The Rescuers Down Under
The Rescuers Down Under
| ||||
|---|---|---|---|---|
| Cartaz original de lançamento do filme. | ||||
| No Brasil | Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus[1][2] | |||
| Em Portugal | Bernardo e Bianca na Cangurulândia[3] | |||
1990 • cor • 77 min | ||||
| Género | animação, aventura | |||
| Direção | Hendel Butoy Mike Gabriel | |||
| Produção | Thomas Schumacher | |||
| Roteiro | Jim Cox Karey Kirkpatrick Byron Simpson Joe Ranft | |||
| Elenco | Bob Newhart Eva Gabor Adam Ryen Tristan Rogers John Candy George C. Scott | |||
| Música | Bruce Broughton | |||
| Direção de arte | Maurice Hunt | |||
| Edição | Michael Kelly | |||
| Companhia(s) produtora(s) | Walt Disney Feature Animation Silver Screen Partners IV | |||
| Distribuição | Buena Vista Pictures Distribution | |||
| Lançamento | ||||
| Idioma | inglês | |||
| Orçamento | US$ 30 milhões[4] | |||
| Receita | US$ 47.431.461[5] | |||
| Cronologia | ||||
| ||||
The Rescuers Down Under (bra: Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus; prt: Bernardo e Bianca na Cangurulândia) é um filme de animação norte-americano de 1990 do gênero aventura, produzido pela Walt Disney Feature Animation e lançado pela Buena Vista Pictures.[nota 1] Trata-se de uma continuação do filme The Rescuers de 1977, sendo a primeira sequência lançada a partir de um filme de animação original anterior da Disney. O longa acompanha os camundongos Bernardo e Bianca viajando para o interior da Austrália para salvar um jovem menino chamado Cody de um malvado caçador que quer capturar uma águia-real ameaçada de extinção por dinheiro. Dirigido por Hendel Butoy e Mike Gabriel a partir de um roteiro de Jim Cox, Karey Kirkpatrick, Byron Simpson e Joe Ranft, o filme conta com o retorno das atuações de voz de Bob Newhart e Eva Gabor (em seu último papel no cinema), acompanhados de Adam Ryen, John Candy e George C. Scott.
Durante a década de 1980, The Rescuers havia se tornado um dos lançamentos de animação de maior sucesso da Disney. Sob a nova gestão de Michael Eisner e Jeffrey Katzenberg, a produção de uma sequência em longa-metragem foi aprovada, tornando-se a primeira continuação de um filme de animação lançada nos cinemas pelo estúdio.[6] Após suas funções em Oliver & Company (1988), os animadores Butoy e Gabriel foram recrutados para dirigir Donw Under.[7] Viagens de pesquisa à Austrália forneceram inspiração para os designs de fundo. O filme marcou o pioneiro uso do Computer Animation Production System - CAPS, um software de animação de ponta desenvolvido através de uma parceria da Disney com a Pixar, tornando-se o primeiro longa-metragem da história a ser produzido com assistência de recursos digitais.[8] O CAPS permitiu que os artistas pintassem digitalmente os desenhos dos animadores e, em seguida, compusessem as células animadas tradicionalmente sobre artes de fundo digitalizadas.
The Rescuers Down Under estreou nos cinemas americanos em 16 de novembro de 1990, recebendo críticas positivas (assim como o filme original). No entanto, teve um desempenho abaixo do esperado nas bilheterias, arrecadando US$ 47,4 milhões em todo o mundo. Com isso, o filme se tornou a produção menos lembrada do período renascentista da Disney.
Enredo
[editar | editar código]Na região do Outback australiano, um jovem menino chamado Cody salva e cria um vínculo com Marahute, uma rara águia-real fêmea. Em agradecimento, a ave leva Cody até seu ninho, mostra-lhe seus ovos e lhe presenteia com uma de suas penas. Posteriormente, ao tentar resgatar um rato que servia de isca, Cody acaba caindo em uma armadilha armada por Percival C. McLeach, um caçador ilegal local, responsável pela morte do parceiro de Marahute e procurado pelos patrulheiros ambientais australianos. Ao perceber que o garoto possui uma pena de Marahute e, portanto, deve conhecer sua localização, McLeach sequestra Cody e arremessa sua mochila em um grupo de crocodilos, simulando sua morte para despistar os patrulheiros.
O rato resgatado por Cody escapa e busca ajuda em um posto local da Sociedade Internacional de Socorro. Uma mensagem telegráfica é então enviada à sede da organização em Nova York. Os agentes de campo de elite, Bernardo[nota 2] e senhorita Bianca, são designados para a missão, interrompendo as tentativas recorrentes de Bernardo de pedir Bianca em casamento. Buscando assistência para a viagem, eles descobrem que Orville, o albatroz que os ajudara anteriormente, está aposentado, sendo substituído por seu irmão Wilbur. Apesar das condições climáticas severas, Wilbur aceita transportá-los até a Austrália ao saber do sequestro.
