Bento Prado Júnior

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Bento Prado de Almeida Ferraz Júnior, conhecido como Bento Prado, ou Prado Jr. (Jaú, 21 de agosto de 1937São Carlos, 12 de janeiro de 2007), foi professor de Filosofia na Universidade de São Paulo, posteriormente na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo,[1] e, finalmente, na Universidade Federal de São Carlos, filósofo, escritor, professor, crítico literário, tradutor e poeta brasileiro.

Carreira e biografia[editar | editar código-fonte]

Na USP defendeu em 1965 sua tese de livre-docência sobre Bergson. Presença e campo transcendental: consciência e negatividade na filosofia de Bergson, defendida em 1965, só seria lançado em livro no ano de 1988, pela Edusp – em 2002, foi traduzido e publicado na França (ver *[1]). Editou apenas mais três títulos: Alguns ensaios, em que reúne artigos de filosofia e de crítica literária (Max Limonad, 1985) e Erro, ilusão, loucura (Editora 34, 2004). Organizou ainda Filosofia da psicanálise (Brasiliense, 1991).

Graduação na USP e pós-doutorado no Centre National de la Recherche Scientifique, professor titular na Universidade Federal de São Carlos.

Produziu obras bastante ecléticas, entre elas: história da filosofia, filosofia da psicanálise, filosofia da linguagem, crítica literária e poesia.

É tido, por muitos, como um dos maiores ensaístas da filosofia brasileira.

Em 1985, publicou "Alguns Ensaios: Filosofia, Literatura e Psicanálise", obra com que começou a se destacar como escritor.

Foi colaborador da Unicamp, Unesp, PUC-SP e foi professor emérito da USP

Cassação, exílio, retorno[editar | editar código-fonte]

Foi aposentado compulsoriamente pela ditadura militar em abril de 1969, na ação conduzida pelo então ministro da Justiça, Gama e Silva, na verdade reitor licenciado da universidade, contra seus próprios colegas, inclusive o vice-reitor em exercício, Hélio Lourenço. Bento Prado Jr. foi cassado juntamente com seu colega José Arthur Giannotti e autoexilou-se na França, de onde somente retornou no final dos anos 1970, para lecionar, primeiro na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo[1] e depois na UFSCar, onde se tornou titular.

Suas obras[editar | editar código-fonte]

  • "Presença e Campo Transcendental: Consciência e Negatividade na Filosofia de Bergson", Edusp, 1989
  • "Filosofia da Psicanálise", Brasiliense, 1991
  • "Alguns Ensaios", Paz e Terra, 2000
  • "Erro, Ilusão, Loucura" Editora 34, 2004
  • "A retórica de Rousseau e outros ensaios", organizado por Franklin de Mattos, Cosac Naify, 2008

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b ACI - PUCSP. «História da PUC-SP». PUC - SP site oficial. Consultado em 10 de fevereiro de 2015. Nos anos 1970, a Universidade contratou professores que haviam deixado as instituições públicas em que trabalhavam, aposentados compulsoriamente pelos militares. Passaram a fazer parte dos quadros da PUC-SP intelectuais como Florestan Fernandes, Octavio Ianni, Bento Prado Jr., José Arthur Gianotti. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]