Bernard Pras

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Bernard Pras (Roumazières-Loubert, 1952) é um artista plástico francês. Vive e trabalha em Montreuil, França. Tornou-se conhecido por apresentar, sob outras perspectiva, retratos clássicos e da arte pop, por meio de técnicas de aquagravura, por ele inventada, e de transformação de sucata em obra de arte[1].

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1974 diploma-se na Escola de Belas Artes de Toulouse, França. Na década de 1980 inventou a técnica de aquagravura para reproduzir as obras dos pintores: Bram Bogart, Bengt Lindström, Karel Appel, Corneille e Niki de Saint-Phalle. O alemão Balkenhol e a brasileira Laura Michelino são os mais recentes artistas reproduzidos no “l'Atelier Papou”.

A partir de 1994, após vários anos de buscas quanto à forma do seu trabalho pessoal, encontrou uma nova vertente artística. Desenvolveu instalações e acumulações de objetos heteróclitos, cuja composição é fotografada e só toma forma para o espectador através do ponto focal da objetiva. O princípio da anamorfose é o fio condutor dessa série. Com essa técnica, reinterpretou imagens dos pintores: Van Gogh, Francis Bacon, Manet e Andy Warhol. Também explorou mitos e ícones da história: Jimmy Hendrix, Che Guevara, Albert Einstein, Marilyn Monroe e Mickey. Em 1998, expôs pela primeira vez a série “Inventários”, na Galeria Bruno Delarue, Paris.

Em 2001, ele dirigiu o genérico da Noite 26 dos Césares, a pedido do diretor Arnaud Vincenti Em 2007, dirigiu o Festival Internacional de Angoulême, instalação de quadrinhos chamada trompe-l'oeil e representando o Capitão América Em 2009, viajou ao Rio de Janeiro e criou duas novas instalações para a sua primeira exposição na América Latina. A partir de 2012 passou a ser representado pela Sergio Goncalves Galeria.

Retonou ao Brasil para uma nova exposição em setembro de 2012, quando o artista produziu uma instalação retratando parte da obra "Samba", de autoria de Di Cavalcanti, queimada no incêndio na casa do marchand e colecionador Jean Boghici em agosto de 2012.

Referências

  1. «Artista francês utiliza sucata e transforma lixo em obras de arte». Revista Pequenas empresas, grandes negócios. 28 de setembro de 2012. Consultado em 29 de março de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]