Ao chegarem, os agentes conhecem Jake, um rato saltador australiano e agente regional da Sociedade Internacional de Socorro. Jake demonstra interesse amoroso por Bianca, gerando ciúmes em Bernardo. O rato saltador atua como guia e protetor do grupo em sua busca por Cody. Durante a jornada, Wilbur lesiona a coluna ao tentar ajudar e é enviado a um hospital improvisado (uma antiga ambulância). Recusando-se a ser operado, Wilbur tem sua coluna realinhada durante uma tentativa de fuga dos médicos-ratos, retomando sua busca pelos companheiros. Enquanto isso, Jake, Bernardo e Bianca alcançam o esconderijo de McLeach após seguirem os rastros deixados por seu caminhão no deserto.
Na caverna de McLeach, Cody se recusa a revelar a localização do ninho de Marahute. Explorando a preocupação do garoto com os ovos da águia, McLeach mente, afirmando que outro caçador a matou, e liberta Cody, sabendo que ele retornará ao ninho. Assim que Cody chega ao local acompanhado dos ratos, McLeach o recaptura juntamente com Marahute, Jake e Bianca. Após escapar, Bernardo consegue esconder os ovos da águia da goanna de estimação de McLeach, Joanna. Wilbur reencontra Bernardo, que o encarrega de proteger os ovos enquanto ele sai pra resgatar os outros, para seu desagrado.
McLeach leva seus prisioneiros até as Cataratas dos Crocodilos, uma imensa cachoeira situada no rio onde havia jogado a mochila de Cody anteriormente. Ele amarra o garoto e o mantém pendurado acima de um grupo de crocodilos com a intenção de eliminá-lo como testemunha. Bernardo, montado em um javali que domesticou utilizando uma técnica de doma aprendida com Jake, intervém e desliga o veículo de McLeach. Ao tentar cortar a corda que prende Cody, McLeach é impedido quando Joanna colide com ele, graças a uma artimanha de Bernardo. Ambos caem na água, atraindo a atenção dos crocodilos. Enquanto Joanna escapa para a margem, McLeach tenta fugir dos répteis, mas é arrastado pela correnteza e cai da cachoeira para a morte.
Bernardo salta na água para salvar Cody, mantendo-o à tona até que Jake e Bianca libertam Marahute. A águia resgata ambos momentos antes de eles serem levados pela queda d’água. Finalmente, sem novas interrupções, Bernardo propõe casamento a Bianca, que aceita de imediato. Jake, então, finalmente presta seu devido respeito a Bernardo enquanto o grupo retorna em segurança à casa de Cody.
Enquanto isso, Wilbur continua protegendo os ovos de Marahute; eles eclodem, e uma das águias o morde, para seu desespero.
Elenco
[editar | editar código]- Bob Newhart como Bernardo: um rato cinza macho. Bernardo se tornou o representante americano da Sociedade Internacional de Socorro, promovido de seu papel de zelador a agente de pleno direito após um resgate bem-sucedido realizado com Bianca anteriormente. Ao longo do filme, ele tenta propor casamento à Bianca, mas é sempre interrompido quando faz isso.
- Eva Gabor como Bianca: uma ratinha branca. Representante húngara da Sociedade Internacional de Socorro e, mais tarde, noiva de Bernardo. Este foi o último papel de Gabor no cinema antes de sua morte em 1995.
- Adam Ryen como Cody: um garotinho humano capaz de conversar com a maioria dos animais, assim como Penny no primeiro filme. Ele conquista a confiança de uma águia-real fêmea após salva-la de uma armadilha de McLeach, sendo capturado pelo caçador posteriormente.
- George C. Scott como Percival C. McLeach: um malvado caçador furtivo que quer capturar Marahute para trafica-la por ser de uma espécie rara. Antes de caçar Marahute, McLeach já havia matado o companheiro dela.
- John Candy como Wilbur: um albatroz cômico, sendo nomeado em homenagem a Wilbur Wright. Ele é irmão de Orville, o albatroz que apareceu no primeiro filme (este nomeado em homenagem a Orville Wright), sendo tão desajeitado quanto ele. No filme, é declarado que Orville se aposentou de suas funções na "companhia aérea" para ratos, fazendo com que Wilbur assumisse o seu lugar.
- Tristan Rogers como Jake: um rato saltador autoconfiante, elegante e carismático, embora um tanto egocêntrico. Ele se apaixona por Bianca, passando a disputar a atenção dela e causando ciúmes em Bernardo. No final do filme, no entanto, após ver Bernardo pedindo-a em casamento, ele o parabeniza.
- Peter Firth como Red: um canguru-vermelho macho capturado e mantido no cativeiro de McLeach.
- Wayne Robson como Frank: um lagarto-de-gola medroso e errático, também aprisionado por McLeach.
