente com outros onze criminosos internacionais.[7] O ato proibiu os cidadãos e as empresas dos EUA de fazerem qualquer tipo de atividade comercial com ele, além de congelarem todos os seus ativos nos EUA.[8]

Prisão[editar | editar código-fonte]

Após investigações, a DEA dos Estados Unidos descobriu que a filha mais velha de Benjamín possuía uma rara deformidade facial, deduzindo que para Benjamín este seria o "ponto fraco" em sua violenta vida. Ao rastreá-la, encontraram seu pai. Benjamín foi preso em 9 de março de 2002 pelo Exército Mexicano no estado de Puebla, no México.[9] Havia uma recompensa de USD 2 milhões por sua prisão.

As autoridades não têm certeza de onde a fortuna de Benjamin encontra-se, além de alguns investimentos imobiliários em Tijuana. Alguns funcionários mexicanos dizem que o dinheiro foi investido em bens imobiliários dos EUA, enquanto seus colegas dos EUA dizem que grande parte está escondida em espécie no México.

Benjamin foi extraditado para os Estados Unidos em 29 de abril de 2011 para enfrentar as acusações de tráfico de cocaína na Califórnia[10]. Em 4 de janeiro de 2012, ele se declarou culpado de extorsão e lavagem de dinheiro e, no dia 2 de abril de 2012, foi condenado a 25 anos de prisão[11].[12]

Alguns objetos confiscados dele durante suas prisões estão em exibição no Museo del Enervante na, Cidade do México.[13]

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Na série de 2017 “El Chapo”, co-produzida pelo Netflix em parceria com a Univision, Carlos Hernán Romo interpreta Benjamín Avendaño (um retrato fictícia de Benjamín Arellano Felix).

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Register, Federal (4 de dezembro de 2000). «Department of the Treasury. Foreign Assets Control Office» 
  2. Julian Borger; Jo Tuckman (15 de março de 2002). «Blood brothers». The Guardian. Cocaine.org. Consultado em 1 de outubro de 2010 Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  3. Borger, Julian (10 de janeiro de 2010). «Blood Brothers». Blood Brothers 
  4. Alexander, Harriet (20 de outubro de 2013). «Francisco Rafael Arellano Felix: Head of Tijuana Cartel shot dead by clown gunmen». The Daily Telegraph. Consultado em 20 de outubro de 2013. Cópia arquivada em 20 de outubro de 2013 Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  5. https://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/shows/drugs/business/afo/afomembers.html  Em falta ou vazio |título= (ajuda)Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  6. http://abcnews.go.com/Nightline/story?id=128536  Em falta ou vazio |título= (ajuda)Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  7. «DESIGNATIONS PURSUANT TO THE FOREIGN NARCOTICS KINGPIN DESIGNATION ACT» (PDF). United States Department of the Treasury [ligação inativa] 
  8. «An overview of the Foreign Narcotics Kingpin Designation Act» (PDF) 
  9. «DEA CONFIRMS CAPTURE OF BENJAMIN ARELLANO-FELIX». U.S. Drug Enforcement Administration 
  10. http://infosurhoy.com/cocoon/saii/xhtml/en_GB/features/saii/features/main/2011/05/04/feature-01  Em falta ou vazio |título= (ajuda)Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  11. http://www.dailymail.co.uk/news/article-2082768/Mexican-drug-lord-smuggled-tons-cocaine-U-S-dissolved-enemies-vats-caustic-soda-plea-bargains-25-years-jail.html  Em falta ou vazio |título= (ajuda)Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  12. «Which cartel is king in Mexico?». globalpost.com 
  13.   Em falta ou vazio |título= (ajuda)

Links externos[editar | editar código-fonte]