Bento Ribeiro (bairro do Rio de Janeiro)

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Bento Ribeiro
Bairro do Rio de Janeiro Bandeira da cidade do Rio de Janeiro.svg
Bento Ribeiro.svg
Área 303,78 ha (em 2003)
Fundação 7 de novembro de 1914[1]
IDH 0,851[2](em 2000)
Habitantes 43 707 (em 2010)
Domicílios 16 500 (em 2010)
Limites Marechal Hermes, Honório Gurgel,
Rocha Miranda, Oswaldo Cruz
e Vila Valqueire[3]
Distrito Madureira
Subprefeitura Zona Norte[4]
Região Administrativa Madureira

Bento Ribeiro é um bairro da Zona Norte do município do Rio de Janeiro. Pertence à região administrativa de Madureira.

Localiza-se às margens da Estrada de Ferro Central do Brasil, entre Marechal Hermes e Oswaldo Cruz. No total, faz limites com cinco bairros: Marechal Hermes, Honório Gurgel, Rocha Miranda, Oswaldo Cruz e Vila Valqueire.[3]

Considerado um bairro tranquilo e residencial, Bento Ribeiro não possui favelas nem movimentação excessiva de transeuntes, além de contar com estação de trem e estar bem próximo do Pólo Comercial de Madureira. É um bairro que quase não sofreu alterações ao longo dos anos, assim como seus vizinhos Oswaldo Cruz e Marechal Hermes. [carece de fontes?]

O bairro leva o nome do ex-prefeito do município, Bento Manuel Ribeiro Carneiro Monteiro.

Seu IDH, no ano 2000, era de 0,851, o 53º melhor do município do Rio de Janeiro.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Bento Ribeiro

O bairro, de características fortemente residenciais, formou-se em torno das ruas João Vicente e Carolina Machado, e como diversos outros do subúrbio carioca, tem sua história atrelada à estação ferroviária, inaugurada em 1914.[5]

Em 23 de julho de 1881, a região foi oficialmente transformada em bairro através de decreto, após longa negociação entre as três famílias mais influentes do local a época com o então governo.

No início no século XX, a região já era notadamente povoada., O local era habitado por pessoas vindas da Região Central após a reforma urbana de Pereira Passos, e também por imigrantes italianos e portugueses.

A influência dos imigrantes para o bairro foi traduzida em forma de religiosidade. Em Bento Ribeiro, há duas igrejas sob influência das tradições européias: a Paróquia de São Sebastião e a Igreja de Santa Izabel Rainha de Portugal.

Famosos[editar | editar código-fonte]

O bairro tem uma forte ligação com a Cultura Popular Brasileira, onde nasceram e/ou viveram parte de suas vidas figuras de destaque social, como a apresentadora Xuxa Meneghel,[6] que morou em Bento Ribeiro dos 7 aos 17 anos de idade, o jogador Ronaldo Nazário,[7] que nasceu e foi criado no bairro, onde morou até o início da década de 90 quando começou sua carreira como futebolista profissional e também o jogador Souza Caveirão (ex-Madureira, Vasco, Flamengo, Corinthians e Bahia).

No bairro também nasceram as cantoras Marion Duarte e Miracy de Barros, vozes femininas que marcaram a história e fizeram sucesso na Era do Rádio entre as décadas de 1950 e 1960.

Outro morador ilustre do bairro foi o poeta paraibano Raimundo Luiz do Nascimento (Raimundo Santa Helena), que se destacou na Literatura de Cordel e é considerado um dos fundadores culturais da Feira de São Cristóvão. Informações sobre a história e obras do cordelista, encontram-se Casa de Rui Barbosa; Santa Helena faleceu aos 92 anos de idade, no ano de 2018.

Grandes nomes como Pixinguinha, Cartola, Paulo da Portela e Heitor dos Prazeres frequentaram e/ou viveram no local.

Samba e Carnaval[editar | editar código-fonte]

Bento Ribeiro foi sede duas escolas de samba, além de algumas agremiações e blocos carnavalescos. A Lira do Amor, que disputou o carnaval entre as mais tradicionais, sendo extinta no ano de 1949 e a Paz e Amor, que teve Heitor dos Prazeres como um dos mais importantes membros.

A gafieira chamada Linda Luz Parque Dancing - sediada no Edifício/Clube Cedofeita - foi um destaque na Música Brasileira, funcionando entre as décadas de 1930 e 1960. O prédio era frequentado por grandes nomes do samba, como Zé Keti, Cartola, e recebeu apresentações de Pixinguinha.

A apresentadora Xuxa Meneghel,[8] o jogador Ronaldo Nazário,[9] que nasceu e foi criado no bairro, onde morou até o início da década de 90 quando começou sua carreira como futebolista profissional e também o jogador Souza Caveirão ex-Madureira, Vasco, Flamengo, Corinthians e Bahia.[10]

Futebol[editar | editar código-fonte]

O bairro contou com a agremiação esportiva Bento Ribeiro Futebol Clube, e também, na década de 1940, com o time de futebol feminino, Independente de Bento Ribeiro.

Cinemas[editar | editar código-fonte]

Na Era de Ouro dos cinemas de rua (os tradicionais "poeirinhas"), Bento Ribeiro contava com o Cine Caiçara e o Cine Bento Ribeiro. Ambos fizeram parte do importante circuito de cinemas do subúrbio carioca.

O Cine Bento Ribeiro foi inaugurado em 30 de janeiro de 1925 e funcionou até 01 de janeiro de 1967. No auge do cinema mudo. Na época, um pianista ficava perto da tela, onde tocava a trilha do filme. O cinema tinha capacidade para 392 pessoas e as sessões eram recheadas de filmes românticos.

Já o Cine Caiçara, com 847 lugares sentados, funcionou de 19 de março de 1957 a 13 de junho de 1982. O cinema era conhecido por suas sessões dupla de filmes de faroeste e de kung-fu.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://portalgeo.rio.rj.gov.br/bairroscariocas/index_bairro.htm
  2. a b Tabela 1172 - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH), por ordem de IDH, segundo os bairros ou grupo de bairros - 2000
  3. a b Bairros do Rio
  4. http://www.rio.rj.gov.br/web/szn/exibeConteudo?article-id=95026
  5. Portal GeoRio. «Bento Ribeiro». Consultado em 28 de julho de 2013 
  6. Michel Alecrimm, Tamara Menezes (25 de maio de 2012). «O passado de Xuxa». Isto É. Consultado em 28 de outubro de 2019 
  7. Rodrigo Cardoso (18 de fevereiro de 2011). «Ronaldo: o atleta, a dor e o fim - Parte 1». Isto ÉRevista Isto É. Consultado em 28 de outubro de 2019 
  8. Michel Alecrimm, Tamara Menezes (25 de maio de 2012). «O passado de Xuxa». Isto É. Consultado em 28 de outubro de 2019 
  9. Rodrigo Cardoso (18 de fevereiro de 2011). «Ronaldo: o atleta, a dor e o fim - Parte 1». Isto ÉRevista Isto É. Consultado em 28 de outubro de 2019 
  10. «Souza: "Quem não tem medo do Caveirão?"». Extra Online. Consultado em 16 de novembro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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