- Douglas Seale como Krebbs: um coala de característica pessimista aprisionado por McLeach.
- Carla Meyer como Faloo: uma canguru-vermelha fêmea que convoca Cody para salvar Marahute no começo do filme. Meyer também dubla a mãe de Cody.
- Bernard Fox como Sr. Presidente: o rato presidente da Sociedade Internacional de Socorro. Fox também dá voz ao Doutor Rato, o supervisor dos ratos cirúrgicos que examinam a coluna de Wilbur.
- Russi Taylor como a Rata enfermeira: a operadora das instruções do Doutor Rato, servindo-lhe como primeira imediata.
- Ed Gilbert como Francois: um grilo garçom que serve Bernardo e Bianca no restaurante enquanto Bernardo tenta pela primeira vez pedi-la em casamento.
- Peter Greenwood como a voz do capitão do avião onde Wilbur, Bernardo e Bianca pegam carona para a Austrália. Greenwood também atuou como o locutor de rádio em uma cena do filme.
- Frank Welker como Marahute: uma grande águia-real fêmea que mantém guardados seus ovos após seu companheiro ser morto por McLeach. Welker também dublou Joanna, a goanna de estimação do caçador, além de fornecer efeitos vocais adicionais.
Produção
[editar | editar código]Desenvolvimento
[editar | editar código]Em 1984, The Rescuers (1977) havia se tornado um dos filmes de animação mais bem-sucedidos financeiramente da história da Disney, arrecadando US$ 41 milhões em aluguéis de bilheteria em todo o mundo após seu primeiro relançamento iniciado no ano anterior.[9] Sob a nova gestão do estúdio do então CEO Michael Eisner e do presidente do estúdio Jeffrey Katzenberg, foi aprovada a realização de uma sequência.[7] A escrita do roteiro começou em 1986 e foi determinado que o filme seria ambientado na Austrália, decisão essa inspirada pelo sucesso de Crocodilo Dundee (lançado naquele mesmo ano), que aumentou o apelo da cultura australiana para o público americano convencional.[7][10]
Quando Oliver & Company (1988) estava quase completo, Peter Schneider, então presidente da Walt Disney Feature Animation, perguntou ao supervisor de animação Mike Gabriel se ele consideraria dirigir a sequência de The Rescuers. Na época, Gabriel recusou a oferta, afirmando: "Bem, depois de assistir [os trabalhos de] George [Scribner, diretor de Oliver & Company], não parece que seria muito divertido [ser diretor de um filme de animação]". No entanto, poucos meses depois, Schneider chamou novamente Gabriel em seu escritório e, em uma nova investida, perguntou se ele tinha interesse em dirigir The Rescuers Down Under, ao que Gabriel aceitou.[11] Depois de animar o personagem Tito em Oliver & Company, que foi recebido com elogios do público em geral, Hendel Butoy foi adicionado como codiretor do filme.[12] Enquanto isso, Schneider recrutou Thomas Schumacher para atuar como produtor do filme.[13]
Como produtor do filme, Schumacher selecionou o artista de storyboard Joe Ranft para atuar como supervisor de história, acreditando que ele tinha a "capacidade de mudar e transformar através da excelência de ideia".[14] Ao longo do processo de storyboard, Ranft constantemente reforçou o moral criativo de sua equipe, mas raramente desenhou sequências de storyboard sozinho. Ranft também teve desentendimentos criativos com a gerência e os executivos de marketing do estúdio, incluindo um em que ele e a equipe de história defenderam um ator infantil aborígene australiano para fornecer a voz de Cody, retratanto o personagem com as devidas características. De acordo com a artista de storyboard Brenda Chapman, Katzenberg rejeitou essa ideia, escalando "um garotinho loiro branco" e dando a Cody um design correspondente.[14][15]
Devido à crescente popularidade dos filmes de ação com temática australiana, e com os americanos se tornando mais conscientes do meio ambiente, os cineastas decidiram não criar canções originais para Down Under, contrastando como fez o filme original. Eles decidiram que a colocação das músicas diminuiria o ritmo da história. Em vez disso, decidiram comercializá-lo como o primeiro filme de ação e aventura do estúdio, com Butoy e Gabriel se inspirando em filmes de live-action de Orson Welles, Alfred Hitchcock e David Lean.[16] Também seria o primeiro filme de animação do estúdio desde Bambi (1942) a ter uma mensagem sobre direitos dos animais e meio ambiente.[17] Em dezembro de 1988, os membros do elenco original Bob Newhart e Eva Gabor foram confirmados para reprisar seus papéis.[18] Naquele mesmo ano Jim Jordan, que dublou Orville no primeiro filme, faleceu em abril, após sofrer uma queda em sua casa.[19] Em reconhecimento à morte de Jordan, Roy E. Disney sugeriu que o personagem Wilbur fosse escrito como irmão de Orville, para servir como seu substituto no filme, onde foi mencionado que Orville se aposentou de suas funções como "piloto de ratos". Assim como no filme de 1977, o nome de Wilbur é uma referência aos irmãos Wright.[20]
Animação e design
