Bento Mântua
Bento Mântua | |
|---|---|
| Presidente do Sport Lisboa e Benfica | |
| Período | 22 de julho de 1917 — 25 de agosto de 1926 |
| Antecessor(a) | Nuno Freire Themudo |
| Sucessor(a) | Alberto Silveira Ávila de Melo |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Bento Joaquim Cortez Mântua |
| Nascimento | 26 de setembro de 1878 Luanda, África Ocidental Portuguesa |
| Morte | 20 de dezembro de 1932 (54 anos) Anjos, Lisboa |
| Nacionalidade | Portuguesa |
| Profissão | escritor dirigente desportivo |
Bento Joaquim Cortez Mântua (Luanda, 26 de Setembro de 1878 — Anjos, Lisboa, 20 de Dezembro de 1932[1]) foi um dramaturgo e escritor português e o 10.º presidente do Sport Lisboa e Benfica (1917-1926).
Biografia
[editar | editar código]Nasceu em Luanda, mas foi batizado na freguesia de Santa Maria de Belém, em Lisboa, a 17 de novembro de 1880. Era filho do proprietário e jornalista Alfredo Mântua, natural da freguesia de São Julião do Tojal e fundador da Sociedade de Geografia de Luanda, e de Balbina de Jesus Lima, natural de Luanda.[2][3]
A 11 de setembro de 1902, casou na igreja paroquial dos Anjos, em Lisboa, com Fernanda Viana Ruas (Pena, Lisboa, c. 1879), filha de Francisco Júlio Viana Ruas e de Maria da Piedade Ruas.[4]
Com mais de nove anos de exercício de funções, é o segundo presidente com maior consulado na história do Sport Lisboa e Benfica, logo após Luís Filipe Vieira. O lançamento e conclusão do projeto Campo das Amoreiras, inaugurado em 6 de Dezembro de 1925, constituiu o marco mais importante dos seus mandatos e correspondeu, também, ao momento mais relevante e entusiástico vivido pelo clube até então.
A Bento Mântua, além de uma abnegada ação benemérita a favor do clube, particularmente nas obras das Amoreiras, ficou a dever-se, em 10 de Setembro de 1918, a realização do primeiro jogo noturno de futebol, no campo da Avenida Gomes Pereira, o incentivo ao primeiro campeonato de hóquei em patins, onde chegou a oferecer os prémios, e a organização do torneio anual de atletismo interclubes, único que se realizou durante a Grande Guerra.
À semelhança de Félix Bermudes, Bento Mântua foi um homem de cultura, destacando-se como dramaturgo e escritor dramático. Há quem considere Bento Mântua um dos criadores do teatro regionalista. Colaborou na publicação periódica "Atlântida" (1915-1920) e, também, no semanário "Azulejos"[5] (1907-1909).
Morreu vítima de úlcera do estômago a 20 de dezembro de 1932, numa casa da Rua Maria Andrade, n.º 37, R/C, freguesia dos Anjos, em Lisboa, embora residisse na Quinta da Coutada, aos Olivais. Foi sepultado no Cemitério do Alto de São João.[6]
Obras
[editar | editar código]- Novo altar: peça em 1 acto em verso: representada pela 1a. vez no Teatro Apolo de Lisboa, em 31 de Julho de 1905;
- Má sina: peça em 3 actos: representada no Teatro Nacional Almeida Garrett em 11 de Abril de 1908;
- O álcool: peça em um acto;
- A morte: peça em 1 acto; Ordinário... marche!: peça em 3 actos (1915);
- O fado: episódio em 1 acto: representado pela primeira vez na festa artística do actor Henrique Alves, no Teatro de S. Carlos em 15 de Março de 1915;
- Theatro (1913);
- Freira: episódio dramático em 1 acto (1916);
- O crime da avenida 33: peça em 4 actos / Bento Mantua, Barreto da Cruz (1918);
- O cêrco de Tanger: drama historico em 5 actos / Bento Mântua, António Sacramento Junior (1923);
- Quem me dera ver: diálogo em verso (1932);
- Daqui a 30 anos: futura cena de família: comédia em 1 acto (1932).
Futebol - 4 Títulos na 1ª Categoria
[editar | editar código]- 2 Campeonatos de Lisboa (1917/1918 e 1919/1920))
- 2 Taças de Honra (1919/1920 e 1921/1922)
Referências
- ↑ Centro de Estudos do Teatro (26 de Janeiro de 1999). «Ficha de Pessoa:Bento Mântua». Consultado em 8 de Março de 2018
- ↑ «Livro de registo de batismos da paróquia de Santa Maria de Belém - Lisboa (1880)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 51v e 52, assento 148
- ↑ A Mensagem de Lisboa (8 de agosto de 2025). «Estrada de Benfica: aqui corriam ribeiras, viveu Lobo Antunes e foi o primeiro estádio do SLB». Consultado em 30 de agosto de 2025
- ↑ «Livro de registo de casamentos da paróquia dos Anjos - Lisboa (1902)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 50 e 50v, assento 94
- ↑ Rita Correia (3 de Novembro de 2016). «Ficha histórica: Azulejos : semanario illustrado de sciencias, lettras e artes (1907-1909)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 28 de novembro de 2016
- ↑ «Livro de registo de óbitos da 8.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1932-07-27 - 1932-12-31)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 128v, assento 254