Bernardo Correia Leite de Morais Almada e Castro

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Bernardo Correia Leite de Morais Almada e Castro (Guimarães, 20 de Outubro de 1806 - 21 de Dezembro de 1869), 2º visconde de Azenha e 1º conde da Azenha, foi um militar e político português.

Era filho de Martinho Correia de Morais e Castro, 1º visconde da Azenha, igualmente miguelista e oficial superior como ele.

Foi senhor do Morgado de Parada de Infanções, casa de Carvalho, por sucessão a seu pai, senhor dos morgados da Gulpilheira, Azenha e Cainos, São Clemente ou Golias, padroeiro da Misericórdia de Arrifana de Sousa por sucessão de sua mãe.

Foi condecorado com o grau de cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, pelo Decreto de 26 de Outubro de 1832, por força da Carta Régia de 14 de Setembro de 1832 dirigida ao Tenente-General Visconde do Peso da Régua (cf. ANTT – MR - Livro 1123).[1]

Em 27 de Março de 1855 obteve a comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Alistou-se em 1818 no regimento de cavalaria 9, sendo despachado alferes deste corpo em Março de 1820 quando apenas cantava a idade de 14 anos.

Nesse ano decide não abraçar a revolução liberal, seguindo para Trás-os-Montes onde em 1823, onde foi honrado com o título de visconde, acompanhou o Marquez de Chaves, que levantara o grito de revolta contra o sistema constitucional, sendo então promovido a capitão e neste posto emigra em 1820 para a Espanha por efeitos da revolução deste ano, em que foi caudilho em Trás-os-Montes o mesmo Marquês de Chaves. Por tal motivo foi demitido do exército.

Com a vinda de D. Miguel, volta à pátria e de novo em Outubro de 1828 lhe é restituído o antigo posto, sendo em Março seguinte nomeado coronel comandante do batalhão de voluntários realistas de Guimarães. Em 1832 D. Miguel nomeia-o seu ajudante de Campo.

Terminada a guerra civil e implantado o sistema constitucional, com o Tratado de Évora Monte , terá seguido o seu rei para o exílio e depois retira-se para os seus domínios em Guimarães, vivendo apartado da política e perdendo todos os seus títulos.

Em 1846, porém, adere ao sistema vigente e é lhe confirmado o título de visconde e acompanhando o marechal Saldanha no movimento que na nossa história contemporânea recebeu o nome de Regeneração, é admitido novamente às fileiras, dando-se-lhe o seu antigo posto de capitão, no qual se conservou até 1866, sendo então reformado no posto de major.

Em 27 de Setembro de 1852, foi elevado a conde e foi eleito deputado para a legislatura desse ano a 1853; ocupou o cargo de governador civil do distrito de Braga desde 20 de Junho de 1859 a 1860 e foi condecorado com os hábitos e comendas das Ordens de Cristo, Conceição, Avis, Torre Espada, Conde de Palatino, medalha da acrisolada fidelidade Transmontana de prata.

Faleceu a 2 de Dezembro de 1869 e no dia 23 foram celebrados os ofícios fúnebres na igreja de S. Francisco. Grande pompa se desenvolveu neste acto.

Dados genealógicos[editar | editar código-fonte]

Casou a 29 de Setembro de l830 com: D. Maria Custódia Clemência dos Anjos de Sousa de Vasconcelos e Gouveia Coutinho (1800 - 1838), filha herdeira de José Inácio Pais Pinto de Sousa e Vasconcelos, Desembargador da relação do Porto e senhor do Morgado de Freixo de Numão,[3] e de Maria Benedita Antónia de Gouveia Coutinho de Almeida e Vasconcelos.

Tiveram:

Referências

  1. Morgado de Pindela (1798-1865) - Cav. Torre e Espada, José Vicente de Bragança, Phalerae, 4 de Março de 2009
  2. A Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Francisco Belard da Fonseca, Fundação da Casa de Bragança, Lisboa, 1955, pg. 46
  3. Casa Grande de Freixo de Numão / Museu da Casa Grande. SIPA

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Nobreza de Portugal e Brasil, Direcção de Afonso Eduardo Martins Zuquete, Editorial Enciclopédia, 2ª Edição, Lisboa, 1989, vol. 2, pg. 360.
  • Velhas Casas de Guimarães, Maria Adelaide Pereira de Moraes, CEGHHF-Universidade Moderna do Porto, Porto, 2001, vol. 2, pg. 1072

Ligações externas[editar | editar código-fonte]