[editar | editar código]Membros da equipe de produção, incluindo o diretor de arte Maurice Hunt e seis de seus animadores, passaram vários dias na Austrália para estudar cenários e animais encontrados no Outback australiano para estudar, tirar fotos e desenhar esboços para ilustrar adequadamente o local no filme. Eles visitaram os parques nacionais de Kakadu, Nitmiluk e a rocha de Uluru, que serviram de inspiração para os desenhos iniciais de Hunt enfatizando o espectro de escala entre as vistas deslumbrantes e os protagonistas do filme.[17][20]
Servindo como supervisor de animação para a águia Marahute, Glen Keane estudou seis águias residentes no Peregrine Fund em Boise, no estado americano do Idaho, bem como uma águia americana empalhada emprestada do Museu de História Natural do Condado de Los Angeles e um esqueleto de águia. Para animar a águia, Keane e sua equipe de animação aumentaram o tamanho do pássaro, encolheram sua cabeça, alongaram seu pescoço e asas e estufaram seu peito. Além disso, Keane teve que diminuir os movimentos das asas do pássaro para cerca de 25 a 30 por cento da velocidade de voo de uma águia. Por causa dos detalhes excessivos em Marahute, que carregava 200 penas, o personagem apareceu por apenas sete minutos no total, durante as sequências de abertura e encerramento.[21]
Além disso, para que o filme fosse concluído a tempo, Schumacher contou com o apoio da Disney-MGM Studios, que originalmente tinha como objetivo produzir curtas e featurettes de desenhos animados independentes. Em sua primeira tarefa em um longa-metragem de animação da Disney, setenta artistas contribuíram com dez minutos de tempo de tela, incluindo o animador supervisor Mark Henn.[16] Como um dos dez animadores supervisores do filme, Henn animou várias cenas de Bernardo, Bianca e McLeach. Para os personagens ratos, Henn estudou os maneirismos de Bob Newhart e Eva Gabor durante as sessões de gravação de voz e buscou inspiração na atuação de George C. Scott em Dr. Strangelove (1964) enquanto animava McLeach.[16] Para criar um realismo crível para os animais australianos, animadores adicionais viajaram para o Zoológico de San Diego para observar cangurus, cucaburras e cobras, enquanto uma iguana da Discovery Island do Walt Disney World foi trazida ao estúdio para os animadores desenharem Joanna.[16]
The Rescuers Down Under inovou por ser o primeiro longa de animação tradicional da Disney a empregar o novo sistema computadorizado chamado Computer Animation Production System - CAPS. O software era um sistema de animação moderno usado para tinta e pinturas digitais e composição, permitindo uma pós-produção mais eficiente e sofisticada dos filmes de animação da Disney e tornando a prática tradicional de pintar células à mão obsoleta. Os desenhos dos animadores e as pinturas de fundo foram digitalizados em sistemas de computador, onde os desenhos de animação foram pintados mesclando tinta comum com preenchimentos realizados por artistas digitais.[22] Os desenhos foram posteriormente compostos com os fundos digitalizados no software para permitir a composição digital, como posicionamento de enquadros, movimentos de câmera, efeitos multiplanos e outras técnicas de captura de movimento.[23][24] Esses arquivos digitais seriam então gravados em estoque de filme.[22]
O filme também usa elementos CGI em várias cenas, como o campo de flores na sequência de abertura, o caminhão de McLeach e tomadas em perspectiva de Wilbur voando sobre o Sydney Opera House e a cidade de Nova York. O projeto CAPS foi a primeira das colaborações da Disney com a empresa de computação gráfica Pixar,[25] que eventualmente se tornaria um estúdio de produção de animação digital, fazendo filmes de animação gerados por computador para distribuição sob o selo da Disney antes de ser adquirido pela empresa em 2006. Como resultado, The Rescuers Down Under foi o primeiro longa de animação desenhada à mão a empregar técnicas digitais e computadorizadas.[8] No entanto, a abordagem de marketing do filme não chamou a atenção para o uso do processo CAPS.[26]
Música
[editar | editar código]The Rescuers Down Under: Original Motion Picture Soundtrack
| ||||
|---|---|---|---|---|
| Trilha sonora de Bruce Broughton | ||||
| Lançamento | 26 de janeiro de 1991[27] | |||
| Gravação | 1989–1990 | |||
| Gênero(s) | Orquestra | |||
| Gravadora(s) | Walt Disney Records Intrada Records (relançamento de 2016) | |||
| Produção | Bruce Broughton | |||
| Cronologia de Bruce Broughton | ||||
| ||||
A trilha sonora do filme foi composta e conduzida por Bruce Broughton.[28] Ao contrário da grande maioria dos filmes de animação da Disney, o longa não teve canções originais escritas para ele (embora "Message Montage" possui uma repetição de parte de "Rescue Aid Society" de Sammy Fain, Carol Connors e Ayn Robbins, sendo a única referência musical ao primeiro longa). The Recuers Down Under foi o segundo filme da Disney a não contar com alguma canção original depois de The Black Cauldron (1985).
