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Biblioteca Pública Municipal "Professor Ernesto Manoel Zink"

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Biblioteca Pública Municipal de Campinas "Prof. Ernesto Manoel Zink"
Vista da fachada da Biblioteca
PaísBrasil
TipoPública
Estabelecida15 de setembro de 1946 (79 anos)
LocalizaçãoCampinas, SP
Coordenadas22° 54′ 03,21″ S, 47° 03′ 24,93″ O
Mapa
Localização da biblioteca
Acervo
Tamanhocerca de 70 mil itens[1]
Acesso e uso
População servidaAberta ao público
WebsiteClique aqui para acessar a página da biblioteca no portal da Prefeitura Municipal de Campinas

A Biblioteca Pública Municipal de Campinas "Prof. Ernesto Manoel Zink" é uma biblioteca pública localizada no município de Campinas, no estado de São Paulo. Fundada em 1946, foi a primeira biblioteca pública a ser inaugurada na cidade. Ocupa sua sede atual, no prédio que compartilha com o Museu de Arte Contemporânea de Campinas, desde outubro de 1976, quando foi inaugurada pelo Prefeito, cargo que então era exercido por Lauro Péricles Gonçalves.[1][2] Atualmente, o acervo da biblioteca atinge cerca de 70 mil itens que se distribuem em sete categorias: Referência, Circulante, Infantil, Gibiteca/Periódicos, Acervo Campinas & Coleções Especiais, Braille e Laboratório de Informática

Desde outubro de 1976, o prédio está localizado ao lado do Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura Municipal. Atualmente, a biblioteca funciona de segunda à sexta-feira, das 9h00 às 17h00, período em que está aberta ao público.

História

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A história da biblioteca municipal começa a partir da década de 1940, quando uma forte campanha de doação de livros e materiais, promovida pelo Grêmio da "Escola de Biblioteconomia" da então chamada "Universidade Católica", que hoje conhecemos como PUC-Campinas, e sob a liderança da Sra. Laura Bierrenbach de Castro Vasconcelos, o professor Ernesto Manoel Zink e diferentes setores da sociedade campineira. Na época, o acervo a partir das doações contava com 2.139 volumes.

Em 15 de setembro de 1946, quando era então prefeito o Dr. Joaquim de Castro Tibiriça, a foi inaugurada a biblioteca, a primeira biblioteca pública da cidade de Campinas.

No início de sua existência, a biblioteca esteve instalada em três salas de um edifício localizado na "Rua Barão de Jaguara", no centro da cidade. Mais tarde, em 25 de maio de 1947, teve sua sede deslocada para o então Teatro Municipal "Carlos Gomes", o qual infelizmente veio a ser demolido após setembro de 1965.

Em 29 de dezembro de 1959, mudou-se para a "Rua Dr. Quirino, n.º 1687", e em janeiro de 1966, para a "Avenida da Saudade, n.º 1004", onde até então estava instalada a então chamada "Secretaria Municipal de Educação e Cultura", e ocupada atualmente pela Câmara Municipal de Campinas.

Homenagem póstuma assinada em setembro de 1971 por Orestes Quércia, então prefeito de Campinas

Quanto a seu nome, a biblioteca só veio a recebê-lo em 15 de setembro de 1971, por meio do "Decreto municipal nº 3.911/71", baixado pelo então prefeito Orestes Quércia[3], que também assinou uma carta de homenagem ao Prof. Zink, juntamente com a Escola de Biblioteconomia da então Universidade Católica de Campinas.

Placa de inauguração do novo prédio, em 1976, encimada por um retrato do Prof. Ernesto Ernesto Zink

Em 9 de janeiro de 1975, por meio da "Lei municipal n° 4.460/75", sancionada e promulgada pelo então prefeito Lauro Péricles Gonçalves, foi recebida pelo município de Campinas uma grande soma doada pelo magnata Roque Melillo, o qual manifestou seu desejo de doar a maior parte de sua fortuna (que na época somava Cr$ 4 milhões), com o encargo de que o montante doado fosse empregado na construção de uma biblioteca e de uma escola de música, além de que os prédios respectivos fossem nomeados em sua memória. A doação não foi bem recebida por parte da família de Melilo, sendo que quatro de seus sobrinhos ajuizaram uma ação judicial para invalidar o ato de doação, alegando que foi esta realizada em razão de insanidade mental supostamente sofrida tio, embora até então, não tivessem mantido contato com ele faziam anos.[4][5]

A doação de Melilo permitiu a aquisição de um terreno para construção do prédio da biblioteca, que é justamente o mesmo onde ela está localizada nos dias de hoje, embora jamais tenha sido nomeado em memória do magnata, além de o pavimento inferior do prédio ser ocupado pelo Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Quanto à escola de música, jamais veio a ser construída.[4][6][7]

Referências

  1. a b CAMPINAS. «Biblioteca Pública Municipal "Prof. Ernesto Manoel Zink"» (html). Prefeitura Municipal de Campinas. Consultado em 21 de agosto de 2025 
  2. CENTRO DE MEMÓRIA UNICAMP. «Ernesto Manoel Zink» (html). Centro de Memória Unicamp. Consultado em 21 de agosto de 2025 
  3. CAMPINAS (15 de setembro de 1971). «Decreto nº 3.911/71» (html). Prefeitura Municipal de Campinas. Consultado em 21 de agosto de 2025 
  4. a b LIMA NETO, Francisco (18 de agosto de 2019). «Prédio receberá o nome do doador de verba» (html). Correio Popular. Consultado em 21 de agosto de 2025 
  5. CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPINAS (9 de janeiro de 1975). «Lei nº 4.460/75» (html). Prefeitura Municipal de Campinas. Consultado em 21 de agosto de 2025 
  6. EMPRESA MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO DE CAMPINAS (26 de abril de 2010). «Benjamin Constant, uma notável avenida» (html). Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC). Consultado em 21 de agosto de 2025 
  7. TREVISANI, Janete (14 de novembro de 2013). «Doações de um milionário excêntrico» (html). Correio Popular. Consultado em 21 de agosto de 2025