Bia Kicis

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Bia Kicis
Deputada federal pelo Distrito Federal
Período 1 de fevereiro de 2019
até a atualidade
Dados pessoais
Nascimento 19 de setembro de 1961 (59 anos)
Resende, Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileira
Alma mater Universidade de Brasília
Partido PRP (2018)
PSL (2019-presente)
Profissão Política, advogada, ativista

Beatriz Kicis Torrents de Sordi (Resende, 19 de setembro de 1961), mais conhecida como Bia Kicis é uma advogada, procuradora do Distrito Federal aposentada, ativista, youtuber e política brasileira. Declaradamente Conservadora,[1] é ativista na pauta do voto impresso como fator de segurança jurídica para o eleitor, quanto a possibilidade de auditoria da votação. Foi eleita deputada federal pelo Distrito Federal nas eleições de 2018 pelo PRP.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em 19 de setembro de 1961, em Resende, Rio de Janeiro.[3] Filha de Rubeni Torrents Pereira, engenheiro militar reformado, e de Leda Pfeil Kicis Torrents Pereira, formada em psicologia. Bia formou-se em Direito, na Universidade de Brasília.[4]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Aos 23 anos teve seu primeiro trabalho, como advogada, no SERPRO. Em 1992, foi aprovada no concurso público para o cargo de Procuradora do Distrito Federal, sendo empossada em 13/05/1992. Chegou à Chefia de Gabinete do Procurador-Geral, em dois mandatos diferentes; foi Procuradora-Geral Adjunta e Corregedora-Geral da Procuradoria, por dois mandatos. Aposentou-se no cargo de Subprocuradora-Geral do Distrito Federal em Janeiro de 2016.

Em 2015, fundou o Instituto Resgata Brasil, que tem por finalidade resgatar as Instituições Republicanas, bem como os valores culturais e familiares da sociedade brasileira. Também em 2015, foi convidada para ser um dos representantes, em Brasília, do Movimento Revoltados ON LINE. A partir de então, enveredou pelo ativismo político apartidário, na defesa das causas conservadoras e pelo combate à corrupção.

Participou também de Audiências Públicas, com direito a palavra, no Congresso Nacional, em Órgãos Públicos e Privados, na Sinagoga de São Paulo, tendo feito ainda, sustentação oral em defesa do Voto Impresso, no Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pela PGR contra o voto impresso.

Política[editar | editar código-fonte]

Em 2018, lançou a sua candidatura a Deputada Federal pelo Distrito Federal. Devido a restrições da Executiva Estadual do PSL, precisou filiar-se ao PRP. Foi eleita, pelo PRP, com 86.415 votos. Devido ao PRP não ter atingido a cláusula de barreira, fez, imediatamente após a sua posse, a filiação ao seu partido de origem, o PSL.

Já como integrante da bancada do PSL, foi indicada e assumiu a Vice-presidência da CCJC – Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, a Vice-liderança do Governo no Congresso Nacional, além de assumir a Presidência da Executiva do PSL, no Distrito Federal.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Notícias falsas

Em 9 de janeiro de 2019, foi entrevistada no CB.Poder, e durante a entrevista passou algumas informações sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Uma checagem de fatos divulgada no Correio Braziliense, mostrou que a deputada passou algumas informações falsas sobre Fábio Luís Lula da Silva. Algumas delas já eram conhecidas na internet.[5]

Em outubro de 2019, compartilhou o vídeo que o presidente Jair Bolsonaro postou em suas redes sociais. Nele, três homens, que seriam das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), associam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à organização criminosa. Mais tarde, a deputada apagou a mensagem e disse ser notícia falsa.[6]

Em dezembro de 2019, o então presidente do PSL, Luciano Bivar, decide expulsar da deputada da coligação por grave infração ética e infidelidade partidária[7] . Apesar disso ela ainda permanece na legenda.

Em junho de 2020, uma reportagem da Agência Pública mostrou que as redes sociais de Bia Kicis estão sobre controle de empresas próximas ao governo Bolsonaro.[8]

Uma nova ameaça de expulsão de Bia Kicis do PSL aconteceu em julho de 2020, após uma votação na Câmara em relação à PEC do Fundeb, na qual ela e mais cinco deputados do mesmo partido votaram contra o projeto. Dessa forma uma representaçaõ contra ela foi enviada ao conselho de ética do partido. Bia Kicis também perdeu a vice-liderança do governo na Câmara após seu voto.[9].

Em 27 de novembro de 2019 a deputada publicou em suas redes sociais uma montagem com os rostos dos ex-ministros Sérgio Moro (Justiça) e Luiz Henrique Mandetta (saúde) pintados de negro, sugerindo que ambos deveriam procurar empregos para negros. A montagem em tom agressivo

A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) publicou, em suas redes sociais, uma montagem com os rostos dos ex-ministros Sérgio Moro (Justiça) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde) pintados de negro, sugerindo que ambos poderão buscar vagas de emprego na rede Magazine Luiza, em referência ao programa de trainee apenas para negros anunciado pela empresa. A montagem, de tom agressivo, mostra o rosto de Moro pintado, com uma peruca e a mensagem: "Desempregado, blogueiro Sérgio Moro faz mudança no visual para tentar emprego no Magazine Luiza". Ao lado, traz o rosto de Mandetta, também com peruca e a mensagem: "Sem emprego e cansado de errar o pico. O ex-ministro Mandetta acusou a postagem de racista e chula.

Referências

  1. https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,a-ativista-que-uniu-bolsonaro-e-guedes,70002568135
  2. https://g1.globo.com/df/distrito-federal/eleicoes/2018/noticia/2018/10/07/veja-quem-sao-os-oito-deputados-federais-eleitos-pelo-distrito-federal.ghtml
  3. «Deputado(a) Federal Bia Kicis». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 23 de julho de 2020 
  4. Linder, Julia (8 de agosto de 2019). «Gonet afirmou a Bolsonaro que não pretende atrapalhar governo caso assuma PGR, diz Bia Kicis». Estadão. Consultado em 23 de julho de 2020 
  5. «Fizemos a checagem da entrevista da deputada Bia Kicis ao CB.Pode». Correio Braziliense. 10 de janeiro de 2019. Consultado em 11 de novembro de 2019 
  6. «Bolsonaro posta vídeo que associa Farc a Lula; deputada do PSL diz ser fake». Uol. 26 de outubro de 2019. Consultado em 11 de novembro de 2019 
  7. Campos, Ana Maria (13 de dezembro de 2019). «Deputada Bia Kicis é expulsa do PSL». CB Poder |. Consultado em 4 de agosto de 2020 
  8. Alice Maciel, Ethel Rudnitzki. «Investigada por fake news, Kicis contratou serviços de mídias sociais de apoiadores do governo». Agência Pública. Consultado em 16 de junho de 2020 
  9. «Chico Alves - PSL deve expulsar Bia Kicis e outros cinco que votaram contra o Fundeb». noticias.uol.com.br. Consultado em 4 de agosto de 2020 

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

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