O álbum da trilha do filme, lançado pela Walt Disney Records em janeiro de 1991, teve uma recepção crítica positiva, com os críticos destacando a faixa "Cody's Flight" por sua sensação de majestade, emoção e liberdade.[29][30] No AllMusic, a trilha possui uma avaliação de 4,5 de 5 estrelas.[31]
Em 2002, a Walt Disney Records relançou o álbum no formato CD, incluindo as canções de Shelby Flint do primeiro filme "The Journey", "Someone's Waiting for You" e "Tomorrow Is Another Day". Em 2016, a Intrada Records lançou a trilha sonora completa de Broughton, incluindo materiais não usados no filme.[32]
Lançamento
[editar | editar código]Durante o lançamento do filme nos cinemas, The Rescuers Down Under foi distribuído junto com o novo curta-metragem do Mickey Mouse The Prince and the Pauper.[33] A animação foi lançada comercialmente nos Estados Unidos em 16 de novembro de 1990, no mesmo dia da estreia de Home Alone, que também contou com John Candy no elenco.
Mídia doméstica
[editar | editar código]The Rescuers Down Under foi disponibilizado como parte da coleção Clássicos Disney em 17 de setembro de 1991 em VHS e LaserDisc, enquanto The Rescuers foi lançado nos mesmos formatos um ano depois, em 18 de setembro de 1992.[34] Ao contrário do primeiro filme, no entanto, Down Under não foi incluído na linha Walt Disney Masterpiece Collection. Ambos os lançamentos de vídeo doméstico entraram em moratória em 30 de abril de 1993.[35] Em seu lançamento original, a edição em VHS vendeu 5,2 milhões de unidades nos Estados Unidos, gerando US$ 72,8 milhões em receita adicional.[36]
Em 2000, logo após o início da comercialização da coleção Gold Classic Collection pela Walt Disney Home Video, The Rescuers Down Under foi relançado em VHS e estreou em DVD em 1º de agosto de 2000.[37] O DVD apresentava o filme em sua proporção de aspecto 1,66:1 aprimorada para aparelhos de televisão 16:9 e som surround 4.0, sendo acompanhado de bônus especiais, incluindo um livro de histórias e curiosidades, bem como um livreto de atividades chamado "Animais do Outback".[38]
Juntamente com o filme original, The Rescuers Down Under foi lançado em Blu-ray em uma "Coleção de 2 Filmes" em 21 de agosto de 2012, em comemoração ao 35º aniversário do primeiro filme nos Estados Unidos.[39] Tal lançamento foi repetido em 14 de junho de 2022.[40]
Recepção
[editar | editar código]Desempenho comercial
[editar | editar código]Durante seu fim de semana de estreia, The Rescuers Down Under arrecadou US$ 3,5 milhões nos cinemas dos Estados Unidos, ficando em quarto lugar,[5] atrás de Home Alone, Rocky V e Child's Play 2.[41][42] Devido ao desempenho abaixo do esperado, Jeffrey Katzenberg decidiu retirar a publicidade televisiva do filme.[25] Na Alemanha, tornou-se o quarto filme de maior bilheteria no país, ao vender 3,1 milhões de ingressos.[43]
Embora tenha sido lançado no início da era do Renascimento da Disney — período em que o estúdio havia acabado de alcançar grande sucesso com A Pequena Sereia, no ano anterior —, The Rescuers Down Under encerrou sua corrida nos cinemas aquém das expectativas. O filme arrecadou US$ 27,9 milhões nos Estados Unidos e US$ 19,5 milhões em outros mercados, totalizando US$ 47,4 milhões mundialmente.[5] Isso o tornou um sucesso comercial moderado, considerando seu orçamento de US$ 30 milhões.[4] Seu fraco desempenho nos cinemas contribuiu para que o longa se tornasse a produção menos conhecida da Era Renascentista da Disney, além de registrar a menor bilheteria entre todos os filmes do estúdio nesse período.[4]
Resposta da crítica
[editar | editar código]No agregador de críticas cinematográficas online Rotten Tomatoes, The Rescuers Down Under tem uma taxa de aprovação de 85%, com base em 66 avaliações sob o seguinte consenso crítico: "The Rescuers Down Under alcança momentos de genuína maravilha ao mesmo tempo em que adiciona o sabor do Outback à sua história charmosamente modesta, criando uma sequência que supera o [filme] original".[30] No Metacritic, que usa uma média ponderada para avaliação dos filmes, a animação possui a pontuação 68/100, com base em vinte críticas, indicando "avaliações geralmente favoráveis".[44]
O crítico de cinema Roger Ebert, ao comentar sobre o longa no jornal Chicago Sun-Times, concedeu ao filme 3 de 4 estrelas e escreveu: "A animação pode nos dar a glória de visões e experiências que são impossíveis no mundo real, e uma dessas visões, em The Rescuers Down Under, é de um garotinho agarrado às costas de uma águia voando. A sequência de voo e muitas das outras cenas de ação neste novo filme de animação da Disney criam uma euforia e liberdade que são motivadoras. E o resto da história também é divertida".[29] Gene Siskel, numa avaliação para o Chicago Tribune, também deu ao filme três estrelas de quatro, resumindo o longa como "ousado, estimulante, mas às vezes desnecessariamente intenso como um filme de animação da Disney", declarando ainda que "[uma] boa diversão é fornecida por um albatroz pateta (dublado por John Candy) [...]".[45] Janet Maslin, em sua análise para o The New York Times, elogiou a animação e as sequências de ação, embora tenha permanecido crítica em relação ao enredo, rotulando-o como "um pouco sombrio e pouco envolvente para crianças muito pequenas"; Maslin reconheceu que sua "abordagem um pouco mais adulta e aventureira pode ser a razão pela qual não inclui os interlúdios musicais esperados, embora eles teriam sido bem-vindos".[46] Uma análise na revista Variety sentiu que o filme carregava "uma história tão medíocre que os adultos podem se esquivar", mas, no entanto, a mesma publicação escreveu que The Rescuers Down Under "ostenta valores de produção razoavelmente sólidos e boas vozes de personagens".[47]
Rita Kempley, do The Washington Post, elogiou o filme como "um mito lindamente desenhado, feito para crianças corajosas e ratos muito corajosos".[48] O Halliwell's Film Guide deu à animação duas estrelas de quatro, dizendo: "[Este] longa-metragem de animação elegante, animado e agradável [é] uma melhoria em relação ao original".[49] O TV Guide também deu ao filme duas estrelas de quatro, dizendo: "Três anos em produção, foi obviamente concebido durante o auge do fascínio deste país pela Austrália, provocado pelo fabuloso sucesso de Paul Hogan com Crocodilo Dundee. Em 1990, essa 'moda' já havia diminuído há muito tempo e o cenário australiano deste filme não fez nada para aumentar seu apelo de bilheteria. Além disso, o filme não faz uso particularmente imaginativo do local. Se tirar os sotaques, os cangurus e coalas obrigatórios a história poderia ter acontecido em qualquer lugar".[50]
Em uma crítica de 2013, Josh Spiegel escreveu: "The Rescuers Down Under não é o grande filme desconhecido da Disney, vejamos: o filme foi prejudicado por um timing contextual ruim, programação e marketing ruins, e os fãs de animação provavelmente iriam gostar dele por seu escopo e cenários um tanto grandes. No entanto, este é apenas um filme decente, que parece tão pequeno quanto seus protagonistas".[51] Por outro lado, Ellen MacKay da Common Sense Media deu ao filme quatro de cinco estrelas, escrevendo: "Uma sequência rara que sabe ser superior ao original".[52]
Prêmios
[editar | editar código]Além de se tornar a menor bilheteria dos filmes da Era Renascentista, The Rescuers Down Under é também a única animação da Disney no período que não conseguiu nenhuma indicação ao Óscar ou Globo de Ouro.
| Prêmio | Data da cerimônia | Categoria | Recipiente(s) | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles | 16 de dezembro de 1990 | Melhor filme de animação | Hendel Butoy e Mike Gabriel | Venceu |
| Dallas-Fort Worth Film Critics Association | 1991 | Melhor filme de animação | Hendel Butoy e Mike Gabriel | Venceu |
| Motion Picture Sound Editors | 1991 | Prêmio Golden Reel por Realização Excepcional em Edição de Som – Efeitos Sonoros, diálogos e ADR para longa-metragem de animação | The Rescuers Down Under | Venceu |
| Young Artist Awards | 1990/1991 | Filme de animação familiar/infantil mais divertido | The Rescuers Down Under | Venceu |
Legado
[editar | editar código]Embora o filme tenha sido esquecido com o passar dos anos, alguns personagens do longa fizeram aparições na série de televisão House of Mouse produzida no início dos anos 2000. No curta de 2023 Once Upon a Studio, Cody e Joanna fazem uma cameo junto com outros personagens clássicos da Disney.[53]
Notas e referências
Notas
- ↑ Através do selo da Walt Disney Pictures.
- ↑ Na dublagem original em inglês "Bernard".
Referências
- ↑ a b «Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus». AdoroCinema. Brasil: Webedia. Consultado em 17 de setembro de 2025
- ↑ «Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus». Brasil: CinePlayers. Consultado em 26 de dezembro de 2018
- ↑ «Bernardo e Bianca na Cangurulândia». Portugal: SapoMag. Consultado em 26 de dezembro de 2018
- ↑ a b c «FLOPOU! 10 Grandes FRACASSOS de Bilheterias que Completam 32 Anos em 2022». CinePop. Consultado em 18 de setembro de 2025
- ↑ a b c «The Rescuers Down Under (1990)». The Numbers. Consultado em 28 de março de 2016
- ↑ Solomon, Charles (16 de novembro de 1990). «Fantasy, Animation Soar in 'Rescuers Down Under'». Los Angeles Times. Consultado em 28 de março de 2015
- ↑ a b c Taylor, Drew (18 de dezembro de 2020). «'The Rescuers Down Under': The Untold Story of How the Sequel Changed Disney Forever». Collider. Consultado em 28 de dezembro de 2020
- ↑ a b «First fully digital feature film». Guinness World Records. Guinness World Records Limited. Consultado em 27 de dezembro de 2018
- ↑ Thomas, Bob (19 de setembro de 1984). «Walt Disney Productions returns to animation». Lewison Daily Sun. p. 28. Consultado em 4 de fevereiro de 2021 – via Google News Archive
- ↑ Thomas, Bob (1991). Disney's Art of Animation: From Mickey Mouse To Beauty and the Beast. New York: Hyperion. p. 121. ISBN 1-56282-899-1 Verifique o valor de
|url-access=registration(ajuda) - ↑ «Mike Gabriel Talks Oscar Nominee Lorenzo». Animation (entrevista). Rita Street. 5 de fevereiro de 2005. Consultado em 2 de janeiro de 2016
- ↑ Solomon, Charles (27 de dezembro de 1988). «Cheech Marin as Animated Tito: Check It Out». Los Angeles Times. Consultado em 2 de janeiro de 2016
- ↑ Taylor, John C. (3 de abril de 2010). «How Broadway helped animate Disney's comeback». Los Angeles Times. Consultado em 2 de janeiro de 2016
- ↑ a b Canemaker, John (2010). Two Guys Named Joe: Master Animation Storytellers Joe Grant & Joe Ranft. [S.l.]: Disney Editions. pp. 51–52. ISBN 978-1-423-11067-5 Verifique o valor de
|url-access=registration(ajuda) - ↑ Harrison, Mark (20 de novembro de 2019). «The Rescuers Down Under: The Disney Renaissance's Lost Film». Den of Geek (em inglês). Consultado em 13 de abril de 2021
- ↑ a b c d Hinman, Catherine (19 de novembro de 1990). «Disney Dips Into Local Inkwell Florida Animation Team Lends Hand To 'Rescuers'». Orlando Sentinel. Consultado em 2 de janeiro de 2016
- ↑ a b Sussman, Gary (18 de novembro de 1990). «'Rescuers' does its bit for the environment». Chicago Sun-Times. Consultado em 2 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 18 de outubro de 2016 – via HighBeam Research
- ↑ Voland, John (21 de dezembro de 1988). «Movies». Los Angeles Times. Consultado em 2 de janeiro de 2016
- ↑ Folkart, Bruce (2 de abril de 1988). «Jim Jordan, Fibber McGee of Radio, Dies». Los Angeles Times. Consultado em 17 de outubro de 2018
- ↑ a b «The Rescuers Down Under – Disney Archives». Disney.go.com. Consultado em 2 de janeiro de 2016. Cópia arquivada em 29 de janeiro de 2007
- ↑ Foster, R. Daniel (11 de janeiro de 1991). «Building Character From the Ground Up». Los Angeles Times. Consultado em 2 de janeiro de 2016
- ↑ a b Robertson, Barbara (julho de 1994). «Disney Lets CAPS Out Of The Bag». Computer Graphics World. 17 (7): 58–64. ISSN 0271-4159
- ↑ «Alpha and the History of Digital Compositing» (PDF). Princeton.edu
- ↑ «Bill Perkins». Animation Insider. 16 de julho de 2011
- ↑ a b Hahn, Don (2009). Waking Sleeping Beauty (Documentary film). Burbank, California: Stone Circle Pictures/Walt Disney Studios Motion Pictures
- ↑ Smith, Dave (1996). Disney A-Z: The Official Encyclopedia. New York: Hyperion. p. 414. ISBN 0-7868-6223-8 Verifique o valor de
|url-access=registration(ajuda) - ↑ «Bruce Broughton – The Rescuers Down Under (Original Motion Picture Soundtrack)». Discogs. 1991. Consultado em 20 de junho de 2023
- ↑ Noyer, Jérémie (12 de outubro de 2012). «Down Under with Rescuers composer Bruce Broughton». Animated Views. Consultado em 18 de dezembro de 2023
- ↑ a b Ebert, Roger (16 de novembro de 1990). «The Rescuers Down Under Movie Review». Chicago Sun-Times. Consultado em 2 de janeiro de 2016 – via RogerEbert.com
- ↑ a b «The Rescuers Down Under (1990)». Rotten Tomatoes. Fandango
- ↑ Jason Ankeny. «The Rescuers Down Under (Original Soundtrack)». Allmusic. Consultado em 3 de junho de 2012
- ↑ «Expanded 'The Rescuers Down Under' Soundtrack Announced». Film Music Reporter. 15 de fevereiro de 2016. Consultado em 14 de agosto de 2016
- ↑ Willistein, Paul (17 de novembro de 1990). «'Rescuers' And 'Prince': A Super Combo From Studio That Mickey Built». The Morning Call. Consultado em 17 de outubro de 2018
- ↑ Eileen Clarke (16 de setembro de 1991). «Videos». New York. 24 (36). p. 100. ISSN 0028-7369 – via Google Books.
Release date 9/17
- ↑ Stevens, Mary (18 de setembro de 1992). «'Rescuers' Leads Classic Kid Stuff». Chicago Tribune. Consultado em 2 de janeiro de 2016 Verifique o valor de
|url-access=limited(ajuda) - ↑ «Animated Pics: Adding It Up». Variety. 13 de janeiro de 1992. p. 89
- ↑ «Walt Disney Home Video Debuts the "Gold Classic Collection"». The Laughing Place. Consultado em 2 de janeiro de 2016
- ↑ «The Rescuers Down Under — Disney Gold Collection». Disney.go.com. Consultado em 2 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 15 de agosto de 2000
- ↑ «The Rescuers: 35th Anniversary Edition (The Rescuers / The Rescuers Down Under) (Three-Disc Blu-ray/DVD Combo in Blu-ray Packaging)». Amazon.com. 21 de agosto de 2012. Consultado em 21 de agosto de 2012
- ↑ «The Rescuers 2-Movie Collection Blu-ray». Consultado em 24 de julho de 2025 – via Blu-ray.com
- ↑ Broeske, Pat (20 de novembro de 1990). «'Home' KOs 'Rocky V' at Box Office». Los Angeles Times. Consultado em 2 de janeiro de 2016
- ↑ «Weekend Box Office Results for November 16–18, 1990». Box Office Mojo. Consultado em 8 de setembro de 2013
- ↑ «TOP 100 Deutschland 1991». InsideKino (em alemão). Consultado em 29 de maio de 2024. Cópia arquivada em 15 de abril de 2023
- ↑ «The Rescuers Down Under». www.metacritic.com (em inglês). Consultado em 26 de janeiro de 2024
- ↑ Siskel, Gene (16 de novembro de 1990). «'Rocky V' A Satisfying End To A Movie Nice Guy». Chicago Tribune. Consultado em 2 de janeiro de 2016 Verifique o valor de
|url-access=limited(ajuda) - ↑ Maslin, Janet (16 de novembro de 1990). «Mickey Plays the Palace, and Rescuers Go Walkabout». The New York Times. Consultado em 2 de janeiro de 2016
- ↑ «Film Review: 'The Rescuers Down Under'». Variety. 19 de novembro de 1990. Consultado em 2 de janeiro de 2016
- ↑ Kempley, Rita (17 de novembro de 1990). «'The Rescuers Down Under' (G)». The Washington Post. Consultado em 29 de maio de 2024. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2022
- ↑ Gritten, David, ed. (2007). «The Rescuers Down Under». Halliwell's Film Guide 2008. Hammersmith, London: HarperCollins. p. 986. ISBN 978-0-00-726080-5
- ↑ «The Rescuers Down Under Review». TV Guide. 3 de novembro de 2009. Consultado em 24 de agosto de 2011
- ↑ Spiegel, Josh (26 de janeiro de 2013). «Extended thoughts on 'The Rescuers Down Under' – Movie Review». PopOptiq. Consultado em 16 de julho de 2013
- ↑ MacKay, Ellen (14 de setembro de 2009). «The Rescuers Down Under – Movie Review». Common Sense Media. Consultado em 27 de maio de 2012
- ↑ Reif, Alex (16 de outubro de 2023). «Disney's "Once Upon a Studio" – List of Characters in Order of Appearance». Laughing Place
| Precedido por A Pequena Sereia |
Lista de filmes da Disney 1990 |
Sucedido por Beauty and the Beast |
- Filmes com trilha sonora de Bruce Broughton
- Filmes baseados em obras de Margery Sharp
- Filmes dos Estados Unidos de 1990
- Filmes baseados em romances de autores do Reino Unido
- Filmes baseados em livros infantis
- Filmes em língua inglesa
- Filmes de animação da década de 1990
- Filmes com aves
- Filmes ambientados na Oceania
- Filmes dirigidos por Hendel Butoy
- Filmes dirigidos por Mike Gabriel
- Filmes com caçadores
- Filmes com animais
- Sequências de filmes


